Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSE APARECIDO DE SOUSA BERNARDINO LEITE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOSE APARECIDO DE SOUSA BERNARDINO LEITE
DATA : 25/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

FORMULAÇÃO DE UM CONSÓRCIO BACTERIANO PARA A DEGRADAÇÃO DE PETRÓLEO PESADO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Consórcio Bacteriano. Biorremediação. Expressão gênica.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

A contaminação ambiental por petróleo pesado representa um desafio persistente e complexo, devido à sua alta viscosidade, densidade e baixa biodegradabilidade. Frente a esse cenário, a biorremediação bacteriana surge como alternativa sustentável e eficiente, especialmente quando baseada em estratégias que integram dados genômicos e funcionais para seleção racional de cepas. Este trabalho teve como objetivo formular e avaliar um consórcio bacteriano eficiente na degradação de petróleo pesado, a partir de isolados do Laboratório de Biologia Molecular e Genômica (LBMG). A partir da análise genômica de 68 isolados por meio das plataformas BioRemPP e RAST, foi possível observar o potencial genético desses isolados relacionado à degradação de hidrocarbonetos (HCs) alifáticos, aromáticos e poliaromáticos. Desses, 53 isolados foram reativados e submetidos ao ensaio funcional com DCPIP, no qual 34 apresentaram degradação superior a 50% do petróleo pesado. A seleção dos isolados para formulação do consórcio levou em consideração aqueles que apresentaram maior diversidade de genes relacionados à degradação de diferentes classes de HCs. Além das taxas de biodegradação observadas no teste do 2,6-Diclorofenol-indofenol (DCPIP), essa etapa resultou na escolha de tres isolados (BD1, BD54, BD61), os quais foram avaliados quanto à compatibilidade e submetidos novamente ao DCPIP para definição da combinação mais eficiente. O que demonstrou que os três isolados (Micrococcus luteus BD1, Acinetobacter baumannii oleum ficedula BD54 e Ochrobactrum oleinvorans BD61) atingiram 73% de degradação no DCPIP, combinação que passou a ser denominada BMC1. No Total Oil and Grease (TOG), observou-se redução de 77% do óleo residual após 15 dias, desempenho estatisticamente superior ao dos isolados individuais. Enquanto na análise de biossurfactantes o consórcio atingiu índice de emulsificação de 80%, superando o controle (SDS 1%). Os resultados sugerem que a articulação metabólica entre os isolados, distribuída entre 19 vias metabólicas relacionadas à degradação de HCs, sustenta a eficiência de degradação observada no consórcio. Conclui-se que o consórcio BMC é uma alternativa biotecnológica promissora para a biorremediação de ambientes contaminados por petróleo pesado, combinando eficiência, sinergia e produção de biossurfactantes.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1549705 - ADRIANA FERREIRA UCHOA
Presidente - 1453487 - KATIA CASTANHO SCORTECCI
Externo à Instituição - WYDEMBERG JOSÉ DE ARAÚJO - IFPB
Notícia cadastrada em: 15/12/2025 08:33
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