Banca de DEFESA: ALEX SANDRO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALEX SANDRO DA SILVA
DATA : 01/12/2025
HORA: 08:50
LOCAL: https://meet.google.com/che-cdte-zhj
TÍTULO:

COMPARAÇÃO DE PADRÕES DE CONECTIVIDADE CEREBRAL EM ESQUIZOFRENIA E ESTADOS INDUZIDOS POR AYAHUASCA ATRAVÉS DE RS-FMRI

 


PALAVRAS-CHAVES:

esquizofrenia; psicodélicos; ayahuasca; conectividade funcional; tálamo-cortical; DMN;

 

 


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Devido à semelhança fenomenológica entre sintomas psicóticos e os efeitos produzidos por psicodélicos clássicos, os primeiros modelos clínicos propostos para da esquizofrenia foram baseados nos efeitos dessas substâncias. Embora essa relação venha sendo discutida na literatura há mais de um século, somente nas últimas duas décadas tem emergido um consenso de que os efeitos provocados por psicodélicos clássicos e os sintomas psicóticos não apresentam forte equivalência funcional ou estrutural. No entanto, a presença de histórico psiquiátrico ou de sintomatologia psicótica prévia ainda constitui um critério de exclusão chave em ensaios clínicos com psicodélicos. Como a maior parte das comparações entre os efeitos dos psicodélicos e os sintomas da esquizofrenia tem sido realizada de forma indireta na literatura, o objetivo central deste trabalho foi comparar diretamente as dinâmicas neurais observadas na esquizofrenia e nos estados induzidos pela ayahuasca, um preparado rico em N,N-dimetiltriptamina (DMT). Para isso foram investigados padrões de conectividade funcional cerebral em estado de repouso (rs-fMRI) em quatro grupos: voluntários saudáveis (n = 19), pacientes com esquizofrenia (n = 18) e voluntários saudáveis sob efeito da ayahuasca nos estados agudo (n = 9) e subagudo (n = 21). Os resultados revelaram que tanto a esquizofrenia quanto o estado agudo de ayahuasca se caracterizam por alterações na comunicação tálamo-cortical e na conectividade da Rede de Modo Padrão (DMN). Comparados aos voluntários saudáveis, os pacientes com esquizofrenia apresentaram hiperconectividade tálamo-cortical (envolvendo regiões temporais, sensório-motoras e occipitais) e hipoconectividade dentro da DMN, bem como entre os córtices occipital, somatossensorial e temporal. De modo semelhante, os sujeitos sob o estado agudo de ayahuasca exibiram hiperconectividade tálamo-cortical (abrangendo áreas auditivas e somatossensoriais), hipoconectividade na DMN e aumento da conectividade límbica inter-hemisférica. A análise de congruência confirmou diversas semelhanças, incluindo a hiperconectividade tálamo-temporal/somatossensorial e a hipoconectividade na DMN. Entretanto, diferenças cruciais foram observadas: a hiperconectividade tálamo-cortical sob efeito agudo de ayahuasca foi mais restrita ao córtex temporal superior, enquanto na esquizofrenia apresentou-se mais difusa, associada a regiões com integração funcional reduzida. Além disso, a esquizofrenia exibiu diminuição da conectividade fronto-temporal, em contraste com a integração aprimorada observada durante o estado agudo da ayahuasca. Nosso trabalho ressalta a necessidade de expandir modelos teóricos, como o do circuito córtico-estriato-tálamo-cortical (CSTC), aplicados à esquizofrenia, de modo a incorporar alterações estruturais e fisiológicas, bem como a natureza crônica dessa condição.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - LIA LIRA OLIVIER SANDERS - UFC
Presidente - 1243905 - DRAULIO BARROS DE ARAUJO
Interno - 1660044 - SIDARTA TOLLENDAL GOMES RIBEIRO
Notícia cadastrada em: 12/11/2025 16:44
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