Role play como estratégia educacional para ensino de orientação farmacêutica sobre os medicamentos utilizados no tratamento da esclerose múltipla em um hospital escola
Esclerose múltipla; Cuidados farmacêuticos; Farmacêuticos
A esclerose múltipla (EM) é uma doença imunomediada, crônica, progressiva, inflamatória e neurodegenerativa que acomete a substância cinzenta e branca do Sistema Nervoso Central (SNC). É definida por degeneração do axônio e desmielinização multifocal e normalmente tem início na vida adulta, na faixa etária compreendida entre 20 e 40 anos, e acomete mais mulheres que homens. As ações de uma equipe multidisciplinar no tratamento da EM podem repercutir de modo assertivo no contexto geral da saúde auxiliando o paciente a enfrentar de maneira mais positiva as dificuldades oriundas do adoecimento. Os farmacêuticos clínicos que praticam a atividade de preceptoria para alunos de residência e para alunos de graduação durante os rodízios clínicos podem fomentar através da sua prática, experiência e orientação a conscientização e interesse em exercer funções de farmácia clínica com pacientes com EM. Sendo assim, surge a necessidade da construção de uma estratégia educacional para o treinamento da habilidade desse discente de graduação e pós-graduação no atendimento desse paciente. Objetiva-se avaliar o Role play como estratégia educacional de ensino para os discentes de graduação e pós-graduação de um hospital escola sobre orientação farmacêutica dos medicamentos utilizados na esclerose múltipla. Trata-se de um estudo de pesquisa aplicada com abordagem quantitativa compreendida em três etapas: identificação das habilidades prévias, desenvolvimento e aplicação da estratégia educacional Role play sobre medicamentos utilizados na esclerose múltipla e identificação das habilidades após a intervenção e avaliação da satisfação dos discentes quanto a intervenção educativa. A pesquisa segue todos os aspectos éticos. Os dados foram coletados após o parecer da Comissão de Ética em Pesquisa (CAAE 81437724.8.0000.5292 e número do Parecer 6.988.542/2024). Espera-se que o aluno se beneficie do desenvolvimento desse novo produto que será uma metodologia de ensino a partir de uma temática não abordada na graduação, tendo essa oportunidade de adquirir novos conhecimentos sobre a orientação farmacêutica dos pacientes com EM, praticar e reparar eventuais lacunas de conhecimento.