Dissertações/Teses

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2017
Dissertações
1
  • LEÔNIDAS PETRUCIO DUTRA PEDROSA
  • Migração e Vulnerabilidade no Seridó potiguar: uma análise do perfil do emigrante

  • Orientador : RICARDO OJIMA
  • Data: 22/02/2017
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  • As 17 cidades inseridas nas microrregiões do Seridó oriental e ocidental  formam a região denominada de Seridó do Rio Grande do Norte - RN fica inserida no semiárido setentrional nordestino, que é caracterizado por apresentar fenômenos climáticos extremos como os longos períodos de estiagem. Além disso, historicamente, o referido espaço apresenta baixos índices de desenvolvimento econômico em comparação com as áreas mais desenvolvidas do estado do RN, localizadas na faixa litorânea leste, principalmente aquelas que englobam a Região Metropolitana de Natal. Tal conjuntura, que alia problemáticas ambientais com condições precárias de vida e baixos índices de desenvolvimento humano, acabou contribuindo para a formação de uma gama de municípios que apresentam uma população com alta vulnerabilidade socioambiental e com baixa capacidade de resposta aos longos períodos de escassez de água. Tais fatores construíram dificuldades para o desenvolvimento da reprodução social de sua população e contribuiu para que ampla gama de indivíduos adotasse a emigração da região como uma forma de adaptação ao fenômeno. Dessa forma, o supracitado espaço apresenta uma dinâmica populacional que nos permite analisar, a partir dos perfis socioeconômicos dos emigrantes e da população não migrante, se a opção por migrar funciona como forma de resposta às vulnerabilidades socioambientais presentes nesta região. Nesse sentido, a fim de realizar uma leitura demográfica desse espaço geográfico, serão analisados os perfis socioeconômicos, como renda per capita, nível de instrução e idade dos emigrantes e não-migrantes da região, já que esses são elementos utilizados em uma ampla gama de pesquisa para mensuração da vulnerabilidade.

2
  • CAMILA SILVA BEZERRA
  • RETRATO DA CLASSE MÉDIA E O EFEITO DO SEU CONSUMO SOBRE AS DESCENDÊNCIAS NO DOMICÍLIO

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 09/03/2017
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  • Discussões acerca da chamada classe média teve ampla atenção no Brasil nos últimos anos reconhecendo sua importância econômica e populacional, observa-se como os novos padrões de consumo adotados por essa classe, o trabalho e a renda per capita, influenciam a menor incidência de filhos por mulher por diversos fatores. O presente trabalho busca com essas tendências, analisar a relação dos descendentes no domicílio segundo suas classes sociais e seus respectivos padrões de consumo. Para a fonte metodológica da discussão acerca das relações das classes sociais, a pesquisa tomou como base o esquema de operacionalização de Goldthorpe, e o efeito relacional do número de filhos sobre seus gastos, foram utilizados os bancos de dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, referente à versão de 2008-2009. Três variáveis foram consideradas centrais e fundamentais do banco de dados para a observação (Rendimentos, Domicílios e Despesas), foram extraídas as informações acerca das classes sociais, do número de filhos por domicílio, e as despesas com veículos por domicílio. O declínio do número de descendentes se explica basicamente pelas grandes transformações na estrutura socioeconômica da população. Fatores como urbanização, dinamização da economia, maior acesso ao crédito e formas de consumo, e programas de transferência de renda para população mais pobre são nítidos para interferência comportamental sobre o domicílio gerar seus descendentes. A influência do consumo e do aumento das qualificações profissionais e dos rendimentos, fez com que houvesse um crescimento na composição das classes sociais médias da forma que o comportamento reprodutivo das famílias sofressem com tais influências.

3
  • JOSE ROBERTO DA SILVA
  • UMA ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA DA QUALIDADE DOS GASTOS PÚBLICOS COM O ENSINO FUNDAMENTAL: MICRORREGIÕES DO RIO GRANDE DO NORTE EM 2015

  • Orientador : PAULO CESAR FORMIGA RAMOS
  • Data: 05/05/2017
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  • A demografia é uma área de conhecimento multidisciplinar que estuda as populações humanas e sua evolução temporal, concernente ao seu tamanho, distribuição espacial e composição. Entre as variáveis que compõem esta multidisciplinaridade, uma das mais importantes é a educação. Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a qualidade da alocação dos recursos públicos provenientes do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação), especificamente, no Ensino Fundamental, nos municípios do Rio Grande do Norte, sob a ótica das microrregiões. O período escolhido foi o ano de 2015, que corresponde à divulgação do último resultado do IDEB (Indíce de Desenvolvimento da Educação Básica). Para tanto, foram utilizados três bancos de dados: o SIOPE (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação), o Censo Escolar e o IDEB. As variáveis selecionadas nesses bancos de dados foram: o número de matrículas da rede municipal de ensino, as despesas de cada município realizadas com o Ensino Fundamental e os resultados do IDEB. A metodologia utilizada foi a desenvolvida por Brunet, Bertê e Borges (2008), os quais criaram um Indicador de Qualidade da Educação, resultante da razão entre o Indicador de Desempenho e o Indicador de Despesa, ambos referentes ao mesmo ano. Esse índice permite a classificação dos municípios quanto à qualidade dos gastos públicos no Ensino Fundamental. 

4
  • JOSÉ EDSON FERREIRA NUNES JÚNIOR
  • Perfil da qualidade docente e desempenho discente na educação básica brasileira.

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 26/05/2017
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  • Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 1992 a 2009, a taxa de escolarização de jovens de 15 a 17 anos elevou-se de 59,7% para 85,2%. Ou seja, o período de crescimento populacional brasileiro, juntamente com seu desenvolvimento social, acarretou no crescimento da população escolar. Estes valores crescentes só identificam a necessidade e a importância de um olhar mais acentuado para os professores. Com a crescente frequência de alunos nas escolas, o papel dos professores passa a se tornar cada vez mais complexos, com mais cabeças para gerir e repassar seus ensinamentos. Tornou-se necessário a ampliação do quadro docente para ser possível o atendimento a toda a população escolar. Ainda mais importante que a ampliação do quadro docente, sua capacitação e qualificação também devem ser ampliadas, visto que, em um futuro não tão distante, a queda nas taxas de natalidade diminuirá a população de jovens em idade escolar no Brasil. Assim, a alta quantidade de professores não será mais relevante, e sim as suas qualidades e habilidades profissionais. Dito isto, o presente trabalho esta voltado especificamente para os professores atuantes na rede básica de ensino no Brasil e suas características pessoais, profissionais e acadêmicas, e como essas características afetam o desempenho de seus alunos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é determinar o perfil de qualidade dos professores do 3º ano do ensino médio, que lecionam na rede pública estadual do Brasil, e qual a relação destes perfis com o desempenho escolar dos alunos. Os dados utilizados provem dos microdados da Prova Brasil 2013 (SAEB), realizada pelo INEP, que consiste de um questionário individual, que englobam assuntos pessoais e acadêmicos, aplicado a cada docente e aluno entrevistado. O método Grade of Membership (GoM) foi utilizado para a construção dos perfis de pertinência dos professores segundo suas características. De posse desses perfis verificou-se quais características docentes resultam de forma efetiva em bom desempenho de seus alunos no componente curricular avaliado. Os resultados indicam três grupos de professores com características distintas: um grupo considerado de maior qualidade, outro grupo considerado de qualidade intermediária, e o terceiro grupo classificado como de qualidade deficitária ou baixa qualidade. Para cada grupo delineado, o desempenho de seus alunos foi distinto, apresentando maior desempenho aqueles alunos associados a professores de alta qualidade, e menor desempenho os alunos com professores de baixa qualidade. 

5
  • GISELY KARLA DE MEDEIROS CARVALHO
  • LETRAMENTO FAMILIAR E ANÁLISE DE REDES PESSOAIS: ESTUDO COM POPULAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 18/08/2017
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  • Ressalta a necessidade de compreender demograficamente os aspectos que circundam a educação, mais especificamente o letramento, da população com idades de 6 a 14 anos. Delineia como uma pesquisa-ação consegue perceber o letramento desenvolvido no ambiente familiar através da análise de redes sociais, a qual identifica agentes com diferentes intensidades de capital cultural e capital social, responsáveis pelo êxito escolar de alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal José Horácio de Góis. Deste modo, apresenta um respaldo teórico embasado por estudos proeminentes os quais: apontam a transição demográfica como possível geradora de benefícios para o sistema de educação; expõem o letramento com foco nas práticas letradas do contexto familiar e no debate acerca do insucesso escolar; revelam o capital cultural e o capital social como propulsores do habitus de estudar; e manifestam como a metodologia de análise de redes sociais pode observar as ações de intercâmbio produzidas pelos indivíduos de determinado grupo. Para tanto, utiliza o método focado nas redes pessoais com o emprego de questionários e matrizes relacionais, estas auxiliadas pelo gerador de nomes e pelo name interpreters, instrumentos que oportunizam a produção de dados e o processamento das variáveis nos softwares: Statistical Package for the Social Sciences, Ucinet e NetDraw. Ao averiguar os dados sociodemográficos, bem como a estrutura e a composição das redes dos estudantes, os resultados indicam que alunos de um mesmo contexto e com características semelhantes possuem singularidades que os diferenciam nas práticas relacionais e interferem no modo como desenvolvem o letramento familiar. Assim, as restrições e as contribuições para o aprendizado de leitura e escrita, e consequentemente para o desempenho escolar, são motivadas conforme as influências exercidas pelos atores que compõem as redes dos alunos. Considera, ao final, que projetos de pesquisa-ação voltados ao letramento familiar, e elaborados com base na análise de redes pessoais, produzem conhecimentos significativos os quais podem transpor as barreiras do (in)sucesso escolar, melhorar os indicadores e ampliar as projeções educacionais.

6
  • WENDELLA SARA COSTA DA SILVA
  • AÇÃO SOCIAL NA CONCRETIZAÇÃO DAS PREFERÊNCIAS REPRODUTIVAS DAS MULHERES UNIDAS DO NORDESTE E SUDESTE BRASILEIRO

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 30/08/2017
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  • No Brasil vivencia-se um contexto de fecundidade abaixo do nível de reposição e nota-se, com isso, que o número considerado ideal de filhos se reduziu para uma quantidade cada vez menor. Portanto, esse projeto de pesquisa apresenta a dinâmica reprodutiva do Nordeste e Sudeste, com base nos seguintes componentes da reprodução humana: preferências reprodutivas, realização do planejamento familiar e uso dos métodos contraceptivos. A investigação será efetuada no universo das mulheres unidas (em união estável ou casamento formal) em idade reprodutiva (15 a 49 anos). Logo, o objetivo do trabalho é, à luz da ação social, observar a utilização do planejamento familiar como um instrumento para a concretização das preferências reprodutivas das mulheres unidas do Nordeste e Sudeste brasileiros, lançando mão das pesquisas de saúde reprodutiva dos anos de 1996 e 2006. A metodologia utilizada consistiu numa análise descritiva dos dados utilizando o modelo estatístico da Regressão Logística. A variável depende usada na análise se refere à concretização e não concretização das mulheres unidas maritalmente, mensurada pela quantidade daquelas que conseguiram alcançar seu número ideal de filhos e aquelas não conseguiram. As variáveis independentes estão relacionadas as características demográficas, educacionais, sociais, culturais, econômicas, de saúde reprodutiva (planejamento familiar e preferência reprodutiva) e relacional (relacionamento da mulher com seu parceiro). Os resultados da análise de regressão, para os dois anos investigados (1996 e 2006), mostram que de uma maneira geral a idade da mulher, o uso de métodos contraceptivos modernos e a esterilização, a acesso às mídias, como televisão e jornais, e a religião exibiram uma importante significância para a concretização reprodutiva. Porém, existes diferenças nos resultados mostrados entre 1996 e 2006. O que chama a atenção nos resultados de 1996 é que tanto para Nordeste quanto para o Sudeste a escolaridade da mulher com 10 a 11 anos de estudo se mostrou significante para realizar o alcance da meta de filhos. Já para o ano de 2006 surgiu um novo fator de grande relevância para essa condição que foi concernente a empregabilidade feminina. As mulheres unidas, em 2006, das duas regiões estudadas que tinham trabalho remunerado extradomiciliar, mostraram maior possibilidade de concretização das preferências reprodutivas em relação as que não trabalhavam. Em suma, para fomentar a discussão se fez uso de um aporte teórico de caráter demográfico e sociológico para argumentar acerca das preferências reprodutivas, do planejamento familiar e do conceito de ação social.

7
  • FERNANDA FONSECA FELIX
  • AS DESIGUALDADES DE GÊNERO NO TEMPO TOTAL DE TRABALHO E AS REGRAS PREVIDENCIÁRIAS: UMA ANÁLISE PARA O BRASIL, 2014

  • Orientador : LUANA JUNQUEIRA DIAS MYRRHA
  • Data: 31/08/2017
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  • As mudanças demográficas vivenciadas pela população brasileira nas últimas décadas, em especial o evelhecimento populacional e o aumento da expectativa de vida, representam um desafio para o equilíbrio financeiro do seu sistema previdenciário. Diante dessa conjuntura, o governo analisa propostas para alteração nas regras previdenciárias, para tentar diminuir o déficit, e de certa forma, aumentar a arrecadação. A igualdade nas regras de concessão dos benefícios para homens e mulheres é uma das propostas do atual governo, que vem sendo discutida sob a justificativa de que a expectativa de vida da mulher é maior que a dos homens. No contexto brasileiro, o bônus de 5 anos no tempo de contribuição e na idade de aposentadoria foi sugerido pela Carta das Mulheres de 1987 e consolidado na Constituição de 1988, como uma forma de reconhecer o papel social da mulher, que não é reconhecido: o trabalho dedicado aos afazeres domésticos e o cuidado com a família, um trabalho não remunerado e invisível perante a sociedade e o Estado, além dos diferencias de salários entre os sexos no mercado de trabalho. Portanto, o presente trabalho pretende discutir se a igualdade das regras previdenciárias para os homens e mulheres é de fato uma reforma adequada para a realidade brasileira, diante das desigualdades de gênero encontradas no mercado de trabalho e na divisão do trabalho reprodutivo (afazeres domésticos). O estudo tem como objetivo estimar a diferença do tempo de trabalho entre homens e mulheres, considerando o tempo gasto no trabalho produtivo (no mercado de trabalho) e o tempo dedicado aos afazeres domésticos e cuidados com a família. Utilizando dados da PNAD de 2014, os resultados evidenciam que, embora mulheres tenham carga horária remunerada quase 15% menor que a dos homens, elas dedicam 128% a mais do seu tempo em afazeres domésticos. As mulheres trabalham em média 358 horas a mais que os homens por ano, se esta diferença fosse considerada, em 30 anos as mulheres teriam tempo de contribuição equivalente a 34,3 anos de contribuição dos homens. E ao analisar as diferenças entre os sexos por outras características como: escolaridade, renda, trabalho formal e informal, arranjos familiares, raça, faixa etária;, verificou-se  diferenças ainda maiores que a média  nacional.

