Banca de DEFESA: LÍVIA MARIA SALES DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LÍVIA MARIA SALES DE SOUSA
DATA : 08/10/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Online
TÍTULO:

O olhar dos profissionais médicos residentes e preceptores sobre o atendimento às vítimas de violência sexual infantil em um ambulatório de pediatria


PALAVRAS-CHAVES:

Violência Sexual Infantojuvenil; Formação Profissional em Saúde; Atendimento em Saúde; Preceptoria; Estatuto da Criança e do Adolescente


PÁGINAS: 105
RESUMO:

Introdução: A violência sexual contra crianças e adolescentes é um grave problema de saúde pública, com repercussões físicas, psicológicas e sociais duradouras. O atendimento a essas pessoas nos serviços de saúde exige profissionais capacitados e uma rede de proteção articulada. Nesse contexto, a formação em serviço, como a ofertada em programas de residência, torna-se um lócus privilegiado para a qualificação da assistência. Objetivo: Compreender a percepção de profissionais médicos, preceptores e residentes de um ambulatório de pediatria sobre o processo de atendimento às vítimas de violência sexual infantil e sua relação com a formação profissional. Método: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, do tipo exploratório-descritivo, realizado no ambulatório de pediatria do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal/RN. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, gravadas e transcritas e os dados foram analisados pela técnica de Análise de Conteúdo de Bardin. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HUOL (Parecer n° 7.275.276). Resultados e Discussão: A análise revelou que os profissionais compreendem a violência sexual infantil em sua complexidade, abrangendo suas manifestações como exploração sexual até qualquer ato, mesmo sem toque físico. Foram identificadas diversas dificuldades no atendimento, com destaque para a abordagem à vítima e à família, a inexistência ou desconhecimento de um fluxo institucional claro e a fragilidade da rede de proteção. Como facilitadores, foram apontados a atuação da equipe multiprofissional e o estabelecimento de vínculo de confiança com a criança. A ausência de um protocolo formal foi um consenso, gerando insegurança e fragilidades na condução dos casos. Considerações Finais: O estudo aponta a necessidade de qualificação da formação profissional e da organização dos serviços para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A implementação de protocolos institucionais, a educação permanente e a articulação intersetorial são estratégias fundamentais para a garantia de um cuidado integral, humanizado e não revitimizante. O estudo oportunizou a elaboração de um Guia Educacional a fim de contribuir com os processos formativos sobre a temática.



MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANNA VALESKA PROCOPIO DE MOURA MENDONCA - UFS
Interno - 3242546 - REGINALDO ANTONIO DE OLIVEIRA FREITAS JUNIOR
Presidente - 2644228 - SIMONE DA NOBREGA TOMAZ MOREIRA
Notícia cadastrada em: 14/09/2026 13:58
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