Banca de QUALIFICAÇÃO: VERONICA GIULIANI DE QUEIROZ AQUINO MARTINS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VERONICA GIULIANI DE QUEIROZ AQUINO MARTINS
DATA : 16/05/2025
HORA: 13:30
LOCAL: videoconferencia - https://meet.google.com/jkv-btrv-jtk
TÍTULO:

Exploração do potencial antioxidante e anti-inflamatório de extratos de Myrciaria tenella (DC.) O. Berg (Lamiaceae) E Coccoloba alnifolia Casar (Polygonaceae): conexões entre efeitos biológicos e composição fitoquímica


PALAVRAS-CHAVES:

cauaçu, cambuí, antioxidante, fitocompostos, potencial anti-
inflamatória, fenólicos, nutracêuticos, Tenebrio molitor, Zebrafish, 3T3, RAW 264.7

 


PÁGINAS: 176
RESUMO:

As plantas têm o potencial de combater o estresse oxidativo, prevenir e tratar doenças
devido a biomoléculas presentes. Neste trabalho avaliamos as espécies Myrciaria
tenella (Cambuí) e Coccoloba alnifolia (Cauaçu) que são usadas como fonte
alimentícia e sua utilização com chas na medicina popular. O gênero Myrciaria, tem
extratos ricos em fenólicos e terpenóides, utilizados como antioxidantes, anti-
inflamatórios, anti-hipertensivos, antimicrobianos e gastroprotetores. O gênero
Coccoloba possui extratos usados contra o Aedes aegypti, antioxidante, antifúngica e
antidiabético. Diante desse contexto, este trabalho objetivou obter extratos dos frutos
de Myrciaria tenella e Coccoloba alnifolia, realizar a caracterização fitoquímica dos
constituintes e buscar atividade antioxidante, potencial anti-inflamatório in vitro, sua
toxicidade e capacidade antioxidante in vivo, utilizando modelos animais como o
Tenebrio molitor e Zebrafish. Para tanto, obtiveram-se extratos aquosos e
hidroetanólicos (70%) dos frutos dessas duas plantas. Foram preparados quatro
extratos de cada espécie dos frutos verdes e maduros triturados: (VA) verde aquoso,
(VE) verde hidroetanólico, (MA) maduro aquoso e (ME) maduro hidroetanólico. O
estudo destes extratos foi realizado com uma caracterização fitoquímica, onde foi
avaliado a presença de compostos fenólicos totais, antocianinas totais e flavonoides
totais, além das análises por CLAE-DAD (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência
com detecção por arranjo de diodos). Na segunda etapa foram realizados alguns
experimentos com o intuito de avaliar o potencial antioxidante por meio dos ensaios
bioquímicos como a Capacidade Antioxidante Total (CAT), sequestro do radical
DPPH, poder redutor e quelação de Cobre e Ferro. Depois este potencial antioxidante
foi avaliado utilizando linhagens celulares. Primeiramente, foi avaliado se estes
extratos apresentados citotoxicidade com o teste MTT, não sendo citotóxicos foi então
avaliado o seu efeito sobre a migração celular e sua capacidade antioxidante na
linhagem celular NHI/3T3. Foi avaliado ainda o potencial anti-inflamatório dos extratos
sobre a linhagem celular de macrófagos RAW 264.7 pela quantificação de óxido
nítrico, além da avaliação de recuperação frente a agentes estressores oxidativos.
Nos ensaios in vivo, com as larvas de Tenebrio molitor foi verificado a toxidade por
meio dos ensaios da taxa de sobrevivência utilizando apenas os extratos, e depois
com a presença do agente estressor e o potencial de proteção dos extratos, bem
como a melanização após essa condição. Ainda utilizando um segundo modelo in
vivo, foi utilizado o Zebrafish. Com este modelo investigou-se a toxidade, como
também a proteção dos extratos na presença de um estresse oxidativo por H 2 O 2 ,
analisando os níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO) por meio da
fluorescência. Os resultados mostraram que os extratos das duas espécies
apresentaram capacidade de sequestro de radicais livres, assim como uma elevada
capacidade de quelação de íons cobre e ferro. Sem citotoxicidade em NHI/3T3, as
protegeram do dano oxidativo por CuSO 4 e ascorbato, diminuindo as espécies ROS.
Os resultados em macrófagos RAW 264.7 também não evidenciaram citotoxicidade,
além disso todos extratos reduziram os danos do estresse oxidativo por H 2 O 2 e todos
os extratos da M. tenella e principalmente o extrato MA da C. alnifolia reduziram a
produção de óxido nítrico, após estímulo com LPS. A análise da sobrevivência em
larvas de T. molitor mostrou que os extratos de M. tenella não apresentaram
toxicidade significativa, nas concentrações avaliadas, com destaque para o extrato
VE, capaz de reduzir o efeito do CuSO 4 sobre os animais. Todos os extratos de M.
tenella diminuíram a melanização nos animais, especialmente VE e MA. Dentre os

extratos de C. alnifolia, verificou-se que MA e VA foram excelentes para redução do

efeito estressor do CuSO 4 sobre os animais e na redução da melanização. A análise
por CLAE-DAD mostrou a presença flavonoides, como o ácido gálico, catequina e
canferol em ambos os frutos. C. alnifolia foi identificado também a presença de
epicatequina, ácido cumárico, rutina, quercitrina, miricetina e neohesperidina. Ainda,
todos os extratos de C. alnifolia (em especial VE e MA) reduziram os níveis de ERO
em larvas de Zebrafish expostas ao H 2 O 2 . Logo, conclui-se que M. tenella e C. alnifolia
apresentam diferentes biomoléculas ativas capazes de atuarem como antioxidantes e
com potencial anti-inflamatório, por isso é interessante uma atenção especial em
estudos aprofundados para seu uso seguro e eficaz.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2962496 - RAFAEL BARROS GOMES DA CAMARA
Externo ao Programa - ***.808.346-** - LETÍCIA BARBOSA SANTOS - UFMG
Externa ao Programa - ***.574.694-** - NATHALIA MAÍRA CABRAL DE MEDEIROS - UFRN
Notícia cadastrada em: 07/05/2025 13:58
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