8
  • LILLIAN KARIELLY DE ARAÚJO GOMES
  • Mortalidade por Diabetes Mellitus no Brasil: associações com fatores sociodemográficos

  • Orientador : MARIA CELIA DE CARVALHO FORMIGA
  • Data: 31/08/2017
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  • O Brasil tem enfrentado, nas últimas décadas, mudanças no seu perfil sociodemográfico, epidemiológico e nutricional. Alterações do perfil epidemiológico e demográfico foram concomitantes. A Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 não insulinodependente, se destaca como doença que tem avançado significativamente como causa de mortalidade. Ressalta-se que variáveis como idade, sexo, escolaridade e renda, podem ter um relevante poder explicativo para a mortalidade por essa doença. Assim, o objetivo geral deste trabalho é analisar e descrever o comportamento das taxas de mortalidade por DM tipo 2 (TMDM), na população brasileira, em termos de grandes regiões e UF, investigando sua associação com fatores sociodemográficos selecionados, tomando por referência o período de 2000-2015. Foram utilizadas, como fontes de dados, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil (Atlas BR-2013), do PNUD. Trata-se de um estudo descritivo e multivariado, com foco nas TMDM não insulinodependente, as quais foram padronizadas pela população do Brasil, onde as UF brasileiras foram tomadas como unidades básicas de análise, o que, também o caracteriza como estudo ecológico. Foram realizadas análises descritivas, observando-se o comportamento trienal das taxas. Foi empregado ajuste do Modelo de Regressão Linear Múltipla (MRLM), ponderado pelo tamanho da população, tomando-se a TMDM (logito da taxa média dos últimos quatro anos, 2012-15), como variável resposta e indicadores de educação, renda e pobreza, como variáveis explicativas. Também foi realizada análise estatística não paramétrica, com emprego do Teste de Mann-Whitney, para medir as significâncias das diferenças das TMDM e indicadores sociodemográficos entre dois grupos de UF, sendo um representado pelas regiões Norte e Nordeste e outro por UF das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em todas as análises, o nível de significância foi de 5%. Os resultados apontaram associações estatisticamente significantes entre as TMDM e os indicadores sociodemográficos analisados (indicadores de pobreza, educação e desigualdade de renda). No ajuste do MRLM, a única variável estatisticamente significante, para explicar a variação das TMDM, foi o indicador de pobreza (proporção de pessoas vivendo com menos de 1/2 sm), (p-valor=0,027), apontando que, quanto mais pobre e menos desenvolvida a UF, maiores são seus níveis de mortalidade por DM (r=0,43). O Teste de Mann-Whitney mostrou diferenças estatisticamente significantes para todas as variáveis sociodemográficas e as TMDM entre os dois grupos considerados. Por fim, é possível destacar que, apesar dos avanços socioeconômicos, todas as regiões do país apresentaram crescimento em suas TMDM, notadamente naquelas com condições sociais e educacionais menos favorecidas. A necessidade de políticas públicas mais eficientes e de maior alcance social se constitui como premissa urgente no tocante a uma melhoria nessa relação saúde-espaço no Brasil.

9
  • WAGNER DOUGLAS ARTUR DO NASCIMENTO
  • A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS ESCOLAS E DA POPULAÇÃO ESCOLAR NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE NATAL/RN (2011/2013/2015)

  • Orientador : PAULO CESAR FORMIGA RAMOS
  • Data: 31/08/2017
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  • A distribuição espacial das escolas públicas municipais do Ensino Fundamental da cidade do Natal visa atender a um contingente populacional na faixa etária dos 6 aos 14 anos de idade, ocasionando, nos últimos anos, a construção, ampliação e reformas de escolas, assim como a instalação de equipamentos e ampliações de novas instalações. O objetivo geral da pesquisa é analisar a distribuição espacial das escolas e da população escolar e o perfil sociodemografico dos alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental II, Anos Finais, na Rede Municipal de Ensino do Natal/RN. O objeto da investigação foi a população escolar de 8 escolas do Ensino Fundamental, distribuídas nas 4 Regiões Administrativas da cidade de Natal e a localização de residência dos alunos. A base de dados utilizada para este estudo foi composta pelas Fichas Individuais dos alunos selecionados na amostra, os dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Ensino/SME e os Censos Escolares dos anos de 2011/2013/2015. Quanto aos aspectos metodológicos, ferramentas de análise exploratória de dados foram utilizadas, além da aplicação de métodos estatísticos multivariados, apropriados à consecução dos objetivos do estudo. A referida pesquisa visa contribuir para ações governamentais no âmbito das políticas públicas educacionais, voltadas tanto para os aspectos estruturais e logísticos, bem como os pedagógicos, objetivando contribuir para a melhoria da qualidade da educação. Conclui-se que a utilização do serviço, via web, de pesquisa de visualização de mapas via imagens de satélites, disponibilizadas pelo Google Maps e o Google Earth, são importantes ferramentas tecnológicas que podem ser utilizadas pelos pesquisadores, gestores da educação, especialistas e pela sociedade em geral, contribuindo para analisar a distribuição espacial das escolas e da população escolar.

2016
Dissertações
1
  • HERICK CIDARTA GOMES DE OLIVEIRA
  • Migração de retorno para a região do Semiárido Setentrional Brasileiro: evidências do período 2000-2010

  • Orientador : JOSE VILTON COSTA
  • Data: 24/02/2016
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  • Esta dissertação analisa o fenômeno migratório, em especial o movimento de retorno dos migrantes. O surgimento das correntes migratórias pode ser compreendido a partir de fatores de mudança e estagnação na região de origem e a partir de fatores de atração nas regiões de destino. A busca por melhores oportunidades de emprego e renda na região de destino, constitui-se como um dos principais fatores que motivam os migrantes na tomada de decisão para deixar a sua região de nascimento em direção à regiões consideradas polos de atração. No Brasil, a dinâmica migratória acentuou-se no período compreendido entre 1930 e 1970, que foi marcado por um acelerado avanço econômico, dado de maneira desigual entre as grandes regiões do país. Assim, com a presença de fortes diferencias regionais no país, apresentou-se um dos maiores fenômenos da dinâmica migratória nacional, destacando-se a saída de inúmeros nordestinos em direção ao Sudeste brasileiro. Neste processo, o estado de São Paulo destacou-se como o principal destino deste fluxo. A partir da década de 1980, o país, especialmente  os grandes centros urbanos, passou por diversas transformações econômicas, com intensificação de crises de desemprego, descentralização e reestruturação produtiva e aumento da violência, produzindo aos movimentos migratórios novos contornos, destacando-se um movimento de retorno de parte dos emigrantes, em direção a sua região de nascimento. O objetivo desta dissertação é analisar o processo de migração de retorno nos períodos 1995/2000 e 2005/2010 no Semiárido Setentrional Nordestino, composto por 755 municípios localizados acima do rio São Francisco, nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Piauí. Este recorte geográfico é caracterizado por uma intensa dinâmica migratória, motivada por menor incidência de chuvas e maior ocorrência de secas que em todo o Nordeste e com impactos significativos no desenvolvimento econômico da região. Utiliza-se como fonte de dados os Censos Demográficos de 2000 e 2010, onde estão presentes diversas variáveis sobre o tema de migração, adotando-se o critério de migrante de data fixa. Foram realizadas análises dos totais de retornados no semiárido setentrional e seu perfil sociodemográfico. Adotou-se o modelo de regressão logistica binária para identificar as caracteristicas sociodemograficas associadas aos migrantee de retorno.

2
  • PRISCILA SANARA DA CUNHA
  • Imigrantes em Parnamirim/RN: Uma análise a partir do retorno migratório

  • Orientador : RICARDO OJIMA
  • Data: 24/02/2016
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  • O presente trabalho tem por objetivo investigar os efeitos dos fluxos migratórios de imigrantes (Retornados e não retornados) para o município de Parnamirim- RN. O município é um dos que apresentaram as maiores taxas de crescimento nas últimas décadas e grande parte desse crescimento é decorrente dos fluxos migratórios. Sendo o Rio Grande do Norte o único estado nordestino que apresentou saldo migratório positivo nos dois últimos censos demográficos, entender melhor as migrações em Parnamirim contribui para entender a situação do RN. Isso porque as
    migrações acontecem por vários fatores e inúmeras direções, entre eles: o econômico, pois o indivíduo sai de sua cidade natal em busca de uma nova oportunidade de trabalho e salários mais atraentes: as redes sociais, que é a rede de relacionamento (amigos, família, colegas de trabalho) construída tanto na cidade que migrou quanto na sua cidade de origem; aposentadoria, esta é tomada como um dos principais estímulos dos fluxos populacionais que ocorrem em várias regiões, relativos aos indivíduos em idades mais avançadas; e fatores psicológicos, que atraem o indivíduo para determinada região por desejos e satisfações pessoais, profissionais, entre outros. O Estado do Rio Grande do Norte está sendo bastante procurado por imigrantes e a cidade de Parnamirim por estar situada há oito quilômetros da capital e se tratar de uma região em desenvolvimento econômico está sendo um destino com maior número de fluxos contrários de acordo com os dados do IBGE. Portanto esse estudo aborda os fluxos migratórios e efeitos dos imigrantes que retornaram ao município de Parnamirim/RN.

3
  • KIVYSON NUNES DOS SANTOS
  • TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E A QUESTÃO EDUCACIONAL: UMA ABORDAGEM PARA O ENSINO MÉDIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 14/04/2016
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  • Em virtude do processo de transição demográfica, os formuladores de políticas públicas do setor educacional deparam-se com uma situação demográfica bastante específica, pois no instante atual, a despeito da transição demográfica, a população ainda continua crescendo, em razão da inércia demográfica; no entanto, em virtude da constante queda da fecundidade, a população jovem tende a diminuir nos próximos anos. Desta forma, em busca da universalização do Ensino Médio no país, a questão da qualidade da educação ganha destaque, inclusive, a ênfase que a estrutura física das escolas e os equipamentos de apoio pedagógico têm uma função importante na questão educacional, corroborando para um ambiente favorável ou desfavorável para o desenvolvimento dos processos educativos. Nesta perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo central relacionar a oferta de vagas, segundo tipologias das escolas, com a demanda de jovens que estarão em idade de frequentar o Ensino Médio no Rio Grande do Norte no ano de 2020, tendo como ênfase os aspectos estruturais das unidades de ensino, a partir da construção de uma tipologia das escolas, e, posteriormente, do delineamento de três alternativas prospectivas. Assim, a partir de dados do Censo Escolar do INEP e de projeções populacionais do IBGE este trabalho foi realizado em quatro etapas: i) levantamento bibliográfico sobre os assuntos relacionados com a pesquisa; ii) manipulação dos bancos de dados; iii) construção dos perfis das escolas; e, iv) construção das alternativas prospectivas. Desta forma, obteve-se como resultado final do trabalho o delineamento de três alternativas que relacionam a demanda potencial e a oferta de vagas segundo os perfis construídos, possuindo a seguinte descrição: i) a “Alternativa A” atende os requisitos elencados no PEE em relação a demanda, no entanto, não prevê melhorias nos aspectos estruturais das escolas; ii) a “Alternativa B” aponta para um aumento da oferta de matrículas, em detrimento das condições estruturais da escola que é oferecida a estes alunos; e, iii) a “Alternativa C” propicia um aumento do quantitativo das vagas acompanhado das devidas melhorias na estrutura física das escolas. Estas alternativas servem, portanto, para subsidiar a tomada de decisão em relação as metas e a efetivação da universalização do acesso alinhado com a as condições físicas necessárias para um ambiente favorável ao desenvolvimento das atividades educacionais.

4
  • VALÉRIO BEZERRA DE LIMA
  • RENDIMENTO ESCOLAR DENTRO DA PERSPECTIVA DAS REDES SOCIAIS/PESSOAIS: UM ESTUDO SOBRE A ESCOLA ESTADUAL IELMO MARINHO

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 23/06/2016
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  • Nas últimas décadas, a educação brasileira passou por significativas transformações responsáveis por uma maior qualidade à educação. No entanto, há ainda um longo caminho a ser percorrido, pois o sistema educacional brasileiro é permeado por inúmeros problemas que afetam sua qualidade. O ensino médio, sendo a última etapa da educação básica, é considerado por muitos estudiosos como o grande gargalo da educação brasileira, uma vez que registra altas taxas de evasão, baixo desempenho nas avaliações e um número baixo de alunos matriculados nesse ciclo educacional. Diante disso, o presente trabalho buscou relacionar o capital social, cultural e insucesso escolar, dentro de uma perspectiva de redes sociais/pessoais referentes à população em idade escolar de 15 a 17 anos, atendida pelo ensino médio no município de Ielmo Marinho/RN. Para tanto, foi utilizado a Análise de Redes Sociais (ARS), uma metodologia multidisciplinar que visa identificar e compreender como as redes sociais, ou seja, as relações sociais têm impactado no comportamento de um indivíduo ou de um grupo dentro de uma estrutura social. Com o propósito de completar a análise, realizou-se uma abordagem descritivo-analítica do rendimento desses alunos no (ENEM) do ano de 2015, a fim de analisar a qualidade do ensino proporcionado pelo sistema educacional no qual estão inseridos.

5
  • DAYANE JÚLIA CARVALHO DIAS
  • O comportamento da mortalidade no Rio Grande do Norte entre 1805 e 1872

  • Orientador : LUCIANA CONCEICAO DE LIMA
  • Data: 01/07/2016
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  • Esta dissertação empreendeu um estudo demográfico do comportamento da mortalidade no Rio Grande do Norte no século XIX, mais precisamente, entre 1805 e 1872. Ela contribui para um conjunto ainda escasso de trabalhos no Brasil que se dedicam ao estudo demográfico do período de pré-transição, ou seja, uma fase anterior ao início do declínio dos níveis de mortalidade e de fecundidade. Ademais, esse trabalho representou um desafio ao propor uma análise quantitativa e de emprego de técnicas demográficas utilizando dados que não foram delineados propriamente para esses fins. Contextualmente, o século XIX foi marcado pela ocorrência de doenças epidêmicas devido, principalmente, às péssimas condições sanitárias e de assistência médica, e que desempenharam papel importante na estrutura de causas de óbito do período. No caso do Rio Grande do Norte são elencadas pela literatura a atuação importante de doenças como varíola, cólera e febre amarela.  Tendo em vista as limitações inerentes aos dados históricos sobre população e contagem de óbitos, esse estudo aplicou técnicas demográficas específicas para correção e estimação dos indicadores de mortalidade. Análises preliminares indicaram que o melhor método para a correção do sub-registro da mortalidade adulta foi o Método de Growth Balance de Brass (1975). Para estimar a mortalidade infanto-juvenil, optou-se por utilizar uma função de mortalidade já existente, utilizando-se como critério de escolha aquela que mais se aproximou da função de mortalidade estimada para mortalidade adulta. Após a análise de diversos níveis das tábuas de vida de Coale e Demeny (1996) (1996) do modelo oeste (nível 6) e leste (nível 19), e de 19 funções de mortalidade de diferentes países disponíveis no site The Human Mortality Database, a função mais aproximada foi a da Islândia em 1850. Assim, aplicou-se o método de padronização indireta para ajustar o nível da mortalidade e obteve-se uma nova função de mortalidade para o estado do Rio Grande do Norte em 1805. Entre os principais resultados verificou-se que a taxa específica da mortalidade do Rio Grande do Norte apresentou altos níveis de mortalidade infantil entre crianças de zero a quatro anos, e na população adulta observou-se uma alta mortalidade nas idades acima de 50 anos. A expectativa de vida ao nascer foi de 32,3 anos, uma estimativa semelhante ao que Mortara (1941) encontrou para o Brasil em 1870 (esperança de vida de 32,7 anos) e 1890 (esperança de vida de 30,6 anos). De um modo geral, os resultados encontrados indicam congruência entre o padrão etário estimado para a mortalidade com crianças e idosos sendo mais afetados, e o padrão etário de mortalidade típico de regiões afetadas por epidemias como as registradas para o Rio Grande do Norte ao longo do século XIX. Sugere-se que trabalhos futuros realizem o mesmo exercício de análise e emprego de técnicas demográficas para dados de outras capitanias/províncias do norte/nordeste do país.

