Banca de QUALIFICAÇÃO: CARLOS HENRIQUE DUARTE ARAÚJO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CARLOS HENRIQUE DUARTE ARAÚJO
DATA : 22/12/2025
HORA: 10:00
LOCAL: a definir
TÍTULO:

UMA ETNOGRAFIA NA ESCOLA PASSO DA PÁTRIA: DINÂMICAS DE CORPOS-
TERRITÓRIOS COM ALUNOS/AS DE ENSINO MÉDIO

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Corpo-território; Etnografia Escolar; Práticas Artísticas; Experiência;
Educação.

 


PÁGINAS: 81
RESUMO:

Esta pesquisa realiza uma etnografia escolar na Escola Estadual em Tempo Integral Passo da Pátria, com foco nas práticas artísticas de alunos/as do ensino médio (como desenhos, zines, colagens, slams, cartazes e encenações). O objetivo central é compreender como essas produções operam como linguagens de ressignificação dos percursos formativos, analisando os elementos estéticos e políticos que mobilizam no cotidiano da escola. O trabalho busca, em primeiro lugar, compreender as mútuas influências entre o ambiente escolar e as criações culturais dos estudantes, tomando as interações sociais e as experiências corporais como eixo de observação. Em seguida, investiga como essas dinâmicas de criação e aprendizagem ampliam as discussões sobre o corpo, articulando a antropologia, a experiência e a educação. Por fim, analisa o acionamento da categoria corpo-território como ferramenta analítica para interpretar os processos de subjetivação, resistência e transformação que emergem das práticas artístico-culturais no espaço escolar. A metodologia assenta-se em uma etnografia sensível e espiralar, desenvolvida por meio de participação observante (Guber, 2001), desde as atividades extensionistas do projeto “Semeando Gênero na Educação” a registros em diário de campo. A abordagem, denominada calima, propõe um envolvimento corporal e afetivo com o campo, entendendo a pesquisa como uma travessia marcada pela escuta, pelo inesperado e pela co-aprendizagem. Recorre também a registros visuais e entrevistas. A partir das categorias de corpo-território (Miranda, 2014; 2020; 2025), experiência (Bondìa, 2002) e saberes estético-corpóreos (Gomes, 2017), o estudo demonstra que as produções artísticas dos estudantes constituem formas de agência criativa e política, permitindo a (re)territorialização de identidades e a negociação com as normas escolares. Argumenta-se ainda que a extensão universitária, concebida como prática estético-política, configura um espaço fundamental para mediar e potencializar esses processos, resistindo a lógicas neoliberais na educação.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1149569 - ELISETE SCHWADE
Interna - 1868152 - GESLLINE GIOVANA BRAGA
Externa à Instituição - JULYANA VILAR DE FRANCA MANGUINHO
Notícia cadastrada em: 15/12/2025 16:20
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