ESTUDO DE NPOM E ATAPULGITA ORGANOFILIZADA EM FLUIDO DE PERFURAÇÃO AQUOSO
Fluidos de perfuração, nanopartículas, atapulgita, capacidade térmica.
A constante inovação tecnológica na indústria do petróleo busca otimizar o desempenho na perfuração de poços. A aplicação de nanofluidos tem ganhado destaque na indústria do petróleo, especialmente no aprimoramento de fluidos de perfuração. A incorporação de nanopartículas de óxidos metálicos (NPOM), como o óxido de cobalto, contribui para a melhoria das propriedades térmicas, reológicas e de controle de filtrado, devido à sua elevada estabilidade térmica e química. Já a argila atapulgita organofilizada, também chamada de atapulgita organo, se destaca por sua capacidade de atuar como viscosificante em meios salinos, formando suspensões estáveis e contribuindo para a formação de reboco de baixa permeabilidade para fluido aquoso. A aplicação desses materiais tem se mostrado uma alternativa promissora para o desenvolvimento de fluidos de perfuração mais eficientes, especialmente em operações de alta complexidade, como as realizadas em águas profundas. A adição de nanopartículas e também da argila pode representar uma alternativa mais eficiente e sustentável aos métodos tradicionais, contribuindo para a estabilidade da pressão do poço, redução de perdas de fluido para a formação e prevenção de problemas operacionais. Neste contexto, este trabalho avalia o uso de nanopartícula e atapulgita organo em fluidos de perfuração aquosos, destacando os benefícios proporcionados pela nanotecnologia. Foram investigadas as propriedades físico-químicas e reológicas de fluidos contendo nanopartícula como óxido de cobalto (CoO) e atapulgita organo, em diferentes concentrações. Avaliou-se também as características de filtração por meio de célula HPHT em temperaturas de 25, 50 e 70°C e desempenho térmico com aquecimento até 60 oC e resfriamento até 8 °C. Os resultados demonstraram que os fluidos com CoO e argila mostraram-se tixotrópicos a 70°C. As concentrações de 0,25% e 0,5% de atapulgita organo apresentaram menor volume de filtrado e o fluido contendo CoO a 0,25% mostrou melhor retenção térmica, evidenciando seu potencial na melhoria da eficiência dos fluidos de perfuração em temperaturas mais baixas.