6
  • FELIPE INÁCIO XAVIER DE AZEVEDO
  • ESTIMATIVAS DE MORTALIDADE INFANTO-JUVENIL PARA AS MESORREGIÕES DO BRASIL PARA O DECÊNIO 2000/2010

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
  • Data: 19/08/2016
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    A queda acentuada dos níveis de mortalidade e a melhoria na qualidade dos registros vitais no Brasil foram processos generalizados nas últimas décadas, porém, com importantes contrastes regionais. Estimativas de taxas específicas de mortalidade, em algumas regiões do país, ainda representam um desafio para os demógrafos. Dentre as limitações destacam-se a alta variabilidade por idade nas taxas e a cobertura incompleta dos registros vitais. Os métodos demográficos para avaliação e correção do subregistro de óbitos nas primeiras idades possuem aplicabilidade limitada em populações subnacionais que experimentaram uma rápida e intensa desestabilização da sua estrutura etária, especialmente em níveis geográficos mais desagregados. Assim, o objetivo desse estudo é propor estimativas indiretas para a mortalidade infanto-juvenil, de 0 a 14 anos, com base na mortalidade adulta estimada para as mesorregiões do Brasil no decênio 2000/2010. As fontes de dados deste estudo são: Human Mortality Database (HMD), Censo 2010, Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e estimativas de mortalidade adulta para as mesorregiões do Brasil, estimadas pelo Projeto de Pesquisa “Estimativas de Mortalidade e Construção de Tabelas de Vida para Pequenas Áreas no Brasil, 1980 a 2010” (470866/2014 MCTI/CNPQ/MEC/CAPES/ e 454223/2014-5: MCTI/CNPQ). Duas propostas metodológicas foram empregadas, ambas utilizam modelos de regressão que pressupõe a existência de uma forte relação da mortalidade na infância com a mortalidade adulta. Ambas as propostas, evidenciam padrões de mortalidade com maiores níveis de mortalidade infanto-juvenil nas mesorregiões das regiões Norte e Nordeste do país. Os resultados apontam que as taxas de mortalidade estimadas pela Proposta 2 apresentam, em geral, maior heterogeneidade entre as mesorregiões de um mesmo estado, especialmente entre os homens. De um modo geral, os resultados obtidos apontam para níveis mais baixos mortalidade feminina com padrões mais homogêneos, em comparação à mortalidade masculina. Dentre os métodos empregados, a proposta 2 se mostra promissora para estimativas indiretas da mortalidade infanto-juvenil em áreas com mais baixa qualidade dos registros vitais.


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  • CÉSAR ZANDONAI BARROS CAMILO
  • Padrões de Nupcialidade do município de Natal, Rio Grande do Norte, no início do século XX

  • Orientador : LUCIANA CONCEICAO DE LIMA
  • Data: 22/08/2016
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  • O objetivo dessa dissertação foi identificar padrões de nupcialidade da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, correspondente na época ao município de Natal, estado do Rio Grande do Norte, nos anos de 1937 e 1938, no que se refere à idade, estado civil, local de residência, naturalidade e ocupação dos noivos. Para isso, utilizou-se como fonte de informações livros paroquiais de matrimônios, originalmente provenientes da Cúria Metropolitana de Natal e digitalizados pelo Laboratório de Experimentação em História Social da UFRN. Desses livros foram transcritas para o software Excell informações de idade, naturalidade, estado civil, local de residência e ocupação dos nubentes, constituindo assim um banco de dados de 894 indivíduos (entre noivos, noivas, pais e mães dos noivos, e pais e mães das noivas) mencionados em 149 registros de casamentos referentes aos anos de 1937 (72 registros) e de 1938 (77 registros). Para proceder às análises descritivas (frequências e cruzamentos de informações entre noivos e noivas), a base de dados foi exportada para o pacote Statistical Package for the Social Science (SPSS). Entre os principais resultados, verificou-se um padrão endogâmico de casamentos: noivos mais velhos que suas noivas (com idade média de entrada no casamento de 29,9 anos para os noivos e de 24 anos para as noivas), naturais e residentes da própria paróquia (ainda que com registros de casamentos entre naturais e residentes de estados do entorno do Rio Grande do Norte, sobretudo no caso dos noivos, e com raros casamentos envolvendo estrangeiros), e solteiros (e com maiores indicações de recasamento para os homens em relação às mulheres). No que se refere à ocupação, as noivas se encontravam majoritariamente fora do mercado de trabalho, enquanto os noivos, mais inseridos na força laboral, se enquadravam nas profissões emergentes de uma Natal em processo de modernização (comércio, serviço público, e profissões liberais). Além da descrição de padrões de casamento de uma perspectiva demográfica, a principal contribuição desse trabalho foi a utilização de registros paroquiais como base para elaboração de um banco de dados contendo informações matrimoniais que, para a época, não são possíveis de serem exploradas por meio de fontes oficiais disponíveis. Como sugestão para trabalhos futuros pode-se elencar a análise de coorte das raras características individuais (idade ao casar, local de residência, naturalidade e ocupação) para nubentes e seus pais, e também, a ampliação de estudos para todos os anos disponíveis para a metade do século XX.

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  • WERTON JOSÉ CABRAL RODRIGUES FILHO
  • DEMOGRAFIA DAS EMPRESAS E SUA EXPECTATIVA DE VIDA NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 30/08/2016
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  • No cenário econômico atual, as Micro e Pequenas empresas (MPE’s) correspondem a 99% das empresas do país e mais da metade dos empregos com carteira assinada, sendo, desse modo, vitais para economia. Entretanto, diversos estudos apontam que as MPE’s possuem uma alta taxa de mortalidade nos primeiros anos de existência, tanto no Brasil, como em outros países. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo geral determinar a esperança de vida, por setor econômico e no momento de criação, das empresas Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte, e, para isto, terá como objetivo especifico construir uma tábua de vida empresarial, por setor econômico, das Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte, uma vez que o uso de indicadores de mortalidade e esperança de vida das empresas seria uma ferramenta de grande utilidade para planejamento, decisões políticas e ações nos setores: privado, público, acadêmico e social. Para isto, foram utilizados dados, fornecidos pelo SEBRAE/RN, de mortalidade de empresas do Rio Grande do Norte, nascidas em 2005, 2006 e 2007, acompanhadas até o ano de 2009. Com base nessas informações, realizou-se uma estimação de mortalidade nas idades futuras, por meio do método Logito de Brass, tendo como base tábuas modelo de empresas mexicanas, criadas em 2014 pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México – INEGI. Por fim, verifica-se, nos resultados preliminares, a existência de tábuas modelo mexicanas com taxas de mortalidade similares às taxas encontradas no Rio Grande do Norte para a coorte de empresas de 2005, viabilizando, assim, a aplicação do Logito de Brass para a estimação das idades futuras e, consequentemente, a criação da tábua e cálculo da expectativa de vida empresarial.

2015
Dissertações
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  • ANNA KAROLINE ROCHA DA CRUZ
  • UM OLHAR SOBRE O TAMANHO DA PROLE DAS MULHERES INDÍGENAS À LUZ DO CAPITAL CULTURAL E ECONÔMICO, BRASIL, 2010.

  • Data: 23/02/2015
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  • Este trabalho tem como objetivo principal estimar a fecundidade das mulheres indígenas do Brasil, em 2010, à luz dos seus perfis de capital cultural e econômico.

    Para tanto, utilizou-se os microdados do Censo Demográfico 2010 a fim de aplicar o método Grade of Membership (GoM) para construir a tipologia das mulheres indígenas a partir das dimensões: demográficas, do capital cultural e econômico e das características do domicílio. E em um segundo momento, estimar os níveis de fecundidade através dos perfis encontrados, utilizando a técnica indireta de Brass.

    A tipologia das mulheres indígenas revelou três perfis puros: o primeiro de mulheres intituladas aqui com “baixo capital cultural e econômico”, que possuem características de uma população aldeada, que praticam suas tradições e moram em ocas ou tendas, por exemplo. Em outro extremo encontrou-se um perfil com condições opostas, residentes da área urbana, que no contexto dos povos indígenas, apresentaram maior nível de escolaridade e renda domiciliar. E um terceiro perfil com “capital cultural e econômico intermediário”, que ficou em uma transição entre os dois primeiros. Além desses, foram traçados seis perfis mistos a partir dos escores de pertinência aos perfis puros encontrados.

    A análise da fecundidade de cada perfil puro apresentou altos níveis para perfis com baixo e intermediário capital cultural e econômico – 5,9 e 5,5 filhos, em média, por mulher - e um baixo nível (2,6 filhos) para aquelas com alto capital cultural e econômico.

    Por fim, o estudo revela a importância de pensar políticas de saúde reprodutiva sensíveis aos aspectos culturais aos diferentes grupos de mulheres indígenas encontrados.

2
  • VICTOR HUGO DIAS DIOGENES
  • QUANDO MENOS É MAIS: ANÁLISE DO IMPACTO DA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA NO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA DOMICILIAR DO BRASILEIRO

  • Orientador : RICARDO OJIMA
  • Data: 23/02/2015
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  • O início da discussão sobre a relação população-ambiente se confunde com o próprio aparecimento da ciência demográfica e historicamente essa relação vem sido discutida sob a luz do malthusianismo, cujo postulado é que a pressão sobre o ambiente estaria relacionada ao crescimento e tamanho da população. No entanto, estudos recentes apontam que o contingente populacional em si não seria suficiente para explicar mudanças ambientais e discutem a necessidade de que outros fatores demográficos sejam considerados. Entre os mais importantes aspectos dessa complexa relação está o consumo que, por sua vez, é uma dimensão estreitamente correlacionada com as mudanças e dinâmicas demográficas. Deste modo, se o consumo é influenciado por fatores demográficos e se considerarmos que o Brasil vivencia transformações aceleradas na sua estrutura demográfica, é de se esperar que novos níveis e padrões de consumo estejam por surgir no Brasil, fato que caracteriza a temática como promissora e importante para estudos e pesquisas.  O objetivo deste trabalho é analisar o consumo de energia elétrica domiciliar per capita por estágios do ciclo de vida do domicílio no Brasil e simular o comportamento do consumo energético considerando as mudanças na estrutura etária domiciliar. A metodologia proposta consiste em mensurar e analisar descritivamente o consumo de energia elétrica domiciliar per capita por cada estágio do ciclo de vida do domicílio através de taxas específicas de consumo por idade do chefe do domicílio e por arranjo domiciliar. Em seguida, por meio de técnicas de padronização, verificar o nível de consumo caso o Brasil apresentasse outras estruturas etárias em seus domicílios. Os resultados indicaram que o nível de consumo de energia elétrica domiciliar per capita deve aumentar quando os domicílios apresentarem uma estrutura por idade do chefe mais envelhecida, ou seja, um maior consumo de energia deve surgir devido ao envelhecimento populacional. Com as estimativas adotadas nesse trabalho, o acréscimo do consumo decorrente da transição demográfica é o equivalente ao consumo de energia elétrica residencial por três dias da cidade de São Paulo ou por 24 dias do Rio Grande do Norte. Com a confirmação dos resultados esperados, esta pesquisa corrobora com a desmistificação do malthusianismo, fortalecendo a necessidade de se criar e consolidar uma linha de pesquisa sistemática da “demografia do consumo” para a melhor compreensão da dimensão demográfica no consumo da população e no impacto no ambiente.

3
  • WILLIAM DE MENDONÇA LIMA
  • Mobilidade, espaço de vida e desempenho escolar: o caso dos estudantes de ensino médio no município de Natal - RN.

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
  • Data: 23/02/2015
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  • A distribuição espacial dos serviços de educação básica (nível médio) na cidade de Natal – RN é marcada pelo desequilíbrio entre sua oferta e demanda. Que ocorre em função do desordenado processo de urbanização presente nessa cidade ao longo das últimas décadas. Isso fomenta a necessidade de mobilidade diária da população desse público que, muitas vezes cruza a cidade em busca desse serviço. Trazendo consequências como a elevação de gastos públicos e individuais referentes a transporte e tempo. O desequilíbrio entre demanda e oferta de educação tem gerado uma segmentação entre moradia e estudos. Isso impulsiona a mobilidade para esses fins e expressa a relação de interdependência entre os bairros da cidade. Através da mensuração dos deslocamentos residência-estudo é possível apreender as novas formas espaciais urbanas. Contudo, a maior parte dos estudos desenvolvidos no Brasil, acerca do tema, direcionam suas análises para a mobilidade pendular motivada por trabalho e pouco se tem produzido a respeito desse fenômeno com motivação por estudos. Outro aspecto peculiar dessas produções é o critério geográfico utilizado pera determinar a mobilidade espacial diária, isto é, o limite político administrativo. Considerar esse fenômeno somente no âmbito intermunicipal, em termos analíticos, desprezaria a importância do deslocamento de pessoas que percorreram grandes distâncias, mas não ultrapassaram a fronteira do município de residência. Sendo assim, no desenvolvimento desse trabalho, pretende-se considerar esses aspectos relevantes para o estudo dos deslocamentos diários da população. O banco de dados utilizado com esse fim foi o do Censo Escolar 2012, sendo uma ferramenta importante para capturar as informações referentes à localidade de residência e estudos desses jovens. Portanto, a partir do desenvolvimento desse trabalho, pretende-se analisar o deslocamento diário dos estudantes de ensino médio da rede pública na cidade de Natal, num recorte interbairros, à luz da teoria dos espaços de vida. Que se configura enquanto uma forma de repensar modelos teóricos tradicionais. Com o objetivo de identificar a intensidade e direção desses descolamentos entre, residência e escola, nos bairros da capital potiguar e principalmente, através do modelo de regressão logística, investigar os possíveis desdobramentos desse processo de deslocamento diário da população no âmbito do rendimento escolar dos estudantes.
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  • TIAGO CARLOS LIMA DO NASCIMENTO
  • O Caminho para as secas: As imigrações para o Semiárido Setentrional.

  • Orientador : RICARDO OJIMA
  • Data: 24/02/2015
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  • A região Nordeste do Brasil foi, historicamente, uma região expulsora de sua população, tendo como fatores que motivaram estes padrões de mobilidade, o rigor climático das estiagens sazonais da região semiárida, atrelado a condições de vida precárias e um baixo IDH. Estes seriam os fatores que causariam a expressiva emigração na região em direção ao Sul/Sudeste do país. Contudo, o Nordeste vem mudando o seu papel atuante no contexto migratório nacional. As UF’s do Nordeste vêm apresentando uma diminuição em suas taxas de emigração e um aumento em suas taxas de imigração, indicando as novas tendências nos fluxos migratórios brasileiros através da maior participação da migração de retorno.

