Banca de DEFESA: MARIA FERNANDA SILVA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA FERNANDA SILVA SANTOS
DATA : 25/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

Fluxos de conhecimento no Semiárido: uma análise da Assistência Técnica e Extensão Rural nos projetos de produção de algodão agroecológico no Seridó Potiguar


PALAVRAS-CHAVES:

Seridó; Produção algodoeira; Fluxos de conhecimento; Assistência Técnica e Extensão Rural.


PÁGINAS: 150
RESUMO:

A retomada da produção algodoeira no Semiárido Potiguar, mais especificamente na região do Seridó, resgata uma atividade importante no processo histórico da região. Dois projetos recentes têm promovido a produção agroecológica de algodão: o Programa do Algodão Agroecológico Potiguar (PAAP), coordenado pelo Governo do Estado; e o Programa AgroSertão, coordenado pelo Instituto Riachuelo. Ambos os projetos contam com a parceria da Embrapa-Algodão e incorporam a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) como metodologia relevante à execução de suas atividades. O presente trabalho busca analisar o impacto da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) enquanto fluxos de conhecimento de repercussão territorial a partir da análise comparativa dos projetos de produção de algodão agroecológico no Seridó Potiguar. Para tanto, foram adotados procedimentos metodológicos quali quantitativos, incluindo levantamento de dados secundários, revisão bibliográfica, realização de trabalhos de campo e aplicação de questionários e entrevistas aos agentes sociais envolvidos nos projetos de produção do algodão agroecológico. Como resultado, compreende-se que a revitalização da cotonicultura familiar é resultado de uma articulação de diversas instituições e agentes inseridos em diferentes escalas e de diferentes fluxos de conhecimento. A análise comparativa revelou maior adesão dos agricultores ao AgroSertão em relação ao PAAP, mostrando que a questão econômica permanece como fator determinante nas escolhas dos agricultores, mesmo quando alternativas agroecológicas apresentam benefícios ambientais e sociais de longo prazo. Quanto às práticas de extensão rural, a pesquisa constatou que, embora os extensionistas reconheçam discursivamente a importância dos saberes locais, persiste a dificuldade de incorporação efetiva desses conhecimentos nas práticas de trabalho. As decisões centrais sobre manejo e comercialização permanecem definidas verticalmente pelos programas, e mesmo no PAAP, que adota princípios agroecológicos, as exigências da certificação orgânica restringem a autonomia decisória de técnicos e agricultores. A pesquisa também identificou a fragilidade das instituições públicas de ATER no estado e a apropriação de conhecimento público pela iniciativa privada: a infraestrutura de pesquisa da Embrapa é mobilizada pelo AgroSertão como estratégia empresarial de garantia de fornecimento de matéria-prima para o Grupo Guararapes. Conclui-se que a efetivação da ATER participativa e a construção da autonomia da agricultura familiar demandam não apenas mudanças nas práticas individuais dos extensionistas, mas transformações estruturais no financiamento, organização e orientação política dos serviços públicos de extensão rural.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1216653 - THIAGO ADRIANO MACHADO
Interno - 3214278 - LEANDRO VIEIRA CAVALCANTE
Externa à Instituição - ANA CRISTINA DE ALMEIDA FERNANDES - UFPE
Externa à Instituição - Lúcia Ferreira Lirbório
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 15:44
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa14-producao.info.ufrn.br.sigaa14-producao