Banca de DEFESA: WILLIAM SOARES DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : WILLIAM SOARES DOS SANTOS
DATA : 14/09/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório E do CCHLA
TÍTULO:

"A EXPERIÊNCIA DE BRANQUINHA": Um estudo das atividades produtivas da Associação das Produtoras Agroecológicas da Zona da Mata de Alagoas – APROAGRO, conforme os princípios da Economia de Comunhão EdC


PALAVRAS-CHAVES:

Experiência de Branquinha. Economia de Comunhão. Reciprocidade. Gratuidade.


PÁGINAS: 199
RESUMO:

O objetivo desta tese é analisar as práticas solidárias produtivas realizadas pela Associação das Produtoras Agroecológicas da Zona da Mata de Alagoas – APROAGRO, a partir dos princípios da Economia de Comunhão EdC. Com base nas tensões socioprodutivas, será levada em consideração a eficácia da dinâmica produtiva. Trata-se de uma associação de mulheres do assentamento Zumbi dos Palmares, município de Branquinha/AL, cujo caráter familiar tem como objetivo gerar renda para os moradores do assentamento. As atividades desempenhadas são essencialmente agrárias, isto é, voltadas para a agricultura familiar e atividades artesanais. Têm como objetivo serem gerenciadas e comercializadas de forma comum, de acordo com o estilo de produção cooperativista. A Economia de Comunhão tem como objetivo, mediante a ética cristã da partilha gratuita e recíproca dos bens materiais, suscitar, na liberdade, a divisão de parte dos lucros obtidos por empresas que aderem a esta proposta. Intervir junto aos empobrecidos, na perspectiva de sua inclusão socioeconômica é a meta a ser atingida. Trata-se de um projeto que foi lançado no Brasil, em maio de 1991, pela italiana Chiara Lubich (1920-2008), fundadora do grupo religioso cristão católico denominado Movimento dos Focolares. A abordagem seráum estudo de caso no contexto socioeconômico da APROAGRO, como alternativa ao modelo de produção hegemônico capitalista. O embasamento teórico principal apoiou-se na perspectiva da teoria da dádiva de Marcel Mauss (1974), mediante a qual foi possível realizar uma discussão acerca dos fundamentos teóricos da Economia de Comunhão, relacionando-os às práticas produtivas do empreendimento. Ao indagarmos sobre a eficácia e a viabilidade econômica da EdC, partimos da hipótese de que os projetos de desenvolvimento econômico que foram realizados na associação, sob a égide da Economia de Comunhão, geraram melhorias socioeconômicas para os assentados. Consequentemente, o capital poderá ser considerado mais humanizado na medida em que sua aquisição e distribuição forem resultados de uma dinâmica produtiva solidária.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1117908 - MARIA LUCIA BASTOS ALVES
Interno - 1164161 - IRENE ALVES DE PAIVA
Interno - 349700 - LUIZ CARVALHO DE ASSUNCAO
Externo à Instituição - MERCIA REJANE RANGEL BATISTA - UFCG
Externo à Instituição - ROSA MARIA DE AQUINO - UFRPE
Notícia cadastrada em: 03/09/2018 10:14
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