    Considerando que as novas formas de distribuição da população ocorrem de forma dialética com os contextos da reestruturação produtiva no Nordeste que vem tomando diferentes formas nas décadas recentes, concomitante ao aumento do retorno migratório e maior participação de seus efeitos indiretos nos fluxos em direção ao Nordeste, buscamos nesta pesquisa analisar os fluxos de migração no Semiárido Setentrional para identificar e reconhecer os novos papéis que as cidades do sertão estão desempenhando como espaços de atração populacional no Semiárido Setentrional que possui uma dinâmica migratória própria e desponta com espaços de atração e de rotatividade migratória que polarizam os fluxos regionalmente. Desta forma o Semiárido Setentrional possui esta atratividade migratória diretamente ligada ao processo de urbanização que a região vem passando e com o aumento das migrações em curta distância. A fim de realizar esta análise, analisamos as características individuais dos migrantes que possuem especificidades entre as tipologias de migrantes diretos,migrantes retornados e populações nãomigrantes, indicando que apesar do contexto de desigualdades sociais ainda ser evidente no Semiárido Setentrional, os seus imigrantes se caracterizam com melhores indicadores sociais que os emigrantes tradicionais da região. O aumento na participação dos grupos migrantes mais velhos, maior proporção de mulheres migrantes, e o aumento no grau de escolarização são elementos que nos auxiliam a compreender este novo contexto migratório e o papel destes migrantes nos novos contextos de produção e de investimento em políticas públicas que o Semiárido Setentrional vem passando.

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  • FELIPE FERREIRA MONTEIRO
  • A Cidade não para, a cidade só cresce: análise do processo de dispersão urbano e impacto na dinâmica da população.

  • Orientador : RICARDO OJIMA
  • Data: 14/04/2015
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  • As cidades vivem uma constante mutação, passando por transformações que buscam atender e compreender a população residente e seu processo de urbanização Compreender o processo de urbanização vai além do âmbito do crescimento da mancha urbana, abrange compreender como vive a sua população e como é produzido o espaço da cidade. A velocidade de urbanização e o crescimento da população podem ocorrer em diferentes ritmos, levando em muitos casos a formação de cidades com estruturas e formas bem diferentes do que as esperadas, se considerarmos o numero de habitantes e como se distribuem, sendo muito desse fato decorrente das desigualdades na forma de consumir o espaço que impactam diretamente no tamanho das cidades.

    A dispersão do tecido urbano é um dos reflexos do crescimento da cidade e das formas de consumir o espaço, materializando o descompasso entre o espaço urbano e a população. Essa forma de ocupação da cidade pode ser vista como mais influente, de diferentes maneiras na vida dos usuários do espaço urbano e na própria morfologia urbana. A pesquisa busca avaliar como está caracterizado o processo de dispersão dentro das regiões metropolitanas brasileiras e diante a esses resultados compreender como a estrutura etária da população urbana esta associada as dimensões urbanas e as , de dispersão. ,para tal são propostas medidas para averiguar como se encontra a forma urbana, capturando a condição de dispersão

    As medidas propostas consideram dimensões espaciais urbanas para as regiões metropolitanas brasileiras, sendo estas medidas: Tamanho, Continuidade, Grau de vizinhança, Proporção de áreas rurais, Densidade Domiciliar, Densidade populacional. Para cada uma dessas medidas foi avaliada sua correlação com a estrutura demográfica de cada região metropolitana estudada, a fim de testar a hipótese de que a forma urbana esta associada a estrutura demográfica de sua população.

    Os resultados encontrados demonstram a importância de cada uma das medidas propostas, quando aplicado em todas as regiões metropolitanas será possível a análise estatística de correlação com elementos demográficos.

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  • LOURDES MILAGROS MENDOZA VILLAVICENCIO
  • Fecundidade do Nordeste Brasileiro: uma abordagem com Modelos Não Linear de Efeitos Mistos.

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
  • Data: 24/04/2015
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  • O objetivo deste trabalho consiste em avaliar a aplicação dos modelos não lineares de efeitos mistos para o estudo dos níveis e padrões da fecundidade nos estados do Nordeste Brasileiro, apresentando os princípios e supostos básicos, ilustrando sua aplicação para um caso concreto e realizar uma análise comparativa do comportamento da fecundidade levando em conta as Unidades da Federação do Nordeste do Brasil em dois momentos no tempo, 2000 e 2010. Propondo assim uma nova metodologia para a evolução demográfica e o planejamento social. Para a avaliação da aplicação deste tipo de modelo foram utilizadas duas fontes de dados, as informações sobre fecundidade registradas no Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC) e as informações do Censo Demográfico para os anos 2000 e 2010. Realizou-se a análise obtendo-se as estimativas de três parâmetros para um modelo assintótico, Taxa de Fecundidade Total, Taxa Especifica no inicio do período reprodutivo e a idade com que a mulher atinge a metade de sua reprodução total, cuja interpretação reflete o comportamento da fecundidade das mulheres em idade reprodutiva, mostrando os diferenciais entre os nove estados do Nordeste Brasileiro. Para a estimação dos parâmetros, utilizou-se o método de máxima verossimilhança (MV) por meio do programa R-project 3.1.0. Os resultados desse estudo apontam que no ano 2000 ambas fontes de dados apresentaram semelhanças nas Taxas de Fecundidade Total, para os estados de Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe, sendo de, 2,42; 2,38 e 2,67 respectivamente. No entanto as estimativas por meio do SINASC e Censo Demográfico apontaram ao estados de Alagoas como aquele com a maior TFT do Nordeste.Os estados de Maranhão e Piauí foram aqueles que atingiram a metade da Taxa de Fecundidade Total (TFT) com a idade de 21 anos, no entanto os estados de Ceará e Sergipe foram aqueles que apresentaram uma maior idade para atingir a metade da TFT sendo esta de 23 anos. Para o ano 2010 ambas fontes de dados apontaram aos estado de Maranhão e Alagoas como aqueles com a maior TFT, em comparação com outros estados do Nordeste, em sentido contrario as estimativas por meio do SINASC aponto ao estados da Bahia com o menor TFT (1,83), no entanto estimativas por meio do Censo Demográfico sinalo ao estado de Pernambuco como aquele com a menor TFT (2,09) do Nordeste. Constatou-se também que para o ano 2010 a população feminina em todos os estados do Nordeste, concentram a metade da TFT entre as idades de 20 e 24 anos, observou-se também que a postergação das mulheres em terem filhos acontece de forma independente do estado de origem.Em um contexto de queda da fecundidade, os modelos não lineares de efeitos mistos (NLME), torna-se uma ferramenta promissora dentro do campo da Demografia, pois permite analisar os níveis e padrões das TFT sem pressupostos de uma população fechada. Acredita-se que os modelos não lineares de efeitos mistos podem levar a um melhor entendimento.

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  • BRUNO LOPES DA SILVA
  • O DESEMPENHO ESCOLAR NA PERSPECTIVA DAS REDES SOCIAIS/PESSOAIS: UM ESTUDO SOBRE AS ESCOLAS ESTADUAIS SANTOS DUMONT E ANA JÚLIA DE CARVALHO MOUSINHO

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 15/05/2015
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  • . A análise de redes pessoais se constitui em uma forma de abordagem bastante utilizadas para estudar o relacionamento entre atores, em seu processo de interação. Baseada em uma perspectiva paradigmática estruturalista-interacionista, a utilização das redes envolve níveis de análise de diversas naturezas como por exemplo, empresas, organizações, cidades, países regiões, bem como pessoas. Nesse sentido, ao se adotar como nível de análise o indivíduo, as redes podem ser utilizadas para entender diversos aspectos do contidiano das pessoas, uma vez que, diariamente os indivíduos desenvolvem atividades de forma reacionada com outras pessoas com as quais trocam influências e informações. O processo educativo, por sua vez, é uma das atividades nas quais há essa comunicação interpessoal, seja no âmbito da família, da escola, ou até mesmo da comunidade onde a pessoa esteja inserida. Considerando o processo de escolarização dos alunos de Ensino Básico, pressupõe-se que estes discentes desenvolvem a sua atividade educativa em meio as influências que são exercidas através da rede pessoal formada pelos diferentes atores que fazem parte da sua estrutura relacioanal. Vale lembrar que as redes pessoais podem apresentam estruturas topológicas diferentes dependendo do espaço ou contexto onde estejam localizados os indivíduos, partindo do princípio de que em cada porção do espaço se desenvolvem relações sociais distintas. Nesse sentido, se as redes se diferenciam no espaço, é de se esperar que a influência que elas exercem sobre o desempenho escolar de alunos de localizações distintas tambpem apresentem diferenciação. Para testar essa hipóteses foram escolhidas duas escolas localizadas em contextos espaciais distintos: a Escola Estadual Santos Dumont, situada em Parnamirim; e a Escola Estadual Ana Julia de Carvalho Mousinho, localizada em Natal. Diante disso, estabeleceu-se como objetivo analisar a relação entre redes pessoais e desempenho escolar, em contextos espaciais distintos. Os indivíduos analisados foram os alunos da 3ª Série do Ensino Médio, os quais foram submetidos a um questionário de cunho relacional, a partir do qual seriam coletados os nomes de 45 pessoas que compunham a sua estrutura relacional. Os dados foram sistematizados em uma e processados nos softwares Ucinet e NetDraw, os quais permitiram o cáclculo de três indicadores de redes (Densidade, Número de Cliques e Distância Geodésica) e a representação sociométrica da estrutura relacional de cada aluno observado. As informações de desempenho escolar foram obtidas nas duas escolas, consultando a ficha de rendimento de cada um dos alunos. Nesas fichas, coletou-se as notas finas de Português e de Matemática desses alunos, as quais posteriormente foram associadas aos indicadores de rede por meio de uma regressão logística. Os resultados obtidos demosntraram que as redes pessoais dos alunos dessas duas escolas apresentam estruturas distintas. Na Escola Estadual Santos Dumont, as redes tem um maior número de cliques, enquanto que, na Escola Estadual Ana Julia de Carvalho Mousinho, as redes são mais densas. A associação entre redes pessoais e desempenho nesses dois contextos tambem apresentou diferenciação, pois na Escola Estadual Santos Dumont, a densidade exerce efeito negativo sobre as notas de Português, e os cliques exercem efeito negativo sobre as notas de Matemática. Na Escola Estadual Ana Julia, a associaçaõ entre redes pessoais e desemepenho não apresentou significância estatísitica suficiente, sendo necessário a inclussão de outras variáveis explicativas no modelo de análise dessa escola. Dessa forma, conclui-se que os resultados por si só, já demonstraram a existência de diferenças na relação entre redes pessoais e desempenho escolar, nos contextos espaciais analisados.

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  • WILMARA MARTINS DA COSTA
  • ANÁLISE DAS RELAÇÕES PESSOAIS E DA RELAÇÃO COM O SABER NA ESCOLA PÚBLICA: INVESTIGAÇÃO NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA JUDITH BEZERRA DE MELO

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 15/05/2015
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  • Este trabalho propõe-se a estudar o contexto educacional sob a perspectiva de investigação da Análise de Redes Sociais, no sentido de analisar estrutura relacional das redes pessoais dos alunos da 2ª série do Ensino Médio na Escola Estadual Professora Judith Bezerra de Melo, em termos de apoio e transição de informação e seus efeitos no processo de aprendizagem. O objetivo geral deste estudo é investigar os efeitos das redes de relações pessoais na formação de capital social, bem como, a influência desse na aprendizagem do aluno no âmbito escolar. Nesse sentido, o estudo trás reflexões sobre o contexto social, as estruturas das redes em que estão inseridos esses alunos e os efeitos destas no seu comportamento individual, pois se mostram como aspectos importantes para compreender o campo de relações ao qual estão expostos, podendo trazer elementos que expliquem a sua condição educacional recente. Foram analisadas as estruturas das redes dos alunos e um conjunto de fatores associados à aprendizagem, a fim de descrever como o capital social presente nas relações possibilita ou bloqueia o processo de aprendizagem dos conteúdos escolares. Diante disso, parte-se da hipótese de que, a desigualdade, em termos da distribuição de capital social presente nas relações pessoais, tende a ser um dos fatores explicativos para compreender as dificuldades referentes ao processo de aprendizagem dos alunos no ambiente da escola. Como método de investigação das relações estabelecidas pelos indivíduos estudados, foi utilizado o aporte teórico e metodológico da Análise de Redes Sociais, no sentido de investigar o aspecto estrutural das redes individuais e ao explorar o potencial explicativo destas redes e do capital social que surge da sua disposição estrutural na análise da aprendizagem do aluno. Foi realizado o estudo de caso para explorar em profundidade os aspectos relevantes ao problema da pesquisa dentro de um período de tempo limitado, que abrange o ano de 2014. Para o levantamento do campo de relações foi solicitado a cada aluno que indicasse outras pessoas para compor a sua rede, tanto ao qualificar a relação em referente ao tipo e ao grau de relacionamento com esses contatos como também a relação entre eles, o questionário utilizado nessa fase foi classificado como gerador de nomes, tal instrumento serviu de base para a construção da matriz relacional e dos grafos utilizados na análise dos dados. Além de responder um bloco de questões sociodemográficas que serviram para gerar atributos, caracterizar a estrutura de relações e para construção das variáveis relacionadas com a aprendizagem. Com essa discussão, percebe-se que a Análise de Redes Sociais é uma ferramenta significante para compreender as estruturas relacionais e que apesar da abstração do conceito de aprendizagem foi observado que o capital social tem influencia relativamente baixa sobre ela, porém deve-se destacar que o tamanho da amostra é pequeno o que limitaria os resultados encontrados.

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  • MARIA DE JESUS XAVIER AGUIRRE
  • PERFIL DA EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO CONSUMO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA DE 10 A 19 ANOS

  • Orientador : MARCOS ROBERTO GONZAGA
  • Data: 29/05/2015
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  • Os adolescentes constituem um grupo exposto ao risco nutricional, devido aos seus hábitos alimentares. Frequentemente omitem refeições, como o desjejum, ou substituem refeições, tal como, o almoço por lanches, além de consumirem, com elevada frequência, grande quantidade de refrigerantes. A elevada ingestão de alimentos calóricos e industrializados de valor nutricional reduzido, merece destaque, pois tal consumo tem sido relacionado à obesidade não somente em razão do volume de alimentos, mas também devido à composição e à qualidade da dieta. Esse tipo de mudanças dietéticas de ordem qualitativa e quantitativa observadas em todas as regiões do Brasil, bem como nas diversas partes do mundo, caracterizam a Transição Nutricional que não corresponde apenas a simples mudanças nos padrões alimentares, mas são resultados de processos socioculturais, econômicos, individuais e comportamentais. Nesse sentido, o objetivo da presente dissertação é determinar o perfil da Educação Alimentar e Nutricional da população brasileira na faixa etária de 10 a 19 anos, através de uma diversidade de alimentos de consumo. A fonte básica de informação para a análise do presente trabalho foi a Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2009. O instrumental metodológico utilizado para a operacionalização dos perfis socioeconômicos foi o método Grade of Membership – GoM. A tipologia do consumo alimentar gerou três perfis extremos, o perfil extremo 1 (9,7%) ( educação alimentar e nutricional deficitária por excesso dietético) caracterizou-se pelo estado nutricional de sobrepeso ou obesidade, por fazerem suas refeições fora de casa com um cardápio bastante diversificado. Perfil 2 (16,1%) (educação alimentar e nutricional deficitária pelo excesso ou insuficiência dietética) sem definição com relação ao local de consumo de alimentos e com um cardápio composto por carboidratos, proteínas vegetal e animal. As características que predominam no Perfil Extremo 3 (3.6%) (educação alimentar e nutricional deficitária por insuficiência dietética), com estado nutricional de baixo peso; sem definição do local de consumo dos alimentos, fazem suas refeições com um cardápio pouco variado. Os resultados encontrados revelam o tipo de alimentos consumidos pelos adolescentes com estado nutricional de baixo peso e sobrepeso/obesidade. Além disso, constatou-se que os perfis de consumo alimentar mais prevalentes entre os adolescentes são caracterizados por consumirem uma dieta de baixa qualidade, reduzida em fibras e minerais, de alto teor energético e por apresentarem um estado nutricional de sobrepeso/obesidade.

