TEORIAS DA ENCEFALIZAÇÃO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE ATUALIZAÇÃO
Encefalização humana. Tamanho encefálico. Crescimento encefálico. Evolução humana
A encefalização favoreceu a manutenção da espécie de hominídeos por se caracterizar em um processo lento e gradual, que ocorreu com a evolução humana; proporcionando o desenvolvimento de funções encefálicas superiores, inclusive a memória e cognição. Várias teorias surgiram ao longo do tempo, baseadas em evidências fósseis e arqueológicas, onde se observou a influência de fatores ambientais, climáticos e comportamentais no crescimento encefálico. As hipóteses que tentam explicar a encefalização humana são de origens genéticas, associadas a variações anatômicas e fisiológicas, às alterações metabólicas e climáticas. Com isso, os objetivos da pesquisa foram identificar os estudos relevantes sobre encefalização humana, relacionando-a com o comportamento humano, a dieta, as interações sociais e ambientais, as mudanças metabólicas e climáticas, a atividade física e aos fatores genéticos. Metodologia: O presente estudo se baseou numa revisão integrativa da literatura, cujo objetivo principal foi sintetizar as pesquisas disponíveis, buscando-se nas bases de pesquisa Scopus e PubMed, inseridas na ferramenta online Rayyan. Foram selecionados os trabalhos com pelo menos uma palavra-chave no título e/ou no resumo, e em seguida procedeu-se com a leitura para identificar proximidade com a temática e objetivos pretendidos. Foram recuperados um total de 102 publicações, às quais foram analisadas integralmente. Cada estudo foi avaliado e atribuiu-se a porcentagem de qualidade metodológica segundo as diretrizes JBI, onde se constatou, no geral, alta confiança nos resultados coletados nessas pesquisas. Os artigos analisados mostram que não existe um consenso sobre as origens da expansão encefálica e do crânio, apesar de haver muitos trabalhos bem delineados que abordam teorias consistentes, no entanto carecem de mais pesquisas para que sejam efetivamente comprovados.