AÇÃO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DE SPONDIAS TUBEROSA ARRUDA NA NEFROPATIA DIABÉTICA INDUZIDA POR ESTREPTOZOTOCINA EM RATOS
Diabetes Mellitus, Nefropatia, Spondias tuberosa, Morfologia.
A nefropatia diabética (ND) é a segunda principal complicação do Diabetes Mellitus, e uma das mais preocupantes para a saúde pública mundial. Atualmente, a terapia farmacológica do DM e da nefropatia possuem bastante limitações devido ao elevado número de efeitos colaterais e ação ineficaz contra suas complicações. Desta forma, tratamentos alternativos à base de plantas medicinais é potencialmente útil como forma alternativa e complementar para essa doença. A espécie Spondias tuberosa Arruda, popularmente conhecida como umbuzeiro tem sido amplamente utilizada na medicina tradicional para o tratamento do DM, entretanto pouco explorada cientificamente. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho é avaliar o efeito antidiabético do extrato hidroalcoólico da Spondias tuberosa Arruda (ExSt) na ND a partir de análises bioquímicas, morfológicas, estereológicas e moleculares em ratos diabéticos tratados com esta espécie. Foram utilizados 44 ratos wistar e a DM foi induzida por estreptozotocina (40mg/kg i.p.). Os grupos foram divididos em: CT: animais não diabéticos; DM: animais com DM experimental; EX: animais não diabéticos tratados com ExSt; DMEX: animais com DM experimental tratados com ExSte DMIN: animais com DM experimental tratados com insulina. O ExSt (500 mg/kg, v.o.) foi administrado diariamente por 30 dias após a instalação da DM, assim como a insulina. Amostras de sangue e do rim foram coletadas para análises. Dentre os resultados observados, o ExSt não conseguiu reverter de forma significativa os parâmetros clínicos e bioquímicos, porém, demonstrou melhora no quadro da ND estabelecida, uma vez que achados histopatológicos, volume cortical, volume glomerular, volume glomerular médio, espessamento da membrana basal glomerular, fibrose, e marcadores de estresse oxidativo e de dano tecidual foram minimizados. Embora sejam necessárias mais pesquisas para validar de forma mais completa a ação do ExSt na ND experimental, este trabalho irá contribuir para o melhor entendimento da fisiopatologia do DM além de incentivar a busca de novas formas de tratamento utilizando compostos naturais disponíveis na flora rica e diversa do Brasil.