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  • MARIA SOLEDAD JAIMES MANCILLA
  • Determinantes ambientais na incidência da diarreia em crianças menores de cinco anos em La Paz - Bolívia

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 07/07/2015
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  • O ambiente tem um papel importante no processo saúde-doença, causando impactos de forma direta ou indireta. As diarreias como segunda causa de morte ao nível mundial não escapam aos impactos ambientais, sendo influenciadas em grande medida pela variabilidade dos fatores climatológicos que favorecem o aumento de casos por esta patologia. A Bolívia não foge desta realidade por ser um país com os mais elevados indicadores de morbimortalidade no referente às doenças diarreicas dentro dos países latino americanos. O objetivo do presente trabalho é determinar a influência do meio ambiente, especialmente dos determinantes físicos ambientais como a temperatura, precipitação e umidade, na ocorrência das diarreias em crianças menores de cinco anos, considerando as diferenças climáticas e de altitude das regiões Amazônica e Altiplânica de La Paz-Bolívia, no período de 2007 a 2012. A informação para o presente estudo foi coletada de três fontes: 1) Parâmetros meteorológicos físicos (temperatura média, precipitação total acumulada e umidade relativa média) do Serviço Nacional de Meteorología e Hidrología de Bolívia (SENAMHI-Bolívia), 2) Notificações semanais de doenças diarreicas de crianças menores de 1 ano e crianças de 1 a 4 anos cumpridos, obtidos do Sistema Nacional de Informação em Saúde e Vigilância Epidemiológica (SNIS-VE) do Ministério de Saúde da Bolívia e 3) Informação dos CENSOS 2001 e 2012 da Bolívia, referente à população menor de 5 anos de 85 municípios do La Paz, obtida do Instituto Nacional de Estatística de Bolívia (INE-Bolívia). Com a informação configurada por mês, foram obtidas as taxas de incidência diarreica por município e ajustadas pelo método Bayesiano Empírico, permitindo a suavização espacial do padrão diarreico. Mediante os diagramas de controle foram determinados os níveis endêmicos próprios para La Paz. Foi explorada a dependência espacial da incidência diarreica por meio do índice de autocorrelação espacial de Moran. Os dados mostraram uma maior incidência diarreica em crianças menores de 1 ano (86,48) em relação às crianças de 1 a 4 anos (34.52), considerando taxas por 1000 crianças segundo o grupo etário. Taxas elevadas quando são comparadas com as taxas de incidência diarreica das cidades de La Paz e El Alto (10 diarreias por 1000 crianças). Mediante gráficos de séries de tempo e modelos de regressão linear observou-se uma variabilidade da incidência diarreica que pode ser explicada de 35% a 47% pela temperatura média. Os mapas mostraram uma maior incidência na região Amazônica no inverno, com uma forte correlação entre os vizinhos próximos. A utilização da análise espacial mostrou-se útil para o estudo da relação espacial e comportamento da doença diarreica. Abordar essas lacunas é de primordial importância no que se refere às políticas públicas, onde haja a necessidade de intervenção das esferas governamentais, a fim de identificar e minimizar o impacto negativo das alterações climáticas em áreas afetadas.

11
  • ELIANA MESQUITA DA SILVA
  • Envelhecimento nas capitais do Nordeste e mortalidade de idosos por doenças crônicas no município de Natal em 2010: fatores socioeconômicos e demográficos.

  • Orientador : LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
  • Data: 28/08/2015
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  • No contexto do enfrentamento das consequências da transição demográfica, o envelhecimento populacional se caracteriza como um importante desafio para a sociedade brasileira. Nesse sentido, este estudo foi desenvolvido em dois objetivos principais. No primeiro artigo, foram empregadas variáveis de contextos socioeconômicos e demográficos para a identificação de perfis multidimensionais dos idosos residentes nas capitais do Nordeste, a partir de indicadores específicos provenientes das informações do Censo Demográfico 2010. Para tanto, foi utilizado o método Grade of Membership (GoM), cujo delineamento de perfis admite que um indivíduo pertença a diferentes graus de pertinência a múltiplos perfis, de modo a identificar fatores socioeconômicos e demográficos associados às condições de vida dos idosos das capitais nordestinas, e mostrar diferenças na combinação entre eles. Os principais resultados mostram a formação de três perfis extremos: Perfil 1(35,5%), Perfil 2 (24,8%) e Perfil 3 (29,7%). De modo geral, os resultados apontam para perfis com condições de vida precárias que são expressos principalmente pelos baixos níveis de escolaridade e pela renda mensal domiciliar per capita. O segundo artigo analisou relação entre a mortalidade por doenças crônicas (Neoplasias, Doenças Hipertensivas, Infarto Agudo do Miocárdio, Doenças Cerebrovasculares, Pneumonia e Doenças Crônicas das vias Áreas Inferiores) na população de idosos, dos 137 bairros de Natal, desagregados por faixas etárias decenais (60 a 69 anos, 70 a 79 anos e 80 anos e mais), e indicadores socioeconômicos. Foram utilizados os microdados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), disponibilizados pela Secretaria de Saúde de Natal, e as informações populacionais são provenientes do Censo Demográfico 2010. O método utilizado refere-se à lógica de vizinhança do Índice Global e Local (LISA) de Moran, cuja espacialização a partir dos mapas coropléticos permitiu analisar a mortalidade dos idosos por bairros, segundo indicadores socioeconômicos e demográficos, de acordo com a presença de significância espacial. Os resultados mostram maior proporção de idosos concentrada nos bairros de melhor condição socioeconômica, como Petrópolis e Lagoa Seca. As taxas de mortalidade, segundo as causas de morte e padronizadas pelo Método Bayesiano Empírico, distribuíram-se localmente da seguinte forma: Neoplasias (Santos Reis, Nova Descoberta, Cidade Nova, Capim Macio e Ponta Negra); Doenças Hipertensivas (Lagoa Azul, Potengi, Redinha, Santos Reis, Ribeira, Lagoa Nova, Capim Macio, Neópolis e Ponta Negra); Infarto Agudo do Miocárdio (Nordeste, Guarapés e Capim Macio); Doenças Cerebrovasculares (Petrópolis e Mãe Luíza); Pneumonia (Ribeira, Praia do Meio, Nova Descoberta, Capim Macio e Ponta Negra); Doenças Crônicas das Vias Aéreas Inferiores (Igapó, Nordeste e Quintas). Os achados presentes no trabalho poderão contribuir para outros estudos sobre o tema e fomento de políticas específicas para os idosos.

12
  • MARIO VINICIUS DE LIMA PEREIRA
  • INCAPACIDADE MOTORA DOS IDOSOS: uma análise sobre os seus diferentes aspectos sociodemográficos no Nordeste Brasileiro.

  • Orientador : MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES
  • Data: 19/10/2015
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  • Com o envelhecimento da estrutura populacional do Brasil gerado pelos efeitos da Transição Demográfica que vem ocorrendo no país, faz-se importante conhecer os aspectos sociodemográficos da população idosa que terá, cada vez mais, maior expressividade na população, e que, possuindo algum nível de deficiência motora, exigirá mais recursos e serviços de saúde, moradia, emprego e outros, específicos para esta idade peculiar. O nordeste Brasileiro, em particular, é a região com a maior taxa de idosos com alguma deficiência motora. Dessa forma, a análise do perfil sociodemográfico desses idosos no Nordeste em 2010, constitui-se em referência importante para definição de políticas públicas votadas para essa parcela da população. Neste trabalho, apresenta-se uma análise descritiva de dados do Censo Demográfico Brasileiro de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com vistas a analisar o perfil sociodemográfico dos idosos com deficiência ou incapacidade motora na região Nordeste do Brasil. A amostra foi constituída de idosos com 60 anos ou mais de idade residentes na região, que representa 26,48% da população brasileira de idosos. A variável dependente utilizada na análise relaciona-se à deficiência motora, mensurada pela dificuldade ou impossibilidade em caminhar ou subir degraus, enquanto as variáveis independentes estão relacionadas à características individuais e domiciliares, respectivamente, demografia, socioeconomia, emprego e, tipos de domicílios, localização e dependências. A partir de análises estatísticas determinou-se as correlações entre algumas variáveis específicas para o nordeste brasileiro e seus efeitos na deficiência motora dos idosos. Foram também analisadas as razões de chances para a deficiência motora nesta população alvo. Os resultados mostraram que, em nível individual, o sexo, estado civil, a renda, o nível de instrução foram os fatores mais fortemente relacionados com idosos com alguma deficiência motora, enquanto que, em nível domiciliar, o número de banheiros, espécie de domicilio, situação de domicílio e densidade morador/domicílio, exibiram uma importante correlação com a variável dependente. Os resultados mostram, sem sombra de dúvida, que a adoção de políticas públicas voltadas à assistência ao idoso de modo a auxiliá-los a superar as dificuldades associadas à deficiência motora, podem cooperar significativamente para seu bem-estar e, consequentemente, para a melhoria da sua qualidade de vida.

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  • THIAGO ANTÔNIO RAULINO DO NASCIMENTO
  • Hábitos saudáveis relacionados à boca: um estudo sociodemográfico a partir da Pesquisa Nacional de Saúde 2013,

  • Orientador : LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
  • Data: 29/12/2015
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  • O importante processo de envelhecimento que vem ocorrendo no Brasil repercute no perfil epidemiológico da população e de maneira análoga no perfil de adoecimento bucal dos indivíduos, onde se constata uma diminuição na prevalência de cárie dentária, diminuição do edentulismo e aumento de doença periodontal entre os grupos etários adultos. Os principais agravos bucais em todo o mundo estão associados ao acúmulo de placa dental bacteriana, e esta condição, entre outros fatores, são fortemente influenciados pelo estilo de vida, comportamento e hábito de cuidado do indivíduo. Por isso, um crescente interesse na avaliação de comportamentos e hábitos individuais surge na atualidade como uma maneira de tornar possível identificar os ganhos em saúde a partir da via da prevenção. Como fator determinante da qualidade de vida, a saúde bucal se insere neste contexto de ganho de saúde a partir da prevenção graças a seu impacto no estado de saúde geral dos indivíduos, e a sua participação em funções vitais como: respirar, falar, beijar, sorrir, sentir gosto, mastigar e engolir. Nesse sentido, um padrão de cuidado satisfatório da saúde dos dentes é a chave para prevenção direta de inflamação gengival, de periodontite, de perda dentária e da halitose, e indireta, de alterações oclusais, possíveis problemas articulares e câncer bucal. As medidas disponíveis para uma melhor higiene da boca, além da adoção de hábitos alimentares e de estilos de vida adequados são eficazes na promoção da saúde oral. No entanto, a adesão a um determinado padrão de cuidado não se processa da mesma forma nos diferentes ciclos de vida e por isso a necessidade de se conhecer o comportamento dos hábitos relacionados à saúde da boca entre os grupos etários, a partir de diferentes desfechos, demográficos (como sexo, raça/cor) e socioeconômicos. Nesta perspectiva, o objetivo central deste trabalho foi conhecer, entre os brasileiros acima de 18 anos, como se processam Hábitos Saudáveis relacionados à boca, por meio de uma medida síntese; e os intermediários foram: investigar Hábitos Saudáveis relacionados à boca (HSBo) nos ciclos de vida e quais os principais fatores associados. Utilizou-se os dados do módulo especifico de saúde bucal provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde 2013, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em parceria com o Ministério da Saúde. Como recurso metodológico, analises descritivas das variáveis foram realizadas e, através da Teoria de resposta ao Item, foi construída uma medida síntese com significado relativo aos 'Hábitos Saudáveis relacionados à boca'. Os resultados apontam mulheres como mais adeptas aos hábitos saudáveis de impacto bucal, e a perda de adesão aos cuidados bucais, especificamente higiene bucal, nos grupos etários de idade mais avançada. No geral a maioria dos brasileiros possuem hábitos saudáveis em relação à boca.

2014
Dissertações
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  • POLLYANNE EVANGELISTA DA SILVA
  • ÍNDICE EPIDEMIOLÓGICO DE VULNERABILIDADE AOS EXTREMOS DE SECA: UMA APLICAÇÃO PARA O ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, 2000 e 2010.

  • Orientador : MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES
  • Data: 30/06/2014
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  • Os impactos das mudanças climáticas no Brasil tendem a ser mais graves na região Nordeste, mais atingida pelos impactos da seca e com perspectivas de presenciar cenários ainda piores ocasionados pelo aumento da temperatura, pela diminuição das chuvas na região e com a ação antropogênica. Um dos principais efeitos da seca reflete-se sobre o estado de saúde da população, principalmente das populações mais pobres e frágeis, as crianças e os idosos. O objetivo deste estudo é construir um indicador epidemiológico de vulnerabilidade à seca, como também propor uma nova metodologia de cálculo do indicador levando-se em consideração os aspectos socioepidemiológicos e hospitalares. Outro objetivo consistiu em é mapear e classificar as microrregiões do Rio Grande do Norte (RN) segundo as características do risco, susceptibilidade e capacidade adaptativa utilizando análise de agrupamento, com base nas estimativas dos indicadores epidemiológicos de vulnerabilidade à seca. Para criação do indicador, utilizaram-se variáveis climáticas, sociais, demográficas, hospitalares e a morbi-mortalidade das microrregiões e a metodologia da análise de componentes principais (ACP) para a atribuição de pesos aos componentes da vulnerabilidade: risco, susceptibilidade e capacidade adaptativa. Para a análise, compreensão e identificação das áreas vulneráveis, utilizaram-se as metodologias estatísticas, tais como: análise de agrupamento, teste t pareado e espaço-temporal. Os resultados mostraram que microrregiões como Pau dos Ferros, Umarizal e Seridó Oriental e Ocidental foram as que apresentaram maiores IEVS e também as que apresentaram maior risco à seca, ou seja, menores índices de precipitação. Em contrapartida, Natal apresentou o menor risco à seca (0,00) e a melhor capacidade adaptativa (0,96), no entanto, atenção deve ser dada ao aumento significativo das taxas de mortalidade por doenças do aparelho respiratório e do coração. Este estudo possibilitou identificar as microrregiões do estado do RN mais vulneráveis à seca com prioridade de elaboração de ações públicas que mitiguem os impactos na saúde pública.

