AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE IN VITRO, IN VIVO E IN SILICO DE XILANAS OBTIDAS DO SABUGO DE MILHO
Ensaio cometa, ADMET, Zebra fish , Mysidopis juniae, CHO-K1.
A xilana do sabugo de milho (XSM) é um polissacarídeo abundante com estrutura linear de xilose e cadeias laterais de arabinose e ácido glucurônico. Sua extração por ultrassom é eficiente e ambientalmente viável. Estudos já demonstraram atividades antioxidante, imunomoduladora, antimicrobiana e antiproliferativa deste polissacarídeo. Frações enriquecidas e nanopartículas de prata funcionalizadas com xilana também exibiram potencial terapêutico ampliado, destacando a XSM como um biopolímero promissor para aplicações farmacêuticas. O uso da XSM é justificado por sua ampla disponibilidade, baixo custo e alto potencial sustentável. Ao valorizar esse resíduo agrícola frequentemente descartado, contribui-se para a redução de impactos ambientais. Além disso, o aproveitamento da XSM como composto com potencial farmacológico amplia suas possibilidades de aplicação em diversas áreas. Neste estudo, a XSM foi avaliada quanto à sua composição, propriedades físico-químicas, atividade antioxidante e segurança toxicológica. A extração da XSM ocorreu por meio de tratamento alcalino, com caracterizações físico-químicas utilizando técnicas como espectroscopia UV-Vis e FTIR, difração de raios X e microscopia eletrônica. As atividades biológicas foram avaliadas por ensaios de quelação de metais, citototxicidade (MTT), morfologia nuclear (DAPI), clonogenicidade, genotoxicidade (CBMN e Cometa), toxicidade em embriões de peixe-zebra e bioensaios com Mysidopsis juniae. Testes in silico complementaram a avaliação toxicológica. Os resultados mostraram que a XSM contém alto teor de açúcares (97,4%) e baixos níveis de contaminantes. Demonstrou elevada capacidade antioxidante e não apresentou citotoxicidade significativa em células L929 e CHO-K1. Análises morfológicas e genotóxicas indicaram ausência de alterações nucleares e danos ao DNA. Em modelos in vivo, a XSM não causou mortalidade, malformações ou alterações cardíacas. As predições in silico confirmaram a baixa toxicidade e a segurança farmacocinética. Com isto, pode-se concluir que a XSM possui atividade antioxidante e perfil de segurança satisfatório, sugerindo potencial aplicação em formulações farmacêuticas ou alimentares.