INFLUÊNCIA DA DIATOMITA NAS PROPRIEDADES DE ARGAMASSA À BASE DE CAL PARA RESTAURO
Argamassa; Edificações históricas; Revestimento;Diatomita; Argamassa para restauro.
Nos últimos anos, as demandas por serviços de intervenções para conservação e reabilitação em edifícios históricos têm aumentado. E tal feito se faz necessário, pois a preservação do patrimônio histórico edificado representa uma importante ação para resguardar a cultura de um povo, sua identidade e suas memórias, como um documento vivo. Essas intervenções, muitas vezes, são realizadas com alteração de materiais e de processos construtivos que nem sempre têm contribuído para melhorar o estado de conservação das edificações históricas. Com a finalidade de analisar se a incorporação de diatomita melhora as propriedades de uma argamassa para restauro. Foram selecionados 4 (quatro) traços de argamassas a base de cal e areia (1:2 , 1:4 , 1:6 e 1:8) sendo estes os mais encontrados em edificações históricas ao redor do mundo. E em seguida, a diatomita foi incorporada substituindo a cal hidratada nas porcentagens em massa de 10% e 20% em cada um destes quatro traços de referência. Foi realizada a caracterização físico-mecânica dos corpos de prova de argamassa de restauro com 28 e 90 dias de idade. Os resultados dos ensaios realizados mostram um aumento de desempenho mecânico das argamassas com a incorporação de diatomita, chegando a aumento médio de 2,2 vezes na resistência à compressão axial quando incorporado 20% de diatomita. Também foram realizados testes com fenolftaleína aos 150 dias de idade, revelando nos traços de referência Ref. - 1:8 e T20% - 1:8 carbonatação total das amostras. Finalizando os ensaios com avaliação de durabilidade em 2 (dois) cenários, sendo o primeiro cenário, os corpos de prova expostos a 10 (dez) ciclos de molhagem/secagem com uma solução salina (água + NaCl) e outro apenas com água potável (isenta de sais). O Resultado da análise dos corpos de prova em solução salina, apresentaram um elevado desgaste superficial a partir dos traços com proporção aglomerante - agregado de 1:6 em diante, tanto nas amostras de argamassa sem diatomita quanto nas amostras com diatomita. Sendo o traço com maiores danos superficiais e perda de massa, o traço de referência 1:8 seguido do traço 1:8 com 20% de diatomita. Já no cenário de ciclos de imersão em água isenta de sais, não houve prejuízo estético das amostras, assim como tambem não houve desgaste ocasionando perda de massa significativa. Sendo assim, pode-se concluir que a incorporação de diatomita trouxe ganhos de desempenho mecânico e, consequentemente, na durabilidade das argamassas de restauro.