Banca de DEFESA: VERONICA GIULIANI DE QUEIROZ AQUINO MARTINS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VERONICA GIULIANI DE QUEIROZ AQUINO MARTINS
DATA : 09/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferencia - https://meet.google.com/ptd-xtij-qqa
TÍTULO:

Exploração do potencial antioxidante e anti-inflamatório de extratos de Myrciaria tenella (DC.) O. Berg (Myrtaceae) E Coccoloba alnifolia Casar (Polygonaceae): conexões entre efeitos biológicos e composição fitoquímica


PALAVRAS-CHAVES:

cauaçu, cambuí, antioxidante, fitocompostos, potencial anti-
inflamatória, fenólicos, nutracêuticos, Tenebrio molitor, Zebrafish, 3T3, RAW 264.7

 


PÁGINAS: 176
RESUMO:

As plantas têm o potencial de combater o estresse oxidativo, prevenir e tratar doenças devido a biomoléculas presentes. Neste trabalho avaliamos as espécies Myrciaria tenella (Cambuí) e Coccoloba alnifolia (Cauaçu) que são usadas como fonte alimentícia e sua utilização com chas na medicina popular. O gênero Myrciaria, tem uma diversidade de fenólicos e terpenóides, utilizados como antioxidantes, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, antimicrobianos e gastroprotetores. O gênero Coccoloba possui utilidade contra o Aedes aegypti, antioxidante, antifúngica e antidiabético. Diante desse contexto, este trabalho objetivou obter extratos dos frutos de Myrciaria tenella e Coccoloba alnifolia, realizar a caracterização fitoquímica dos constituintes e buscar atividade antioxidante, potencial anti-inflamatório in vitro, sua toxicidade e capacidade antioxidante in vivo, utilizando modelos animais como o Tenebrio molitor e Zebrafish. Para tanto, obtiveram-se 4 extratos dos frutos triturados, verdes e maduros dessas duas plantas, sendo eles aquosos e hidroetanólicos (70%): (VA) verde aquoso, (VE) verde hidroetanólico, (MA) maduro aquoso e (ME) maduro hidroetanólico. Os estudos contemplaram uma caracterização fitoquímica, onde foi avaliado a presença de compostos fenólicos totais, antocianinas totais e flavonoides totais, além das análises por CLAE-DAD (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência com detecção por arranjo de diodos). Na segunda etapa foram realizados alguns experimentos com o intuito de avaliar o potencial antioxidante por meio dos ensaios bioquímicos como a Capacidade Antioxidante Total (CAT), sequestro do radical DPPH, poder redutor e quelação de Cobre e Ferro. Depois este potencial antioxidante foi analisado utilizando linhagens celulares. Primeiramente, ao verificar-se a não citotoxicidade com o teste MTT, foi então estudado o seu efeito sobre a migração celular e sua capacidade antioxidante na linhagem celular NHI/3T3. Ainda foi verificado o potencial anti-inflamatório dos extratos sobre a linhagem celular de macrófagos RAW 264.7 pela quantificação de óxido nítrico, além da avaliação de recuperação frente a agentes estressores oxidativos. Nos ensaios in vivo, com as larvas de Tenebrio molitor comparou-se a toxidade por meio da taxa de sobrevivência utilizando apenas os extratos, apenas o agente estressor e os 2 juntos para obtenção do potencial de proteção dos extratos, bem como da melanização após essa condição. Utilizando-se o segundo modelo in vivo, o Zebrafish, investigou-se a toxicidade, como também a proteção dos extratos na presença de um estresse oxidativo por H2O2, analisando os níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO) por meio da fluorescência. Os resultados mostraram que as duas espécies apresentaram capacidade de sequestro de radicais livres, assim como uma elevada capacidade de quelação de íons cobre e ferro. Sem citotoxicidade em NHI/3T3, as protegeram do dano oxidativo por CuSO4 e ascorbato, diminuindo as espécies ROS. Os resultados em macrófagos RAW 264.7 também não evidenciaram citotoxicidade, além disso todos reduziram os danos do estresse oxidativo por H2O2 e todos os extratos da M. tenella e principalmente o extrato MA da C. alnifolia reduziram a produção de óxido nítrico, após estímulo com LPS. A análise da sobrevivência em larvas de T. molitor mostrou que os extratos de M. tenella não apresentaram toxicidade significativa, nas concentrações avaliadas, com destaque para VE, capaz de reduzir o efeito do CuSO4 sobre os animais. Todos os extratos de M. tenella diminuíram a melanização nos animais, especialmente VE e MA. Dentre os extratos de C. alnifolia, verificou-se que MA e VA foram excelentes para redução do efeito estressor do CuSO4 sobre os animais e na redução da melanização. A análise por CLAE-DAD mostrou a presença flavonoides, ácido gálico, catequina e canferol em ambos os frutos. C. alnifolia foi identificado também a presença de epicatequina, ácido cumárico, rutina, quercitrina, miricetina e neohesperidina. Ainda, todos os extratos de C. alnifolia (em especial VE e MA) reduziram os níveis de ERO em larvas de Zebrafish expostas ao H2O2. Logo, conclui-se que M. tenella e C. alnifolia apresentam diferentes biomoléculas ativas capazes de atuarem como antioxidantes e com potencial anti-inflamatório, por isso é interessante uma atenção especial em estudos aprofundados para seu uso seguro e eficaz.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1453487 - KATIA CASTANHO SCORTECCI
Interno - 2962496 - RAFAEL BARROS GOMES DA CAMARA
Externa ao Programa - 1246737 - ROBERTA TARGINO HOSKIN - UFRNExterna à Instituição - DEBORAH YARA ALVES CURSINO DOS SANTOS - USP
Externa à Instituição - MARIA APARECIDA MEDEIROS MACIEL - UnP
Notícia cadastrada em: 10/06/2025 13:53
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa08-producao.info.ufrn.br.sigaa08-producao