Moscas-das-Frutas (Diptera: Tephritidae) no Rio Grande do Norte, Brasil: Diversidade, Redes de Interação, Estacionalidade e Morfometria
Morfometria geométrica; Anastrepha; Ceratitis capitata; ecologia de populações
A fruticultura no Rio Grande do Norte, setor econômico estratégico, enfrenta desafios fitossanitários impostos pelas moscas-das-frutas (Tephritidae). Este trabalho buscou mitigar déficits históricos de conhecimento sobre a diversidade, ecologia e morfologia desse grupo no estado, através de duas abordagens complementares. O primeiro capítulo realizou um levantamento macroecológico, integrando coletas de campo, catalogação de acervos e revisão bibliográfica, resultando no processamento de mais de 56 mil espécimes. Foram confirmadas 17 espécies, com dominância numérica das generalistas Anastrepha sororcula Zucchi, 1979 e Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824) em agroecossistemas, enquanto espécies nativas demonstraram forte especialização e sazonalidade em biomas locais. O segundo capítulo investigou, via morfometria linear e geométrica, o dimorfismo sexual em Anastrepha macrura, uma espécie nativa pouco estudada, não detectando diferenças significativas entre os sexos nas estruturas somáticas analisadas. Conclui-se que, embora subsistam vieses amostrais regionais, o estudo estabelece um novo marco basal sobre a tefritiofauna potiguar, fornecendo dados essenciais tanto para o manejo integrado de pragas quanto para a compreensão dos processos evolutivos regionais.