Banca de DEFESA: ALISSON GUTEMBERG DA SILVA SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALISSON GUTEMBERG DA SILVA SOUZA
DATA : 20/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório B do CCHLA
TÍTULO:

A cinecidade latino-americana: um olhar distópico para o espaço urbano


PALAVRAS-CHAVES:

Cinecidade. Cinema latino-americano. América Latina. Imaginário latino-americano.


PÁGINAS: 269
RESUMO:

Este estudo busca elucidar como representações de metrópoles latino-americanas chegam a formar uma paisagem simbólica contínua e um único ambiente imaginário, que se refere à significação resultante da produção de um sentido cultural próprio e comum para as cidades tematizadas cinematograficamente. Denomino esse equivalente cinematográfico do espaço urbano como cinecidade. No caso latino-americano, em específico, trata-se de uma abordagem em que as representações urbanas são predominantemente distópicas e marcadas por problemas sociais como desemprego, desigualdade estrutural e violência urbana, compondo assim uma cidade simbólica comum em crise. O estudo resulta da articulação de alguns pressupostos teóricos construídos para se pensar a relação entre a metrópole e o cinema (COSTA, 2002, 2005, 2008; PRYSTHON, 2006; KRACAUER, 1960; MORIN, 2005), em conjunto com a ideia de cidades contínuas desenvolvida por Ítalo Calvino (1990). Esta articulação é aplicada aqui à reflexão sobre a imagem de seis metrópoles: São Paulo, Buenos Aires, Caracas, Bogotá, Cidade do México e Manágua. Para tal, são analisados os filmes Linha de Passe (Walter Salles e Daniela Thomas, 2008), Hermano: uma fábula sobre o futebol (Marcel Rasquin, 2010), Las Tetas de Mi Madre (Carlos Zapata, 2015), Elefante Branco (Pablo Trapero, 2009), La Yuma (Florence Jaugey, 2009) e Dias de Graça (Everardo Valerio Gout, 2011), onde cada um representa uma das cidades tematizadas. A análise dessas representações urbanas evidenciou que, no contexto contemporâneo, há uma parcela significativa de produções cinematográficas, no âmbito da América Latina, que olha para a cidade sob um mesmo viés: a metrópole como o espaço da degradação social marcado por problemas estruturais. A origem desse universo comum, segundo minha pesquisa, se encontra no subdesenvolvimento e na dependência da América Latina. Herança, nesse caso, de um passado colonial, de uma modernidade periférica (SOUZA, 2009) e do aprofundamento de uma agenda neoliberal.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3859825 - MICHELLE CRISTINE MEDEIROS JACOB
Interno - 1501788 - ALEXSANDRO GALENO ARAUJO DANTAS
Interno - 008.055.544-67 - FAGNER TORRES DE FRANÇA - UFRN
Interna - 6348127 - JOSIMEY COSTA DA SILVA
Externo à Instituição - RAFAEL MORATO ZANATTO - USP
Externo à Instituição - RODRIGO OCTÁVIO D''AZEVEDO CARREIRO - UFPE
Notícia cadastrada em: 28/01/2020 15:32
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