Banca de QUALIFICAÇÃO: SANDRO FORTUNATO DE OLIVEIRA ALVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SANDRO FORTUNATO DE OLIVEIRA ALVES
DATA : 27/06/2025
HORA: 10:00
LOCAL: Videoconferência (Google Meet)
TÍTULO:

A negração do Brasil: uma análise do cinema negro e antirracista no país nos anos 2020


PALAVRAS-CHAVES:

Cinema negro; antirracismo; identidade afro-brasileira; representatividade; narrativa audiovisual.


PÁGINAS: 52
RESUMO:

O presente texto de qualificação de mestrado tem como objetivo analisar o papel do cinema negro e antirracista brasileiro na construção de narrativas de resistência nos anos 2020. A partir de uma abordagem qualitativa exploratória, foi realizado um estudo de caso múltiplo de cinco filmes dirigidos por cineastas negros entre 2020 e 2023: Medida provisória (2020), Cabeça de nêgo (2020), Doutor Gama (2021), Pureza (2022) e Ó paí, ó 2 (2023). Em um contexto de intensificação do debate público sobre racismo e justiça social, observa-se o crescimento de produções audiovisuais realizadas por cineastas negros, com narrativas centradas na experiência afro-brasileira. No entanto, ainda há uma lacuna significativa nos estudos acadêmicos quanto à sistematização e análise crítica desse novo ciclo do cinema negro. Diante disso, a pesquisa propõe responder, principalmente, à seguinte pergunta: qual papel social o cinema negro brasileiro dos anos 2020 pode desempenhar na construção de uma consciência antirracista? A proposta busca compreender como essas produções, protagonizadas por pessoas negras e com temáticas centradas na experiência afro-brasileira, contribuem para o enfrentamento do racismo estrutural/institucional e para a valorização de identidades negras. O referencial teórico articula autores como Florestan Fernandes, Kabengele Munanga, Joel Zito Araújo, Noel dos Santos Carvalho, João Carlos Rodrigues, Abdias Nascimento, Lélia Gonzales, Neusa Santos Souza, Beatriz Nascimento, Guerreiro Ramos, Clóvis Moura, Jessé Souza, W. E. B. DuBois, Frantz Fanon, Angela Davis e bell hooks, além de estudos sobre representatividade, identidade racial, sociologia do cinema e cultura. A metodologia envolve análise fílmica, entrevistas com profissionais do cinema negro e revisão bibliográfica, visando à triangulação de dados. O estudo pretende evidenciar o cinema como instrumento de transformação social, capaz de romper com estereótipos e promover a conscientização crítica sobre desigualdades raciais. Ao destacar a potência das narrativas negras no audiovisual brasileiro recente, a pesquisa pretende contribuir com os estudos sobre arte, cultura e justiça racial no contexto pós-colonial.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1693229 - GILMAR SANTANA
Externo ao Programa - 4992700 - ANTONINO CONDORELLI - UFRNExterno à Instituição - JOSE DUARTE BARBOSA JUNIOR - IFRN
Notícia cadastrada em: 20/06/2025 17:52
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