COMIDA DE RUA: UMA ETNOGRAFIA NA PRAÇA GASTRONÔMICA DA CIDADE 2000
antropologia da alimentação; sociabilidade; Fortaleza.
A pesquisa traz uma reflexão sobre o fenômeno da comida de rua como uma prática social e não apenas nutricional. O consumo de alimentos nos espaços públicos rua evidencia costumes, envolve memórias e proporciona momentos de lazer para os clientes. O objetivo do trabalho é realizar uma etnografia e compreender as práticas alimentares da Praça gastronômica Cidade 2000, localizada num bairro de classe média da cidade de Fortaleza–CE. A feira gastronômica funciona todos os dias, a partir das dezoito horas. É frequentada por moradores do bairro, mas também, cada vez mais, por pessoas de outros bairros e de outras cidades. Comer na rua é apresentado como um ato democrático, com preços acessíveis e oferecer opções de pratos. Para alcançar o objetivo da pesquisa, realizei um mapeamento da praça, descrevi sua organização, levantei os produtos oferecidos e propus uma classificação dos pontos de venda. A identificação das preferências alimentares e da práticas culturais associados aos pratos, juntamente a uma análise qualitativa das percepções e experiências dos vendedores, permite explorar as motivações, os desafios e as estratégias da venda dos alimentos. Por fim, foi investigado como os alimentos são consumidos e se correspondem às práticas alimentares específicas da cidade de Fortaleza, como comer “pratinho” que remete a uma tradição gastronômica local.