2
  • INGRID FREITAS DA SILVA PEREIRA
  • UM RETRATO DO ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS E IDOSOS: DIFERENCIAIS REGIONAIS, SOCIAIS E DEMOGRÁFICOS, BRASIL, 2009

  • Orientador : MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES
  • Data: 29/07/2014
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  • Este estudo teve por objetivo diagnosticar padrões de estado nutricional de crianças menores de 5 anos e idosos no Brasil no ano de 2009, bem como caracterizar este perfil nutricional segundo possíveis diferenciais sociais, demográficos e regionais. Realizou-se um estudo transversal descritivo de base populacional a partir de dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF- 2008/2009) avaliando crianças menores de 5 anos de idade (n=14.569), foco do primeiro artigo, e indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos (n=20.114), no segundo artigo. Para as crianças, o estado nutricional foi classificado segundo os índices Peso-para-idade, Estatura-para-idade e Peso-para-estatura e para os idosos, segundo o Índice de Massa Corporal (IMC). Para verificar a associação entre variáveis sociais e demográficas com o estado nutricional das crianças utilizou-se o teste de associação de Pearson, regressões logísticas e análises de correspondência. As associações entre o estado nutricional dos idosos e as variáveis sociais e demográficas foram testadas a partir do teste de associação de Pearson e de modelos lineares multiníveis. Realizou-se ainda uma análise de comparação das médias de IMC entre as macrorregiões e Unidades da Federação a partir de testes de ANOVA e Tukey. Considerou-se o nível de significância de 5% para todos os testes. Os resultados mostraram maiores prevalências de déficit nutricionais em crianças oriundas das regiões Norte e Nordeste, pertencentes às famílias com menores níveis de renda per capita (até ¼ de salário mínimo e de ¼ a ½ salário mínimo) e de cor/raça preta e indígena. Já o sobrepeso demonstrou maior associação às crianças das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, do sexo masculino, residentes no estrato urbano do país, de cor/raça branca e pertencentes às famílias com faixas de renda per capita intermediárias (1/2 a 1 salário mínino e de 1 a 5 salários mínimos). Observaram-se maiores prevalências de déficit ponderal em idosos do sexo masculino, cor/raça amarela e preta, longevos (80 anos e mais), com renda per capita de até ¼ de salário mínimo, com menores níveis de instrução, residentes no estrato rural e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste e em idosos que declararam morar sozinhos. Com relação à ocorrência de obesidade, esta se mostrou mais prevalente em idosos do sexo feminino, mais jovens (60 a 69 anos), com as maiores faixas de renda per capita, residentes nas regiões Sul e Sudeste, nos estratos urbanos e naqueles que residiam sozinhos. Sugere-se a continuidade do monitoramento e do estudo dos condicionantes do estado nutricional de crianças e idosos visando estabelecer estratégias de intervenção adequadas e específicas aos grupos populacionais mais vulneráveis ao risco nutricional.

     

3
  • LARIÇA EMILIANO DA SILVA
  • DIFERENCIAIS DE MORTALIDADE ADULTA POR NÍVEL DE ESCOLARIDADE NO BRASIL E REGIÕES.

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
  • Data: 31/07/2014
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  • O estudo da mortalidade pelos mais variados diferenciais é uma ferramenta
    importante para orientar políticas de pública de saúde, pelo fato de melhor descrever os
    eventos de mortes de uma população. Essa pesquisa tem como principal objetivo buscar
    as disparidades da mortalidade segundo o nível de escolaridade, sexo e idade adulta nas
    grandes Regiões brasileiras e consequentemente para o Brasil como um todo. Uma vasta
    literatura mostra que pessoas com nível educacional mais elevado tende a possuir menor
    risco de morte (Muller, 2002; Brown et al 2012; Caldwell ,1979; Monteiro,1990; Santos
    e Noronha, 2001; Cordeiro, 2001). Estudos sobre as desigualdades da mortalidade por
    nível de instrução no Brasil ainda são bem específicos, é o caso de Cordeiro (2001), que
    estuda a mortalidade dos trabalhadores intelectuais e braçais de Botucatu-SP; Pérez
    (2010) que se detém apenas para mortalidade adulta feminina por nível de escolaridade;
    Fernandes (1984) estuda a mortalidade em regiões metropolitanas e não metropolitanas
    do Brasil, segundo a escolaridade das mães. Segundo Pérez e Turra (2008) ainda se sabe
    muito pouco sobre a mortalidade no Brasil segundo o nível educacional, devido a falta
    de informações sobre a escolaridade bem preenchidas nos registros de óbitos oriundos
    do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM). Esta fonte de
    dados tem apresentado melhora na cobertura das sub notificações na ultima década,
    todavia, ainda percebe-se negligência no preenchimento do quesito de escolaridade do
    óbito (cerca de 30% dos registros de óbitos no ano de 2010 para o Brasil, foram feitos
    sem a informação de escolaridade do falecido). Diante deste cenário, esse trabalho vem
    contribuir para a literatura nacional, a respeito do comportamento dos diferenciais de
    mortalidade adulta tendo como proposta, utilizar os dados do novo quesito de
    mortalidade do Censo Demográfico 2010 (CD 2010), assumindo as características de
    escolaridade do responsável pelo domicílio para os óbitos ocorridos no mesmo. Logo,
    considera-se que a probabilidade de morte é homogenia dentro do domicílio. Os eventos
    de óbitos foram corrigidos para os registros oriundos de domicílios onde o responsável
    possuía nível de escolaridade abaixo de ensino médio completo através do método
    Gerações Extintas Ajustado (GE-Aj). Com os óbitos já corrigidos, foram calculadas
    tábuas de vida por sexo e nível de instrução para todas as regiões do Brasil. Os
    resultados encontrados corroboram com a literatura, quanto mais escolarizada é a
    população, maior a expectativa de vida. Em todas as regiões brasileiras a expectativa de
    vida da população feminina é maior do que a masculina em todos os níveis de
    escolaridade. No que se refere às probabilidades de morte por idade, nas idades entre 15 e 60 anos as maiores probabilidades seguem um gradiente, maior probabilidade para os menos escolarizados. Nas idades mais avançadas (a partir de 70 anos) esse comportamento apresenta outro padrão, o nível de escolaridade mais baixo, sem instrução ou ensino fundamental incompleto, apresenta as menores probabilidades nas Regiões, Norte, Nordeste, Sul e Centro Oeste com exceção da região Sudeste. 



4
  • THIAGO DE MEDEIROS DANTAS
  • Mortalidade segundo sua causa de morte e seus determinantes: uma análise para as capitais do Brasil e municípios do Nordeste, 2000 e 2010.

  • Orientador : LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
  • Data: 31/07/2014
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  • Esta dissertação foi desenvolvida considerando a elaboração de dois artigos científicos, ambos relacionados à temática da mortalidade no Brasil. O primeiro artigo produzido “O contexto da mortalidade segundo os três grandes grupos de causas de morte nas capitais brasileiras, 2000 e 2010” objetivou analisar a mortalidade segundo os três grandes grupos de causa de morte nas capitais brasileiras em 2000 e 2010. No segundo artigo “Tipologia e características da mortalidade por causas externas nos municípios da Região Nordeste do Brasil, 2000 e 2010” foi construído uma tipologia para os municípios nordestinos levando em conta informações sobre mortalidade por causas externas e um conjunto de indicadores relacionados aos aspectos socioeconômicos, demográficos e de infraestrutura de tais municípios para os anos de 2000 e 2010. Utilizaram-se os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Ademais, fez-se uso das informações dos Censos Demográficos de 2000 e 2010. As variáveis referentes às condições socioeconômicas e demográficas usadas neste trabalho foram àquelas disponíveis na home-page do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Como procedimentos metodológicos no Artigo 1 utilizou-se do método de Ledermann (1955) que realiza uma redistribuição dos óbitos por causas mal definidas. Ademais, fez uso da técnica do calculo da razão de chance que objetiva obter a razão entre a chance de um evento ocorrer em um grupo de causa de morte e a chance de ocorrer em outro grupo. Para o desenvolvimento do Artigo 2, as metodologias empregadas foram a técnica de estimação Bayesiana Empírica, as técnicas de estatística espacial e, por fim, utilizou-se método Grade of Membership para encontrar tipologias dos municípios a partir de informações sobre mortalidade por causas externas associadas às variáveis socioeconômicas, demográficas e de infraestrutura. Quanto aos principais resultados do Artigo 1, destaca-se que em relação a qualidade dos dados, observou-se a redução dos óbitos que tiveram suas causas notificadas como “mal definidas” entre os anos em análise, principalmente nas capitais situadas nas regiões Norte e Nordeste. Com relação ao comportamento da mortalidade segundo os três grandes grupos de causa de morte, notou-se tanto para 2000 como para 2010 a prevalência dos óbitos por doenças não transmissíveis para ambos os sexos, apesar de ter sido identificado a redução em algumas das capitais. As doenças transmissíveis destacaram-se como a segunda causa de morte entre as mulheres. Também, foi possível verificar que os óbitos por causas externas são responsáveis pela segunda causa de morte entre os homens, além de apresentar um aumento entre as mulheres. Dentre os resultados do Artigo 2, destaca-se, em linhas gerais, não só uma ampliação das taxas de mortalidade por causas externas nos municípios, como também, uma ampliação da mancha configuradora de existência de mortes por causas externas para toda a área da região Nordeste. Quanto à tipologia dos municípios foram construídos três perfis extremos, o Perfil 1 que congrega municípios com altas taxas de mortalidade por causas externas e os melhores indicadores sociais. Os municípios que compõem o Perfil 2 se caracterizam por apresentar reduzidas taxas de mortalidade por causas externas e os mais baixos indicadores sociais. O Perfil 3 agrupa municípios com intermediárias taxas de mortalidade e valores considerados medianos em relação aos indicadores sociais. Embora não tenha se verificado mudanças nas características dos perfis, todavia foi possível visualizar o aumento da proporção dos municípios que pertencem ao Perfil extremo 3, levando em consideração os perfis mistos.

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  • IZABELLY CRISTINA MENDES TINOCO
  •  

    DOIS ESTUDOS REGIONAIS SOBRE PERFIS POPULACIONAIS: TIPOLOGIA SOCIODEMOGRÁFICA E ÍNDICE SOCIOECONÔMICO DE VULNERABILIDADE À SECA

  • Orientador : PAULO SERGIO LUCIO
  • Data: 15/08/2014
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  • As mudanças climáticas podem ocasionar grandes consequências junto à população no que tange aos aspectos demográficos e socioeconômicos. Os extremos climáticos, tais  como: enchentes, secas e desastres naturais, ocorridos nos últimos anos têm contribuído para prejuízos e danos à população. A utilização de indicadores de vulnerabilidade socioeconômica e demográfica corrobora para auxiliar na identificação das áreas ou grupos populacionais mais susceptíveis ao risco dos impactos da seca. Sendo assim, este estudo tem como objetivo construir um indicador socioeconômico de vulnerabilidade à seca para as microrregiões do Rio Grande do Norte (RN) como também identificar a tipologia da vulnerabilidade sociodemográfica dos municípios que compõe a Região do Semiárido do Brasil. Como estratégia metodológica, inicialmente,  utilizou-se o método Grade of Membership com intuito de traçar uma tipologia sóciodemográfica dos municípios do Semiárido do  Brasil. Para a construção do Indicador Socioeconômico de Vulnerabilidade à Seca (ISEVS), utilizou-se análise de componentes principais (ACP) considerando diversas variáveis socioeconômicas e demográficas. Para a tipologia o número de perfis é foram definidos 3 perfis, por ser bastante satisfatório na interpretação dos grupos. Os resultados mostraram em relação à tipologia sociodemográfica nos municípios considerados no estudo que aqueles localizados nos estados da Bahia, Piauí e Alagoas apresentam características mais alarmantes de alta vulnerabilidade, os municípios que se encontram sesse perfil encontram-se nessa situação uma vez que apresentam baixas condições sociodemográficas. A respeito dos resultados referentes ao ISEVS, percebeu-se que as microrregiões do Médio Oeste, Seridó Ocidental e Litoral Nordeste apresentaram os mais elevados valores dos indicadores socioeconômicos de vulnerabilidade à seca em 2000. Em contrapartida, para o segundo momento considerado no estudo, 2010, Angicos, Seridó Ocidental, Baixa Verde e Litoral Nordeste foram as microrregiões com altos valores de ISEVS. Ressalta-se que a microrregião de Natal apresentou o menor ISEVS para os dois anos de estudo 0,18 e 0,46  em 2000 e 2010 respectivamente. Assim, pode-se concluir que tal microrregião apresentou o  menor risco à seca, susceptibilidade baixa e uma boa capacidade adaptativa. Este estudo possibilitou identificar uma tipologia da vulnerabilidade sociodemográfica para região semiárida do Brasil, como também construir um indicador ISEVS para as microrregiões do estado do RN, a fim, de subsidiar os gestores públicos para mitigação dos impactos da seca.

6
  • JOSENILDO EUGÊNIO DA SILVA
  • HIV/AIDS: Um Perfil Epidemiológico do vírus e uma análise das práticas seguras, conhecimento e percepção de mulheres.

  • Orientador : MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES
  • Data: 05/09/2014
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  • O debate em torno do acometimento do vírus HIV/AIDS passou por grandes transformações, no início, as campanhas de prevenção focavam os grupos de risco, depois, comportamentos de risco e, por fim, vulnerabilidade. Ademais, ao longo dos anos, dimensões da AIDS foram surgindo no meio social são estas: interiorização, heterossexualização, pauperização e feminização. Com base nesses contextos, a composição deste estudo compreende dois artigos: o primeiro tem como objetivo geral analisar o perfil epidemiológico e a incidência do vírus HIV/AIDS nas regiões brasileiras, no período de 1980 a 2012 e o segundo artigo tem o intuito de averiguar se há relação entre práticas seguras, conhecimento e percepção das mulheres residentes nas capitais de Manaus e Boa Vista sobre a infecção sobre vírus HIV/AIDS. No Artigo 1, utilizaram-se informações do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), como fonte de dados. Desenvolveu-se uma análise exploratória e espacial das taxas de incidência e proporção relativa dos casos notificados. No Artigo 2, utilizou-se como fonte de dados a Pesquisa “Avaliando o processo de difusão epidêmica e espacial do HIV/AIDS nas Unidades Federadas da Região Norte do Brasil”, ano 2008. Aplicaram-se técnicas estatísticas de Análise de Agrupamento, ANOVA, Qui-Quadrado, Tukey e Regressão Logística. Verificou-se que, nas Regiões Brasileiras, a predominância de casos notificados ocorreu entre os heterossexuais, em homens, em idade entre 20-60 anos e residentes em Regiões Metropolitanas. Captou-se correlação espacial significativa da taxa de incidência do vírus HIV/AIDS. Constatou-se, por meio dos resultados do segundo artigo, que ter bom conhecimento e percepção sobre o vírus HIV/AIDS não implica, essencialmente, numa prática sexual segura. Estes resultados mostram a necessidade de políticas públicas voltadas à orientação da sociedade, com base em estratégias educacionais que visem tanto informações sobre o vírus e suas formas de prevenção, como também a conscientização da população para práticas sexuais seguras em relações estáveis ou não.

7
  • KARINE SYMONIR DE BRITO PESSOA
  • FATORES DE SUCESSO E/OU INSUCESSO: UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA ENTRE O ENSINO MÉDIO E O ENSINO SUPERIOR.

