ANÁLISE DA FORMULAÇÃO DA POLÍTICA DE COMBATE AO ASSÉDIO MORAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI – UFCA: Um olhar a partir da teoria das redes
Assédios. Assédio moral. Políticas públicas. Teoria das redes.
Esta pesquisa analisou o processo de formulação da política de prevenção e combate ao assédio na Universidade Federal do Cariri (UFCA), delimitando-se na temática do assédio moral, porque este conseguiu reunir seus principais setores toda a comunidade acadêmica em torno de um grupo de trabalho, tomando como base o referencial teórico da teoria das redes organizacionais. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa contemplada através de análise documental — incluindo Atas, comunicados institucionais, deliberações, relatórios oficiais — e entrevistas semi estruturadas, cuja amostra foi do tipo Intencional ou por Julgamento, em que o pesquisador escolhe participantes que possuem características específicas e relevantes para o estudo, no caso terem participado da coordenação do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) que atuaram nesta demanda. Entre os participantes destacam-se a Reitoria, a Corregedoria, a Ouvidoria, a Auditoria e os demais registrados. A coleta de dados permitiu identificar estrutura, comunicabilidade, formação de pontos e arestas, vínculos, padrões relacionais, fluxos de informação e eficácia que a caracterizaram no processo de formulação desta política. Os resultados mostram que, quanto à estruturação a rede é do tipo horizontal quando classificada conforme a produção da minuta da política, e vertical se analisada observando a governança, com laços dirigidos em virtude de nós agregados a convocação institucional, e outras conexões de laços não-dirigidas por se tratarem de convidados sem designação de tarefas, organizados no sentido de uma cooperação múltipla. A compreensão das dinâmicas relacionais estabelecidas entre os atores na formação do aporte documental, que junto com as entrevistas, apontaram os principais desafios e oportunidades trazidas pela rede, sua dinâmica intersetorial e como esta foi capaz de produzir contribuições teóricas e práticas para um trabalho harmonioso, ficando claro, nas considerações finais, como a formação de redes pode fortalecer uma maior participação de diversos atores nos processos decisórios de criação das políticas públicas dentro dos órgãos governamentais.