Banca de DEFESA: NIVALTER AIRES DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NIVALTER AIRES DOS SANTOS
DATA : 19/04/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência (Google Meet)
TÍTULO:

A Questão Nordestina na Formação Econômico-social Brasileira: Reflexões sobre o Estado, as lutas de classes e o desenvolvimento desigual



PALAVRAS-CHAVES:

Estado. Lutas de Classes. Desenvolvimento Desigual. Questão Nordestina. 


PÁGINAS: 405
RESUMO:

A tese que buscamos defender é que, no âmbito da formação econômico-social brasileira, o desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo produziu uma questão regional, condicionando o Nordeste a uma posição subalterna. Diante disso, objetivamos examinar os diversos projetos, propostas e ações que foram realizados pelo Estado brasileiro na região Nordeste, ao longo dos governos que vão da década de 1930 até 2018, a fim de inter-relacionar a atuação do Estado com a problemática nordestina e as lutas de classes, associando as políticas com o período em que foram propostas e com a fração burguesa que detinha a hegemonia no âmbito do bloco histórico. Tudo isso, visando compreender a razão do insucesso de uma transformação profunda e progressista da realidade nordestina ao longo desse período. Para realizar tal empreitada, propomos uma investigação a partir do movimento inerente ao objeto pesquisado – a questão nordestina –, submetendo à crítica o conjunto de discursos que foram produzidos sobre o nosso objeto de interesse, entendendo que fazem parte de uma totalidade concreta e dinâmica, possuidora de aparência e essência sobre a qual nos debruçamos. Para tal, como principal técnica de investigação, realizamos uma vasta revisão bibliográfica sobre aspectos diversos que dizem respeito ao Estado, o desenvolvimento desigual e a questão regional nos diferentes períodos que cobrem nosso recorte temporal, mobilizando o referencial teórico em favor da compreensão do movimento histórico. Além da análise bibliográfica, propomos uma investigação documental das diversas políticas produzidas pelo Estado brasileiro que direcionam a intervenção no Nordeste. Ficou claro, através da investigação, que a questão nordestina segue irresoluta, mesmo que tenha passado por um processo de transformação em seu caráter – em função das mudanças pela qual passam as economias nacional e nordestina, a partir dos processos de integração comercial (após a década de 1930) e depois produtiva (após a década de 1950), seguida por uma desintegração produtiva (após a década de 1990) – na qual o Nordeste nunca deixou de ocupar uma posição subalterna. A dependência desta região se manifesta, justamente, nos momentos de maior turbulência econômica, social, política e climática constrangendo o Estado brasileiro a intervir através de diversas formas, particularmente, através da criação de instituições ao longo das décadas – DNOCS, BNB, SUDENE, ADENE, etc. – sem nunca conseguir criar as condições para que fosse superada a distância econômica entre essa região e o Centro-sul. Diante dessa movimentação mais geral – entre desenvolvimentismo vs. (neo)liberalismo – percebemos que a busca por “superar” ou minorar o “atraso” nordestino tem como barreira os limites do capitalismo dependente, expresso na tacanha mentalidade da burguesia periférica, da formação econômico-social brasileira. Em vista disso, reafirmamos que as diversas experiências de intervenção e abandono sistemático demonstraram claramente a impossibilidade de a atuação do Estado burguês para dar uma resposta efetiva a essa questão.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CLÁUDIA MARIA COSTA GOMES - UFPB
Interno - 1517561 - GABRIEL EDUARDO VITULLO
Externo à Instituição - GONZALO ADRIAN ROJAS - UFCG
Presidente - 349734 - JOAO EMANUEL EVANGELISTA DE OLIVEIRA
Interno - 6347248 - JOSE ANTONIO SPINELI LINDOZO
Externo à Instituição - PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO JUNIOR - UNICAMP
Externo ao Programa - 2712875 - ROBERIO PAULINO RODRIGUES
Notícia cadastrada em: 16/04/2021 08:45
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