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 29/09/2014
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  • A universidade pública é um sonho para muitos jovens. A transformação desse sonho em realidade pode ser sustentado por um conjunto de fatores intervenientes que interagem entre si. A análise dos fatores de sucesso e insucesso fornece elementos importantes para o desenvolvimento de estratégias e políticas públicas que otimizem o investimento em projetos, possibilitando uma melhor preparação para grupos mais vulneráveis como forma de proporcionar uma maior democratização do acesso à universidade pública. O presente estudo tem como tema a análise do sucesso e insucesso da trajetória dos candidatos ao Vestibular da UFRN. Para tanto, foram observadas as dimensões sociodemográfica, cultural e familiar, além da trajetória escolar e das expectativas quanto ao acesso ao Ensino Superior de 113.984 estudantes que buscaram a UFRN no período de 2010 a 2013. Para análise dessas dimensões, utilizou-se o teste de independência de qui-quadrado e o modelo linear generalizado: Regressão Logística. Os resultados encontrados apontam que todas as dimensões influenciam no sucesso desses estudantes. Dentre outras descobertas, constatou-se: a) homens têm mais chances de ter sucesso que mulheres; b) estudantes autodeclarados negros apresentam mais insucesso que outras etnias; C) alunos que estudaram em cursinhos preparatórios das redes públicas e privadas possuem chances semelhantes de sucesso se comparados com aqueles que não fizeram nenhum tipo de preparação; e d) Filhos de pais analfabetos apresentam maior sucesso no ingresso ao Ensino Superior quando comparados àqueles cujos genitores detém nível de escolaridade mais elevado.

8
  • FELIPE HENRIQUE DE SOUZA
  • PADRÃO DA MORTALIDADE BRASILEIRA: ESTIMATIVAS A PARTIR DO NÍVEL MUNICIPAL

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
  • Data: 31/10/2014
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  • Conhecer o nível e o padrão da mortalidade é importante para entender a dinâmica demográfica, bem como para planejar políticas públicas voltadas para a saúde e o bem estar da população. Umas das formas de obter informações sobre mortalidade é o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Apesar de apresentar significativos avanços nos últimos anos, a qualidade do SIM, ainda impossibilita a utilização direta dos dados na geração de indicadores da mortalidade, o que gera a necessidade de utilização de métodos de correção de sub-registros. Os métodos, porém, em sua maioria não são adequados para corrigir os dados de óbitos de crianças e jovens, e nem de áreas pouco populosas. Diante dessa necessidade, este trabalho propõe estimar o nível e o padrão da mortalidade dos municípios brasileiros em 2010, através de duas abordagens para a correção de sub-registro. A primeira, que é aplicada a mortalidade jovem e adulta, combina o método de Gerações extintas ajustado, proposto por Hill, You e Choi (2009) com o estimador bayesiano empírico proposto por James Stein (Marshall, 1991). Na segunda abordagem metodológica, é utilizada a análise de regressão múltipla, com a finalidade de estimar as probabilidades da mortalidade infanto-juvenil (até 14 anos) por municípios, com bases nas probabilidades adultas já estimadas. Na busca de estimativas do nível e do padrão da mortalidade dos municípios brasileiros, estas metodologias foram aplicadas a todos os municípios brasileiros, para o ano de 2010, por faixa etária e sexo. O padrão espacial encontrado para a qualidade dos registros de óbitos, mostra que as regiões Sul e Sudeste têm os dados de mortalidade de melhor qualidade no país, enquanto que o Norte e o Nordeste têm as menores coberturas dos registros de óbitos. Independente do sexo, as probabilidades de morte infanto-juvenil mais altas, ocorrem nos municípios das regiões Norte e Nordeste, enquanto que na probabilidade de morte jovem e adulta (15 a 60 anos) os municípios com maior probabilidade são os das regiões Sul e Sudeste. As metodologias utilizadas neste trabalho sugerem uma divisão da mortalidade masculina brasileira em seis regiões com padrões de mortalidade diferentes, já para as mulheres é sugerido quatro padrões.

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  • TIÊ DIAS DE FARIAS COUTINHO
  • A DINÂMICA DO TRABALHO NO BRASIL SOB A ÓTICA DAS RELAÇÕES SOCIOECONÔMICAS E DEMOGRÁFICAS, 2000-2010

  • Orientador : MARDONE CAVALCANTE FRANCA
  • Data: 31/10/2014
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  • O processo de desenvolvimento do Brasil tem como singularidade o fato de ter se processado num ambiente de profundas transformações demográficas econômicas e sociais. No âmbito da demografia a transição demográfica se deu de forma acelerada e concomitante à transição urbana provocando o surgimento de grandes polos urbanos em torno das capitais, criando o que se chamou de Regiões Metropolitanas. Este processo se interiorizou e catapultou o Brasil para um país onde 84% de sua população reside em cidades de diferentes níveis de graduação na escala de urbanização. As consequências deste processo fez-se sentir em muitos setores da vida do país, com especial evidência na organização e estrutura do trabalho. Vale ressaltar, como decorrência direta da transição demográfica, o surgimento da “janela de oportunidades ou bônus demográfico”, que devidamente aproveitado poderá render benefícios gerais em todas as áreas para a população. A investigação encetada nesta dissertação tem como objetivo investigar, através do estudo das relações entre variáveis demográficas, econômicas e sociais no período de 2000 a 2010, como a dinâmica do trabalho no Brasil foi afetada. Dado que o Brasil possui municípios com dinâmicas urbanas e funcionalidades diferentes, adotou-se como critério para delimitar a espacialidade deste estudo três categorias de municípios que tivessem em comum uma taxa de urbanização igual ou superior a 70% e população total superior ou igual a 30 mil habitantes. Desta forma foram definidos os seguintes grupos: i) Grupo 1, municípios pertencentes às Regiões Metropolitanas cujo polo é a capital do estado; ii) Grupo 2, municípios de Regiões Metropolitanas e RIDES do interior dos estados iii) Grupo 3, demais municípios fora das classificações i) e ii). Para atingimento dos objetivos foi empreendida uma análise descritiva dos indicadores socioeconômicos comparativamente aos anos de 2000 e 2010 e entre os três grupos, enfatizando-se a relação entre sexo e idade. Ademais, estuda-se as relações entre a razão de dependência, a taxa de atividade, o percentual de trabalhadores com carteira assinada e a taxa de desocupação com indicadores sociais, econômicos e demográficos através de técnicas estatísticas de análise de regressão múltipla. Para tanto, fez-se uso das bases de micro dados dos Censos populacionais de 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos indicadores disponibilizados no Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 do Programa das Nações Unidas (PNUD). De acordo com os resultados obtidos, os três grupos apresentam características populacionais semelhantes. A taxa de crescimento da população economicamente ativa foi em média 2,11% e o percentual de mulheres ocupadas aumentou significativamente em todos os espaços. As curvas das taxas de atividade apontam que a população entre 20 e 45 anos possuem as maiores taxas, destacando-se as taxas femininas, que aumentaram enquanto as masculinas permaneceram inalteradas. Por intermédio do teste de Kolmogorov-Smirnov foi possível constatar que o grupo de municípios metropolitanos do interior (Grupo 2) se diferenciou dos demais, e que o crescimento nas taxas das mulheres do mesmo grupo se apresentou significativamente (p-valor <0,05) diferentes. Através da estimação de uma série de modelos de regressão múltiplas nos quais as variáveis dependentes foram a taxa de dependência, a taxa de atividade, o percentual de trabalhadores com carteira assinada e a taxa de desocupação da população maior de 18 anos, mensurou-se os efeitos de um elenco de indicadores sobre estas variáveis. Em relação aos modelos que foram estimados, percebeu-se que o tamanho da população do município não tem influência em nenhuma das variáveis dependentes do estudo e que há significância do Índice de Desenvolvimento Humano nas variáveis dependentes. Observou-se, que há relação direta e significativa entre a taxa de atividade e a renda domiciliar per capta. Destaca-se, que quanto maior o percentual de trabalhadores com carteira assinada menor a desigualdade de renda. Essas informações podem servir como embasamento para estudos, pois fornecem subsídios e identificam algumas peculiaridades municipais da população brasileira ocupada e aponta para o investimento em políticas públicas voltadas a diminuição da desigualdade de renda e formalização do trabalho na intenção de melhorar os indicadores de desenvolvimento humano.

     

     

2013
Dissertações
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  • CRISTIANE ALESSANDRA DOMINGOS DE ARAUJO
  • CUIDADORES FORMAIS DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: UMA ANÁLISE SOBRE SUAS CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRAFICAS E QUALIDADE DE VIDA NO MUNICIPIO DE NATAL/RN, 2012

  • Orientador : LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
  • Data: 22/02/2013
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  • O envelhecimento populacional tem sido palco de diversos estudos na atualidade, devido seu impacto no âmbito político, previdenciário, econômico, social e cultural. O crescimento proporcional do segmento idoso a partir dos 60 anos, cada vez mais acentuado, trará demandas por serviços específicos, que considerem as limitações e vulnerabilidades desse público. Diante desse cenário, surge como uma opção de amparo e suporte ao idoso, um estabelecimento para assistência integral ou parcial a esse segmento populacional, dependentes ou não, sem condições familiares ou domiciliares ou sociais, as Instituições de Longa Permanência para Idosos – ILPI’s, e no ambiente delas o profissional responsável pelo cuidado direto – o cuidador formal de idosos (ARAUJO et al., 2010). Assim, este trabalho tem como objetivo caracterizar social, demográfica e economicamente o cuidador formal de idosos institucionalizado do município de Natal/RN, analisando os aspectos da qualidade de vida desses cuidadores. Ademais, pretende-se identificar os motivos pelos quais os cuidadores pensam em deixar esta ocupação, tendo como variáveis explicativas um conjunto de características socioeconômicas e demográficas, bem como, indicadores ligados qualidade de vida. Os dados utilizados foram provenientes da pesquisa: “Instituições de Longa Permanência para idosos: abandono ou. uma necessidade familiar?”. Essa pesquisa foi realizada em onze ILPI’s localizadas em Natal/RN. Como metodologia para tratamento dos dados, utilizaram-se Regressões Logísticas, Análise de Agrupamento e alguns Testes Estatísticos. Do total de 92 cuidadores formais, selecionados em todas as ILPI’s, depreende-se que a maioria foi de mulheres, com a escolaridade de ensino médio completo e mais, casados (as) ou unidos (as) ou alguma vez unido (a) e com renda familiar mensal inferior a três salários. Quanto à idade, tem-se que, a média foi de 37,4 anos, e o tempo médio de exercício da função de cuidador foi de 5,93 anos. As mulheres, os não-solteiros, os que fizeram curso para ser cuidador e a limitação por aspectos físicos (domínio da qualidade de vida) se mostraram relacionados ao pensamento de deixar de ser cuidador de idosos. Os cuidadores que pensam em deixar esta ocupação apresentam, nos domínios: limitação por aspectos físicos, vitalidade, aspectos sociais, limitação por aspectos emocioniais e saúde mental, valores menores do que os que não pensam em deixar esta ocupação, o que pode significar influência da sobrecarga física e mental na qualidade de vida desses cuidadores. Ademais, os resultados indicaram valores elevados relacionados aos aspectos de sua qualidade de vida – físicos e mentais, significando um nível alto de qualidade de vida entre os cuidadores formais. O estudo contribuiu no sentido de identificar o perfil do cuidador formal nas ILPI’s no munícipio, podendo servir de base para a elaboração de políticas públicas de melhoria da qualidade de vida do idoso e de seu cuidador formal.

     

2
  • GRACINEIDE PEREIRA DOS SANTOS
  • AFINAL, QUANTOS ÉRAMOS? UM ESTUDO DA MORTALIDADE PRETÉRITA NA FREGUESIA DA GLORIOSA SANT’ANNA

  • Orientador : RICARDO OJIMA
  • Data: 27/05/2013
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  • Pesquisar a mortalidade na Freguesia da Gloriosa Sant´Anna, sertão do Rio Grande do Norte no recorte temporal de 1788 a 1838 é o objetivo principal da presente investigação. As perguntas às quais a pesquisa se propõe a responder são: afinal quantos éramos? Os dados paroquiais de óbitos nos permitem estudar a mortalidade na Freguesia? Para realizar a pesquisa; primeiro recorreu-se aos mapas populacionais dos anos de 1777, 1810, 1811, 1824, 1844, 1853; os censos de 1872 e 1890.  Como também, os dois primeiros livros de enterros/óbitos da Freguesia; o primeiro datado de 1788 a 1811 e o segundo de 1812 a 1838 e um livro de batismo de 1802 a 1806 com essa informação aplicamos o método de projeção inversa.

    Entre os resultados encontrados percebeu-se que, por enquanto, o questionamento de sabermos, “Afinal, quantos éramos?” ainda não pode ser respondido, pois durante a análise percebemos um alto índice de sub-registros, demostrado através de um estudo primeiro da mortalidade infantil, na qual pelos registros que temos era muito alta, o que vai de encontro com o período Pré-transicional, porém com o exercício de projeção inversa constatou-se o contrário, uma população que teria uma esperança de vida elevada. Demostrando o problema de sub-registros. Os óbitos infantis ocorrem principalmente com as crianças do sexo masculino, nos primeiros meses do ano por causas infecciosas, e nos primeiros dias e semanas, uma hipótese que levantamos é que essas mortes tenham como pano de fundo as condições precárias da mãe acarretando a má formação da criança, culminando assim com sua morte precoce.

     

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  • ANTONINO MELO DOS SANTOS
  • MORTALIDADE INFANTIL E CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS NAS MICRORREGIÕES DO NORDESTE BRASILEIRO

  • Orientador : PAULO CESAR FORMIGA RAMOS
  • Data: 07/06/2013
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  • O estudo propõe-se a responder à seguinte questão: quais os diferentes perfis da mortalidade infantil, segundo variáveis demográficas, socioeconômicas, de infraestrutura e de assistência à saúde, das microrregiões do Nordeste brasileiro? Assim, o objetivo principal é analisar os perfis ou tipologias de mortalidade associados aos níveis de condições sociodemográficas das microrregiões, no ano de 2010. Para tanto, fez-se uso das bases de dados do SIM e SINASC (DATASUS/MS), dos microdados do Censo populacional de 2010 e do SIDRA/IBGE. Utilizou-se como variável resposta, a mortalidade infantil e, como independentes, variáveis demográficas, socioeconômicas, de infraestrutura e de assistência à saúde das microrregiões. Como metodologias de análise, foram empregadas: a regressão linear múltipla ponderada, para encontrar as variáveis mais significantes na explicação da mortalidade infantil, para o ano de 2010 e a análise de clusters, buscando encontrar indícios, inicialmente, de grupos homogêneos de microrregiões, a partir das variáveis significantes. Utilizou-se como variável resposta, o logito da taxa de mortalidade infantil e, como independentes, variáveis demográficas, socioeconômicas, de infraestrutura e de assistência à saúde das microrregiões. A técnica de estimação Bayesiana Empírica, foi aplicada às informações de óbitos e nascimentos, devido ao fato inconveniente da subnotificação e das flutuações aleatórias de pequenos números existentes nas pequenas áreas.

     As técnicas de Estatística Espacial foram usadas, para apurar espacialmente o comportamento da distribuição das taxas a partir de mapas temáticos. Concluindo, empregou-se o método GoM (Grade of Membership), para encontrar tipologias de mortalidade associadas às variáveis, selecionadas por microrregião, buscando responder à questão principal do estudo. Os resultados apontam para formação de três perfis: o perfil 1, de alta mortalidade infantil e condições sociais de vida desfavoráveis; o perfil 2, de baixa mortalidade infantil, com medianas condições sociais de vida; e o perfil 3, de mediana mortalidade infantil e altas condições sociais de vida. Com esta classificação, encontrou-se que, das 188 microrregiões, 20 (10%) enquadraram-se ao perfil extremo 1, 59 (31,4%) caracterizaram-se no perfil extremo 2, 34 (18,1%) caracterizaram-se no perfil extremo 3 e apenas 9 (4,8%) classificaram-se como perfil amorfo. As demais microrregiões enquadraram-se nos perfis mistos. Tais perfis sugerem a necessidade de diferentes intervenções em termos de políticas públicas voltadas para a redução da mortalidade infantil na região.


