Banca de DEFESA: RAQUELI BISCAYNO VIECILI

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAQUELI BISCAYNO VIECILI
DATA : 01/12/2025
HORA: 15:00
LOCAL: Sala Virtual - online
TÍTULO:

SAMBANDO NO FIO DA NAVALHA

 


PALAVRAS-CHAVES:

Malandragem, Maria Navalha, Samba, Cultura Afro-brasileira; Metodologia de Samborê

 


PÁGINAS: 108
RESUMO:

Peço licença sagrada para abrir os caminhos e trazer à cena a figura da Malandra, desvendando suas origens, rastros e permanências na história. Entre fé, luta, corpo e som, ela se revela não somente como personagem, mas como entidade, arquétipo e símbolo vivo, que transita entre tempos, espaços e dimensões. No compasso do samba e da vida, desafia com graça o mundo que tenta aprisioná-la, pois sob a saia guarda uma navalha: emblema de poder, proteção e rebeldia. Na cosmovisão afro-brasileira, essa mulher é Maria Navalha, entidade de força, mistério e malícia sagrada. É sobre ela que esta pesquisa se debruça, com o objetivo de investigar a figura da malandra, representada por Maria Navalha, como expressão artística e simbólica da resistência feminina por meio das Artes Cênicas, recontando de forma expressionista seus sentidos históricos, sociais e espirituais, dando corpo e voz a uma pedagogia de liberdade e ancestralidade feminina. A partir de escutas, vivências e encontros, surge a metodologia Samborê — uma abordagem com cheiro de rua, som de tambor e memória de encruzilhada. Mais que um método, o Samborê é uma filosofia de corpo, vida e cena, que une rito e criação artística. Constitui uma prática de ensino e aprendizagem que rompe moldes rígidos e reconhece o corpo como território de saberes e experiências. Como resultado, emergem três criações artísticas: um curta-metragem, um espetáculo cênico e um livro, todos voltados à valorização das expressões afro- brasileiras e à quebra de paradigmas sociais, culturais e religiosos. Entre sambas, vielas e terreiros, Maria Navalha ensina que resistir também é dançar. O corpo, atravessado por axé e ancestralidade, torna-se instrumento de libertação. Assim, o Samborê afirma-se como prática e filosofia onde o ritual encontra a arte, e a malandra — mestra e guia — conduz nossos passos entre o sagrado e o cênico.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1958705 - MARCILIO DE SOUZA VIEIRA
Interno - ***.455.237-** - VICTOR HUGO NEVES DE OLIVEIRA - UFPB
Externo à Instituição - HENRIQUE BEZERRA DE SOUZA
Notícia cadastrada em: 24/11/2025 15:45
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