Banca de QUALIFICAÇÃO: THAGILA MARIA DOS SANTOS DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THAGILA MARIA DOS SANTOS DE OLIVEIRA
DATA : 30/04/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Sala 913 - DAN/CCHLA
TÍTULO:

COMER É UM ATO POLÍTICO? OS CIRCUITOS DE ATIVISMOS ALIMENTARES NA CIDADE DE SÃO PAULO/BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Ativismo alimentar; Modernidade alimentar reflexiva; Trajetórias de vida; Agência feminina; Tempo; São Paulo.


PÁGINAS: 130
RESUMO:

O tema desta pesquisa diz respeito aos ativismos alimentares e à politização da comida na cidade de São Paulo. Reconhecida como a cidade de pedra, São Paulo é também palco de uma cena ativista onde são travadas lutas pela sustentabilidade, pelo acesso a alimentos orgânicos, pelo combate à fome e pela valorização dos patrimônios alimentares. No Brasil, os ativismos alimentares têm sido estudados predominantemente pela lente dos estudos sobre consumo, enfatizando as múltiplas formas pelas quais o ato de comprar e consumir se torna um repertório de contestação política. Esta tese busca compreender o ativismo alimentar e o processo de politização da comida em São Paulo a partir da antropologia da alimentação, argumentando que o ativismo alimentar é expressão de uma modernidade alimentar reflexiva (POULAIN, 2019). Irei estudar as formas pelas quais indivíduos e grupos reagem às desestruturações das normas tradicionais que regulavam o processo alimentar, provocadas pela urbanização, industrialização, gastronomização e medicalização da alimentação. O ativismo alimentar é compreendido aqui como ação de membros da sociedade civil que organiza sua ansiedade alimentar, uma constante da experiência humana com a comida. As histórias individuais podem ser lidas através da reinvenção do rural, das experiências familiares e do adoecimento do corpo. A partir de pesquisa etnográfica nos circuitos de ativismo alimentar na cidade de São Paulo e nas redes sociais, complementada por entrevistas semiestruturadas e conversas informais, esta tese monstra que o ativismo alimentar urbano se organiza em torno de uma tríade: as trajetórias de vida dos ativistas, constituídas pela vertente ambiental e por militantes que defendem o direito a uma alimentação saudável; a centralidade da agência feminina e a politização do cuidado; e a ressignificação do tempo como categoria política e de distinção de classe.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1215344 - JULIE ANTOINETTE CAVIGNAC
Interno - 1152605 - FRANCISCO CLEITON VIEIRA SILVA DO RÊGO
Interna - 1642956 - JULIANA GONCALVES MELO
Externo à Instituição - ANDREA CIACCHI - UNILAB
Notícia cadastrada em: 23/04/2026 11:03
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