Banca de QUALIFICAÇÃO: ALIAN PAIVA DE ARRUDA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: ALIAN PAIVA DE ARRUDA

DATA: 09/06/2009

LOCAL: Auditório do Departamento de Geografia

TÍTULO:

A (re)configuração territorial do complexo lagunar de Nísia Floresta/RN: análise do crescimento imobiliário e populacional e suas relações com o PRODETUR/RN I e II


PALAVRAS-CHAVES:

Excursionismo; Lazer turístico; espaço; território turístico.


PÁGINAS: 133

GRANDE ÁREA: Ciências Humanas

ÁREA: Geografia

RESUMO:

Esta dissertação analisa “uma outra face do turismo potiguar”, a face não planejada, negligenciada e segregada da atividade turística. Trata-se do estudo do excursionismo, uma prática de lazer turístico realizada por turistas com baixo poder de consumo, denominados pejorativamente de “farofeiros”, pelo senso comum. O recorte espacial da pesquisa compreende as lagoas de Arituba, Boágua e Carcará (Nísia Floresta/RN), onde se observa nos dias de domingo e feriados a chegada de centenas de excursionistas, oriundos da Região Metropolitana de Natal, de outros municípios do entorno e de estados vizinhos, como Paraíba e Pernambuco. O objetivo desta pesquisa é analisar como se dá a apropriação do espaço pela prática do excursionismo enfocando suas relações com outros agentes sociais os quais, também, se apropriam de um território turístico. A discussão teórica considera o consumo do espaço pela prática do lazer turístico e a apropriação por distintos agentes sociais, utilizando categorias de análise como produção do espaço, território, lazer e turismo. A pesquisa de campo foi realizada por meio de entrevistas e aplicação de questionários, junto aos excursionistas, organizadores das excursões, comerciantes locais, representantes do poder público municipal e da categoria profissional de bugueiros; além disto, o registro fotográfico, diálogos informais e a observação em campo foram instrumentos metodológicos importantes. A partir dos dados realizaram-se análises estatísticas e elaboração de mapas temáticos, os quais expressam os fluxos estabelecidos pelos excursionistas e a segregação da atividade. Com a pesquisa, pode-se afirmar que a prática do excursionismo é negligenciada pelo poder público, pois contraria a intencionalidade dos agentes hegemônicos presentes neste território turístico os quais visam o desenvolvimento de uma atividade lucrativa, voltada para turistas com maior poder de consumo. Observa-se nesta face ignorada do turismo potiguar, tida como “pobre” e “suja”, a existência de conflitos entre os distintos agentes sociais: turistas, mercado e poder público, ao mesmo tempo em que, também, desperta o interesse e é apropriada pelo setor informal e formal da economia. O excursionismo é um fenômeno expressivo, uma prática social relevante, realizada por cidadãos que compõem a classe trabalhadora os quais, para terem um dia de lazer, utilizam-se de práticas alternativas de consumo e burlam variadas estratégias de segregação que lhes são impostas neste território turístico, comportamentos que, em parte justifica , justifica a alcunha de “farofeiro” dada a estes turistas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2177362 - ALDO ALOISIO DANTAS DA SILVA
Presidente - 349682 - EDNA MARIA FURTADO
Interno - 347943 - RITA DE CASSIA DA CONCEICAO GOMES
Notícia cadastrada em: 13/08/2010 11:09
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