Banca de DEFESA: ANTONINO CONDORELLI

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANTONINO CONDORELLI
DATA : 02/03/2017
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório B do CCHLA
TÍTULO:

Comunicação para uma política de transformação em redes digitais: desidentificação, despossessão, desprogramação


PALAVRAS-CHAVES:

Política; comunicação; redes digitais; poder; subjetividades.


PÁGINAS: 376
RESUMO:

Este estudo se põe o problema teórico de como pensar uma comunicação para uma política de transformação em e por meio de redes digitais e sugere possíveis caminhos para praticá-la. Para a elaboração dessa proposta, o trabalho se desdobra em quatro partes. Na primeira, tendo como principal interlocutor Bruno Latour, problematizo o conceito de redes como estruturas emergentes, adaptativas e auto-organizadas, dominante no pensamento contemporâneo, e desdobro esse questionamento na proposta de uma concepção dos agenciamentos digitais como fluxos constituintes, que permite fundamenta-los como âmbito de ação política. Na segunda parte, tendo entre os principais interlocutores Michael Hardt e Antonio Negri, Judith Butler, Vladimir Safatle, Jacques Rancière e Eduardo Viveiros de Castro, proponho um conceito de política de transformação como prática de modificação do modo de determinação das subjetividades e das relações vigente, e não apenas de reconfiguração de subjetividades e relações dentro dos critérios de possibilidade e pensabilidade do real instituídos pelo regime dado de partilha do sensível. Em seguida, problematizo a concepção de comunicação como transmissão e, com base em Muniz Sodré, proponho pensa-la como definição pré-semântica e pré-relacional dos princípios formais do pôr o mundo em comum, mas sem reduzi-la – como faz Sodré - a um vínculo totalizante que organiza sistemas orgânicos. Ao contrário, com base no perspectivismo ameríndio, levanto a possibilidade de uma comunicação como relação capaz de redefinir as condições de possibilidade e de pensabilidade dos termos que põe em interação. Na terceira parte, dialogando com Gilles Deleuze, Giorgio Agamben, Michael Hardt e Antonio Negri, Gabriel Tarde, Byung-Chul Han, o Comitê Invisível, Slavoj Žižek e Evgeny Morozov, entre outros interlocutores, proponho uma conceituação das redes digitais como um metadispositivo com lógicas transcendentalizadas que geram tendências de subjetivação e modos de relação (re)produtores de relações de dominação. Na quarta e última parte, questiono os que considero limites epistemológicos e ontológicos das abordagens teóricas do ciberativismo (propostas por Fábio Malini e Henrique Antoun, entre outros autores), da tecnopolítica (proposta por Javier Toret) e dos movimentos sociais em rede (proposta por Manuel Castells), mostrando que tanto as práticas que pretendem compreender como as concepções que elaboram assumem como pressupostos aproblemáticos as mesmas lógicas que fundamentam a geração de relações de dominação nas redes. Como desdobramento dessa crítica, problematizo as perspectivas dominantes sobre política e comunicação emancipatórias em redes digitais, que as fundamentam nos conceitos de reprogramação de redes (como propõe Manuel Castells) e de disputa de perspectivas (como defendem Fábio Malini, Marcia Tiburi e Leonardo Sakamoto). Por último, apresento uma proposta de comunicação para uma política de transformação em redes digitais como uma prática micropolítica fundada na produção de desidentificação e despossessão de subjetividades, isto é, na desconstrução da identidade e da propriedade como princípios apriorísticos geradores de modos de subjetivação e de relação, e na desprogramação de redes, ou seja, a desconstrução das lógicas transcendentalizadas que as produzem e reiteram como um metadispositivo.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1501788 - ALEXSANDRO GALENO ARAUJO DANTAS
Externo à Instituição - DAIANY FERREIRA DANTAS - UERN
Interno - 1693229 - GILMAR SANTANA
Externo à Instituição - JULIMAR DA SILVA GONÇALVES - UNIFACEX
Presidente - 1149562 - ORIVALDO PIMENTEL LOPES JUNIOR
Notícia cadastrada em: 16/02/2017 16:18
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