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  • RENATA CLARISSE CARLOS DE ANDRADE
  • Mudanças Demográficas e homicídios. Que relação é essa?
    Um estudo nas Regiões Metropolitanas de Maceió, Natal, Recife e São Paulo. 

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
  • Data: 05/08/2013
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  • A violência tem apresentado cenários distintos entre regiões metropolitanas do Brasil, ao mesmo tempo em que essas regiões passam por mudanças no contingente populacional. Nesse sentido, uma relevante discussão diz respeito a mudança na estrutura etária dessas populações e ao impacto dos homicídios na esperança de vida. Portanto o trabalho tem como objetivo avaliar a relação da demografia com a mortalidade por homicídio em duas vias, verificando por um lado como a estrutura etária interfere nas taxas de homicídio e por outro lado como as taxas de homicídio interferem na esperança de vida. Para isso, exercícios empíricos foram realizados em quatro regiões metropolitanas brasileiras: Maceió (RMM), Natal (RMN), Recife (RMR) e São Paulo (RMSP) nos anos de 2000 a 2010. Para analisar o impacto da estrutura por idade da população nas taxas de mortes intencionais por homicídio, primeiro utiliza-se a própria população da região metropolitana (RM) do
    ano de 2000 como padrão para os demais anos da série; em seguida utiliza-se a população do ano de 2010 como padrão em todos os anos; num terceiro exercício aplica-se em todos os anos, para cada RM em estudo, uma projeção populacional para 2020 da região metropolitana de São Paulo (RMSP) e no último exercício usa
    como padrão as populações estáveis geradas para cada RM. Os resultados mostram que variações na estrutura etária impactam na taxa bruta de mortalidade por homicídio, diminuindo se a região tem diminuição relativa da população entre 15 e 34 anos, ou aumentando se aumenta a população nestes grupos de risco. Num segundo exercício, a partir de tábuas de vida de múltiplos decrementos, eliminou-se das causas gerais de morte os óbitos por homicídio, para avaliar o impacto na esperança de vida da população de cada região. As estimativas realizadas para os anos de 2000 e 2010 apresentaram resultados de ganhos de até mais de 3 anos na
    esperança de vida ao nascer caso o homicídio não ocorresse.

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  • JOSIVAN RIBEIRO JUSTINO
  •  



    ESTIMATIVAS DE MORTALIDADE PARA A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL EM 2010: UMA ASSOCIAÇÃO DO MÉTODO DEMOGRÁFICO EQUAÇÃO GERAL DE BALANCEAMENTO, COM O ESTIMADOR BAYESIANO EMPÍRICO.

     

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE MIRANDA DE ARAUJO FREIRE
  • Data: 15/08/2013
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  • Um dos grandes desafios da demografia atual é obter estimativas de mortalidade, de
    maneira consistente, principalmente em pequenas áreas. A carência destas informações,
    dificulta ações de saúde pública e leva ao comprometimento da qualidade de
    classificação de óbitos, gerando preocupação por parte dos demógrafos e
    epidemiologistas na obtenção de estatísticas confiáveis da mortalidade no País. Este
    trabalho esta pautado sobre duas linhas de reflexão: uma demográfica e outra estatística,
    considerando também duas áreas de abrangência nos estados da região Nordeste, as
    áreas maiores (mesorregiões), e as pequenas áreas os municípios. Primeiramente será
    implementado o método demográfico Equação Geral de Balanceamento, ou General
    Growth Balance, para corrigir os óbitos observados, nas áreas maiores (mesorregiões)
    dos estados, por estas serem regiões menos propícias a quebra dos pressupostos
    metodológicos. Em seguida será aplicado o método estatístico estimador bayesiano
    empírico, considerando os óbitos corrigidos pelo método demográfico, tendo como
    referência os óbitos observados nas pequenas áreas ( municípios). O objetivo geral é
    obter estimativas de fatores de ajuste de óbitos registrados, para correção da mortalidade
    nos estados da região nordeste em 2010, por município segundo grupos etários,
    utilizando uma combinação do método bayesiano empírico e Equação Geral de
    Balanceamento. A combinação dos métodos tem consigo o efeito de suavização do grau
    de cobertura dos óbitos, fruto da associação do rigor da correção do método
    demográfico Equação Geral de Balanceamento, e a suavização provocada pelo
    estimador bayesiano empírico, com isto supõe-se ter valores mais adequados para os valores
    do grau de cobertura dos óbitos. Os resultados apontam que o grau de cobertura de óbitos,
    para os estados e mesorregiões do nordeste, segundo a combinação dos métodos com os
    seguintes valores: Alagoas (0,88), Bahía (0,90), Ceará ( 0,90), Maranhão (0,84), Paraíba
    (0,88), Pernambuco (0,93), Piauí (0,85) , Rio Grande do Norte (0,89) e Sergipe (0,92).

     

6
  • KALLINE FABIANA SILVEIRA
  • AVALIAÇÃO MULTIDIMENSIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS POR EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) EM NATAL-RN: UMA ANÁLISE DEMOGRÁFICA E EPIDEMIOLÓGICA

  • Orientador : MARIA CELIA DE CARVALHO FORMIGA
  • Data: 23/08/2013
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  •  O rápido processo de envelhecimento populacional, observado no Brasil, tem gerado uma importante demanda para o sistema de saúde, configurando-se em grande desafio para as autoridades sanitárias, particularmente para a implantação de novos modelos e métodos de enfrentamento do problema. No Brasil, a razão de sexo (homens/mulheres) mostra que a proporção de mulheres é bastante superior à de homens, e os aspectos relacionados ao envelhecimento mostram diferenças entre os sexos, ressaltando peculiaridades no envelhecimento também entre eles. Diante disso, o presente estudo tem como objetivos: avaliar a capacidade funcional, identificar os fatores associados à dependência para as atividades da vida diária (AVD) e descrever os perfis socioeconômico, demográfico e de saúde dos idosos atendidos por equipes da saúde da família (ESF) da cidade de Natal-RN. O mesmo foi subdividido em dois artigos: o primeiro aborda a associação entre o perfil sociodemográfico e epidemiológico com a escala de avaliação funcional de Lawton (EL), identificando fatores de risco, enquanto o segundo artigo pretende estabelecer a associação entre a categorização do perfil demográfico com o sexo dos idosos. A fonte dos dados é o resultado de uma pesquisa conduzida por docentes da UFRN nas Unidades de Saúde da Família (USF) em quatro Distritos de Saúde (DS) do município de Natal-RN. É de um estudo transversal de base populacional, com uma amostra não probabilística de tamanho 1068, dimensionada proporcionalmente ao total de idosos atendidos em cada uma das USF dos DS. Os dados foram submetidos a uma análise descritiva exploratória e a testes de associação de qui-quadrado de Pearson, com um nível de significância de 5%. Um modelo de regressão logística foi ajustado, tendo a EL como variável dependente e aquelas que formaram o perfil sociodemográfico e epidemiológico do idoso, como variáveis independentes. As razões de chances, com seus respectivos intervalos de confiança de 95%, foram calculados. Os resultados mostraram associações significantes entre as cada uma variáveis sociodemográficas e epidemiológicas e a EL. A avaliação apontou para uma independência dos idosos, mostrando que a maioria deles não precisa de ajuda para executar tarefas do dia-a-dia. Observou-se uma maior autonomia funcional nas AVD para os idosos jovens ( 60 a 69 anos), que não referiram doenças como AVC, ansiedade, glaucoma e incontinência urinária, bem como não apresentando sinais de depressão.  De modo geral, estas são doenças que demandam atenção especializada, a fim de propiciar melhor qualidade de vida a esse grupo populacional. Espera-se que os resultados desse estudo possam ser aproveitados para potencializar os benefícios de uma velhice mais saudável, através de um acompanhamento eficaz pelas ESF.

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  • MARIA DE FATIMA MIRANDA BARBOSA
  • Envelhecimento populacional: um diagnóstico dos idosos institucionalizados em Natal/RN. 
  • Orientador : MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES
  • Data: 23/08/2013
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  • O processo de envelhecimento populacional vivenciado pela população brasileira concorreu com as transformações nos arranjos familiares, provocando dificuldades quanto aos cuidados ao idoso no ambiente familiar, fato que se constitui como um dos principais motivos para a sua institucionalização. Diante deste cenário, surge a necessidade de investigar como vivem os idosos nas instituições de longa permanência (ILPI’s). Neste estudo, investigaram-se os possíveis determinantes associados a essa institucionalização, em Natal, considerando os aspectos da estrutura, do convívio familiar, econômicos e da saúde e bem-estar do idoso. Desta forma, produziram-se três artigos: Artigo 1: Rio Grande do Norte: quatro décadas rumo ao envelhecimento, visando retratar as mudanças na estrutura etária da população brasileira, enfocando a Região Nordeste e o Rio Grande do Norte, 1980 a 2010; Artigo 2: Revisão da legislação municipal e caracterização das instituições de longa permanência para idosos, com o intuito de revisar a legislação vigente no âmbito municipal, pertinentes aos idosos institucionalizados, e caracterizar as ILPI’s, quanto à estrutura física, recursos humanos, serviços oferecidos e financiamento; Artigo 3: Um diagnóstico da qualidade de vida dos idosos institucionalizados, em Natal/RN, objetivando analisar os aspectos sociodemográficos, assim como avaliar a qualidade de vida destes idosos. Nestes artigos utilizaram-se várias metodologias estatísticas, dentre elas: Teste de Mantel-Haenszel e análise de regressão logística. Os resultados mostraram que o Rio Grande do Norte segue o cenário nacional, visto que entre 1980 e 2000 sua população passou do nível intermediário no processo de envelhecimento populacional para, em 2010, ser considerada como população idosa (IE = 43,6%). Ao longo deste processo, observou-se que Natal vem adequando-se à legislação federal, por meio da criação da Política Municipal, do Conselho Municipal e demais normas pertinentes aos idosos, promovendo mudanças significativas nas ILPI’s. Em 2012, Natal contava com 14 ILPI’s, destas, 54,5% eram particulares, acolhendo 37,2% dos idosos. Contudo, as instituições filantrópicas carecem de melhores recursos para as suas manutenções. Na pesquisa com os idosos, detectou-se que embora a maioria dos idosos tenham se declarado satisfeitos com a vida, estes apresentaram indicadores de deficiência da capacidade funcional (41,8%) e cognitiva (34,3%), comportamento social isolado (67,2%) e depressão (40,3%), comprometendo a qualidade de vida, destes idosos. Estes resultados refletem a necessidade de maiores investimentos do poder público na elaboração, implantação e acompanhamento de políticas públicas, visando promover mudanças que elevem nível da qualidade de vida, deste segmento da população.

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  • DENISE GUERRA WINGERTER
  • REGISTRO DA INFORMAÇÃO SOBRE NASCIDOS VIVOS NO NORDESTE: UMA AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DO SINASC ENTRE 2000 E 2010.

     

  • Orientador : LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
  • Data: 26/08/2013
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  • O conhecimento das informações fidedignas sobre os nascidos vivos e os óbitos de uma determinada população em um determinado período, é indispensável na construção de indicadores demográficos, epidemiológicos, político-sociais e econômicos. Partindo da necessidade da avaliação dos dados do SINASC como fonte de informação confiável sobre nascimentos no Nordeste em 2000 e 2010, do panorama do declínio da fecundidade na região Nordeste e da avaliação da cobertura do Sistema, questiona-se então, se o SINASC, após duas décadas de implantação, atualmente têm informações consolidadas para que possa ser utilizada como fonte para estimativas de indicadores diversos. Objetivos: Avaliar a qualidade das informações provenientes do SINASC nos estados do Nordeste brasileiro e suas microrregiões para os anos de 2000 e 2010, identificando níveis e padrões de fecundidade. Adicionalmente, pretende-se avaliar a TFT e o grau de cobertura do SINASC segundo as condições socioeconômicas das microrregiões do Nordeste, utilizando indicadores sociais, bem como a completude no preenchimento dos campos da Declaração de Nascido Vivo, por meio das lacunas de preenchimento de informações não declaradas. Metodolodia: Os dados utilizados foram os dados do SINASC e os do Censo Demográfico nos anos 2000 e 2010. Para o cálculo dos níveis e padrões da fecundidade pelos dados do SINASC foi utilizada a técnica de cálculo direto, e para os dados do Censo, a técnica P/F de Brass. Para a avaliação das informações sócio-econômicas foi utilizado o Indicador Social de Desenvolvimento Municipal (ISDM), elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para a avaliação da completude das informações do SINASC considerou-se o quantitativo de informações na DVN classificadas como ignoradas ou em branco. Resultados: As informações dos níveis e padrões de fecundidade no ano de 2010 para o Nordeste e Estados são bem demonstradas tanto pelo Censo quanto pelo SINASC, o que evidencia a qualidade da captação das informações do SINASC para os Estados do Nordeste Brasileiro, porém ainda persistem um grande número de microrregiões com TFTs oriundas do SINASC bem abaixo daquelas estimadas pelo Censo, o que demonstra que, para o nível de desagregação de microrregião, os dados do SINASC carecem de um trabalho continuado de qualificação e da coleta das informações. Na análise das condições sócio-econômicas, corrobora-se a literatura, evidenciando que as localidades com menores condições sociais são as que detém as maiores TFT’s, e os piores níveis de cobertura do SINASC. Para as informações da completude dos itens da DNV, observou-se a melhoria do SINASC neste período, embora alguns itens ainda careçam de atenção, como a informação sobre ocupação da mãe.

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  • ITALO MEDEIROS DE AZEVEDO
  • Família, aluno e professor: As forças tipológicas da educação básica na Região Metropolitana de Natal

  • Orientador : MOISES ALBERTO CALLE AGUIRRE
  • Data: 29/08/2013
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  • Esta dissertação foi desenvolvida na linha de pesquisa: “O habitus de estudar: construtor de uma nova realidade na educação básica da região metropolitana de Natal” a qual está sendo desenvolvida com o apoio da CAPES junto ao Observatório da Educação. Atua, especialmente, no problema do desempenho escolar dos alunos da educação básica da rede pública da Região Metropolitana de Natal (RMN). Dessa forma, o objetivo central deste trabalho é construir uma tipologia dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental, que frequentavam a rede pública de ensino (estadual ou municipal) da RMN, 2009, e avaliar, segundo esses perfis, quais características pessoais do estudante e de seus familiares: econômica, social e de capital cultural, bem como de práticas docentes; geram perfis (ambientes) capazes de favorecer um bom desenvolvimento educacional, avaliando-os através do desempenho obtido nas avaliações de matemática e língua portuguesa. Os dados utilizados foram os disponibilizados através dos microdados da Prova Brasil 2009 (SAEB), realizada pelo INEP. Utilizou-se o método Grade of Membership (GoM) para construção dos perfis de pertinência dos alunos segundo suas características. De posse desses perfis foi possível verificar, quais efetivamente eram geradores de bons desempenhos escolares nos componentes curriculares avaliados. Os achados indicam que os alunos classificados no perfil considerado como de ambiente bom, conseguiram obter melhor desempenho escolar tanto em língua portuguesa como em matemática, quando comparados com os perfis extremos adverso e deficitário.

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