EQUIDADE DE GÊNERO NAS RELAÇÕES EMPREGATÍCIAS: ESTUDO SOBRE O IMPACTO DAS LICENÇAS MATERNIDADE E PATERNIDADE
Licença-maternidade; Licença-paternidade; Equidade de Gênero; Trabalho de Cuidado; Ascensão Profissional.
A presente pesquisa analisa como as licenças maternidade e paternidade influenciam a equidade de gênero, a ascensão profissional e a divisão sexual do trabalho em um grande Banco brasileiro, signatário da Lei Empresa Cidadã, que amplia a licença maternidade para 180 dias e a paternidade para 20 dias. O estudo discute a persistência do “teto de vidro” - barreiras invisíveis que dificultam o avanço das mulheres a posições de liderança - reforçado por assimetrias históricas relacionadas ao trabalho de cuidado e às responsabilidades domésticas atribuídas majoritariamente às mulheres. A análise efetiva-se em funcionários de diversos níveis, buscando compreender percepções sobre os impactos da desigual distribuição do tempo de licença na progressão da carreira. A pesquisa incorpora dados secundários fornecidos pelo Banco e dados quantitativos e qualitativos obtidos por meio de questionários e entrevistas aplicados a funcionários do banco oriundos de todas as regiões do país. Considera diferentes arranjos familiares, diversidade de gênero, raça e regionalidades, examinando como práticas de cuidado e divisão doméstica influenciam trajetórias profissionais. Estudos nacionais e internacionais indicam que políticas de licença parental mais equilibradas favorecem a equidade de gênero e podem reduzir desigualdades ao promover maior participação masculina no cuidado. A investigação reforça a necessidade de políticas públicas e empresariais que promovam igualdade de gênero e racial, garantindo às mulheres oportunidades equitativas de acesso a cargos de liderança e contribuindo para um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo.