Morfoestrutura e Neotectônica do Maciço de Santana, Nordeste do Brasil
Domínio Rio Piranhas-Seridó; Formação Serra do Martins; Métricas de Relevo; Alternâncias Climáticas.
O Domínio Rio Piranhas-Seridó, localizado na porção centro-nordeste da Província Borborema, documenta importantes episódios de uma longa e complexa evolução geomorfológica, derivados de grandes eventos tectônicos, como o Ciclo Brasiliano e as reativações cretáceas. Esses eventos foram responsáveis pela geração de extensas zonas de cisalhamentos e, sistemas de falhas e fraturas, que condicionam a evolução geomorfológica, sendo marcada pelo controle sobre os processos denudacionais cenozoicos. Nessa perspectiva, destaca-se na porção central do Estado do Rio Grande do Norte, o Maciço de Santana, particularizado por apresentar fortes indícios de eventos tectônicos, magmáticos e paleoclimáticos em sua esculturação. A metodologia utilizada para a elaboração do presente trabalho consistiu em uma ampla revisão bibliográfica acerca da gênese e evolução geomorfológica da porção setentrional da Província Borborema, com ênfase nos aspectos litoestruturais, visando uma interpretação regional, além de levantamentos cartográficos, utilização de parâmetros e índices morfométricos para analisar o relevo, e trabalhos de campo. Os resultados preliminares indicaram que a configuração geomorfológica do Maciço de Santana está fortemente condicionada a fatores como a presença de um extenso capeamento sedimentar associado a Formação Serra do Martins, que contribui para a manutenção geomorfológica de sua superfície somital, demarcando, atualmente, uma paleosuperfície agradacional; a presença de diques e plugs associados ao vulcanismo Ceará-Mirim e Macau, que cortam os vales e parte do capeamento arenítico, afetando a cobertura sedimentar em sua porção oriental, evidenciando, assim, uma complexa evolução tectonomagmática; e ao trend de lineamentos estruturais de direção NNE-SSW, que seccionam seu embasamento e exercem uma importante influência no controle da rede de drenagem, e consequentemente na dissecação e deposição quaternária.