Banca de DEFESA: WAGNER FERNANDES COSTA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : WAGNER FERNANDES COSTA
DATA : 14/03/2025
HORA: 13:00
LOCAL: http://meet.google.com/ktz-zzxd-gfn
TÍTULO:

TERRITÓRIO COMO RECURSO E COMO ABRIGO: URBANIZAÇÃO TURÍSTICA, CONFLITOS E RESISTÊNCIA TERRITORIAL NO LITORAL DO NORDESTE BRASILEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Conflitos; urbanização turística; resistência territorial; Nordeste brasileiro.


PÁGINAS: 298
RESUMO:

O interesse sobre as áreas litorâneas cresce à medida que as práticas de lazer e turismo se consolidam como fontes de socialização e de reprodução capitalista. Concomitantemente, a ordem econômica neoliberal e da globalização aceleram a circulação do capital entre circuitos da economia e territórios marginais do mercado global. A combinação dessas situações resulta na ocupação da Zona Costeira para atender as necessidades de veranistas, visitantes e rentistas, convertendo esses espaços em recursos destinados à acumulação financeira. A inserção desse mercado, seus agentes e seus processos, entretanto, desencadeia conflitos com atores que não estão alinhados a tais atividades. Nesse momento, evidencia-se uma outra conotação do território, posto como o abrigo de formas próprias de existência. Com esse contexto, a pesquisa tem o objetivo de investigar a ocorrência de conflitos territoriais motivados pela espacialização da atividade turística em municípios litorâneos da região Nordeste, evidenciando os processos de resistência desenvolvidos pelas comunidades afetadas. Trata-se de uma investigação qualitativa, cuja coleta de dados envolveu observação não participante e entrevistas em comunidades nas cidades de Maceió, Fortaleza, João Pessoa e Natal, além de documentos de diversas fontes (teses e dissertações, processos judiciais, relatórios de governo, entre outras). Os dados apontam uma concentração de conflitos na região Nordeste, cujos interesses de atores hegemônicos da produção do espaço – o setor imobiliário e o Estado – impõem processos de desterritorialização sobre comunidades litorâneas. Além disso, verifica-se que a lógica dos investimentos públicos e privados no litoral nordestino expressa uma tríade relacional – incentivos públicos, desempenho turístico e atuação imobiliária – que reforça o estímulo à urbanização turística, concentrada em municípios com melhores desempenhos nessa atividade, acentuando o desenvolvimento desigual dos lugares e a valorização dos territórios situados à beira-mar. Tomando como amostra quatro comunidades, identifica-se que a resistência aos processos de desterritorialização passa por seis dimensões, definidas a partir da ação-objeto em que foram operadas, a saber: política, urbanística, jurisdicional, ambiental, cultural e econômica. Se, por um lado, as possibilidades e as limitações das medidas desenvolvidas estão dialeticamente relacionadas com a capacidade criativa de contornar a violência do ato ofensivo, expressando o jogo de forças que se impõe aos territórios, por outro, fica evidente que as comunidades que obtêm conquistas mais significativas em seus conflitos são as que densificam a articulação entre diferentes dimensões. Diante disso, conclui-se que promover ações diversificadas e integradas entre as variadas dimensões mostra-se como efetiva estratégia de reterritorialização e expressa a natureza do que pode ser chamada de resistência territorial.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEXANDRE QUEIROZ PEREIRA - UFC
Interna - 2135640 - CAROLINA TODESCO
Presidente - 1149402 - MARIA APARECIDA PONTES DA FONSECA
Externo à Instituição - RAMON GARCIA MARIN - UMU
Externa à Instituição - RENATA MAYARA MOREIRA DE LIMA - UFAL
Notícia cadastrada em: 27/02/2025 15:06
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