Banca de DEFESA: LETICIA ALVES BORGES E PIRES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LETICIA ALVES BORGES E PIRES
DATA : 03/09/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Morfologia- CB
TÍTULO:

Avaliação hepática de camundongos diabéticos tratados com extrato hidroalcoólico da casca do fruto de Spondias tuberosa Arruda


PALAVRAS-CHAVES:

Diabetes Mellitus experimental. Spondias tuberosa. Fígado. Morfologia. 


PÁGINAS: 62
RESUMO:

O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) ocorre devido a falha na secreção de insulina pela destruição autoimune das células beta pancreáticas causando hiperglicemia e comprometimento sistêmico. Neste quadro, o fígado, afetado comumente, apresenta-se com diversas alterações morfofuncionais e acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs). Mediante etiologia multifatorial, a fisiopatologia do DM não é completamente elucidada, o que limita a especificidade das terapias farmacológicas. Desta forma, tratamentos alternativos à base de plantas medicinais são potencialmente úteis para tratar o DM. A espécie Spondias tuberosa Arruda (“umbuzeiro”) tem sido utilizada popularmente para o tratamento de doenças digestivas, infecções e diabetes, entretanto, pouco explorada cientificamente. Considerando seu potencial farmacológico, o objetivo desta pesquisa é avaliar o possível efeito hepatoprotetor do extrato hidroalcoólico da casca do fruto da Spondias tuberosa Arruda (ExSt) em animais diabéticos. Foram utilizados 40 camundongos machos C57BL/6, o DM foi induzido por estreptozotocina (65 mg/kg i.p.) e o ExSt administrado de forma terapêutica ou preventiva durante 7 semanas consecutivas por via oral na dose de 100mg/kg. Foram estabelecidos 4 grupos: CT: Grupo controle; DM: Grupo diabético; DM/TER: Grupo diabético/terapêutico; DMPRE: Grupo diabético/preventivo. Amostras de soro e fígado foram encaminhadas para análise bioquímica, morfológica e molecular. Os resultados mostraram que animais diabéticos obtiveram perda de peso, aumento do consumo de água e ração, além de apresentarem alterações morfológicas de injúria hepática, sendo o tratamento com ExSt capaz de atenuar a necrose e inflamação. Ainda, o ExSt foi capaz de reduzir os níveis de ALT no grupo DMTER, mas não os níveis glicêmicos. Modulou a atividade de SOD, reduziu EROs e aumentou a expressão hepática de SOD-1, PI3Kp110b e AKT-1. Na avaliação in vitro utilizando células HepG2 em microambiente hiperglicêmico o ExSt (100 ug/mL) não mostrou citotoxicidade e foi capaz de modular o estresse oxidativo. Este trabalho mostra que apesar do ExSt não manter a normoglicemia do DM experimental, foi capaz de melhorar alguns parâmetros morfológicos e moleculares de dano hepático, entretanto novos estudos são necessários para entender melhor o mecanismo de ação protetor do ExSt no DM. Ademais, este estudo auxiliou na compreensão da patogênese do DM, além de incentivar a busca de novas formas de tratamento, valorizando os produtos naturais advindos da flora brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1714418 - KARINA CARLA DE PAULA MEDEIROS
Interno - 2329140 - RAIMUNDO FERNANDES DE ARAUJO JUNIOR
Interna - 1720860 - VANESSA DE PAULA SOARES RACHETTI
Externa à Instituição - CRISTIANE DAMAS GIL - UNIFESP
Notícia cadastrada em: 13/08/2025 08:17
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