SILVESTER - editor de dashboards integrados e interoperáveis de cidades inteligentes com focado em pessoas com baixa visão
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Cada vez mais, iniciativas de cidades inteligentes se consolidam como referência de modernização urbana. Tecnologias de informação e comunicação são amplamente utilizadas para fornecer serviços e disponibilizar recursos aos cidadãos. Nesse contexto, vemos como a qualidade de acesso à tecnologia tem um impacto direto na vida do cidadão. Especialmente, pessoas pertencentes a grupos historicamente marginalizados, como as pessoas com deficiência (PcD), correm sério risco de estarem excluídas das benesses trazidas pelas cidades inteligentes caso as tecnologias não sejam desenvolvidas de modo inclusivo e com acessibilidade. A literatura recente aponta que diversos autores vêm abordando esse problema nas cidades inteligentes através de softwares que fornecem acessibilidade como objetivo final, sem a devida atenção à interatividade digital daquele software. Isto é, o serviço do software provê acessibilidade, porém a UI do software geralmente não conta com recursos suficientes de acessibilidade. Pessoas com deficiências visuais ainda enfrentam barreiras específicas ao interagir com UIs, como baixo contraste visual, ausência de descrições semânticas adequadas e navegação incompatível com leitores de tela. Nas cidades inteligentes, essas dificuldades tornam-se ainda mais evidentes em aplicações como painéis de monitoramento urbano e sistemas de visualização de dados em tempo real, que frequentemente apresentam grande densidade de informação e pouca adaptação a diferentes necessidades de acessibilidade. É nesse contexto que a priorização da acessibilidade em UIs se configura como um objetivo central deste trabalho, orientando tanto as decisões de projeto quanto a avaliação da implementação. Até o momento, os resultados alcançados incluem a conclusão de uma revisão bibliográfica que sustenta a hipótese de pesquisa e o desenvolvimento inicial do software proposto para a priorização da acessibilidade. Etapas como a implementação de um exportador de projetos e a estruturação formal das entidades da UI ainda precisam ser realizadas. Espera-se que os resultados da pesquisa realizada e a qualidade da ferramenta desenvolvida tenham impacto direto na democratização de interfaces gráficas nas cidades inteligentes, particularmente na implementação, uso e priorização da acessibilidade em serviços digitais e interativos fornecidos pela gestão pública.