Apresentação

1. Breve apresentação do curso

O curso será estruturado sob a forma de bacharelado, para formar bacharéis em saúde
coletiva. O seu funcionamento se dará preferencialmente no turno noturno. Como os serviços
de saúde (excetuando-se os hospitais) têm um funcionamento majoritariamente diurno e as
atividades também ocorrem neste turno, o Estágio Supervisionado e as demais atividades
práticas (em serviços conveniados com a UFRN) serão realizados predominantemente fora do
horário regular de aulas (noturno).
A duração do curso foi inicialmente pensada para quatro (04) anos, com carga horária
total de 2910 horas/aula, sendo 2730 horas obrigatórias e 180 horas optativas. Após a
mudança no Regulamento dos Cursos Regulares de Graduação da UFRN (Resolução nº
171/2013 - CONSEPE), que entrou em vigor em 2014, houve a necessidade de revisão da
estrutura curricular. Na proposta atual, o curso possui carga horária obrigatória de 2930
hora/aula. Em relação à carga horária optativa, segundo o regulamento da UFRN, os cursos de
graduação devem ter pelo menos 10% da carga horária total como componentes curriculares
optativos. Por essa razão, a carga horária de optativa foi elevada de 180 horas para 325 horas.
Essas adequações elevaram a carga horária total do curso para 3225 horas. Cabe ressaltar que
a maioria dos cursos de graduação em Saúde Coletiva no Brasil possuem carga horária total
semelhante ou superior e as DCN preconizam uma carga horária mínima de 3200 horas. Com
esse aumento de carga horária total, a duração do curso foi estendida para quatro anos e
meio. Essa foi uma alternativa pensada também para acomodar na estrutura curricular uma
maior oferta de disciplinas optativas, que na estrutura anterior dificultava a integralização da
carga horária mínima de disciplinas optativas no turno noturno.

 

A iniciativa de criar o Curso de Graduação em Saúde Coletiva na UFRN, surgiu como
decorrência da identificação de uma situação-problema e de um contexto favorável à sua
realização, que pode ser descrito pela articulação de:
Um problema: A ausência de profissionais graduados aptos para a atuação nas
organizações e sistemas de saúde;
A existência de uma demanda reprimida em busca desta formação;
A experiência acumulada pelo DSC em duas décadas, na realização de cursos de
especialização na área de gestão da saúde, entre outros;
A oportunidade oferecida pelo REUNI de ampliação do ensino de graduação;
A centralidade atribuída pelo Ministério da Saúde ao papel de uma gestão qualificada para
induzir as mudanças necessárias ao setor.
O crescimento do setor saúde no Brasil nas últimas décadas, devido especialmente à
expansão da oferta de serviços e implantação das redes descentralizadas e regionalizadas do
Sistema Único de Saúde (SUS), centradas nos princípios da universalidade e da integralidade, e
acompanhadas pela expansão da oferta de serviços de assistência médica pelo setor privado
em todas as regiões do país, trouxe para o sistema de saúde inúmeros desafios de natureza
complexa. Estes se constituíam especialmente como necessidade de qualificação dos
processos de gestão. Tais desafios são, em parte, relacionados às inovações tecnológicas (que
crescem em ritmo exponencial) e às atuais políticas de saúde reformistas. Estas reorientaram
as práticas de saúde, com impacto nos setores público e privado, nos modelos assistenciais e
de gestão. Além disso, serviram de base para as reflexões que levaram ao desenvolvimento
teórico-conceitual próprio do campo da saúde, especialmente da Saúde Coletiva, configurando
a natureza específica das práticas de gestão da saúde.
Convém destacar a relevância da experiência acumulada pelo DSC e pelo NESC, nos
últimos vinte anos, na formulação e execução de cursos na área de Saúde Coletiva, cuja
especificidade advém da característica singular do objeto de intervenção: o processo saúdedoença individual e coletivo, suas transformações epidemiológicas e a complexidade crescente
do sistema de saúde. Esta última implica na necessidade de incorporação de tecnologias
diversas e na natureza dos saberes e práticas em saúde que devem subsidiar as atividades de
gestão deste setor, exigindo destes profissionais competências e habilidades particulares, com
especificidades não contempladas nos cursos de Administração. O Ministério da Saúde, o
Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias
Municipais de Saúde (CONASEMS), entre outras instituições, têm ressaltado a carência de

profissionais habilitados para exercer a gestão de sistemas e serviços de saúde como um dos
grandes obstáculos para a descentralização do sistema, a resolutividade dos serviços e a
eficácia das ações de saúde. Os relatórios das Conferências de Saúde em todo o país reforçam
este diagnóstico e propõem a profissionalização da gestão em saúde como uma diretriz para as
políticas do setor.
O sucesso de cursos de pós-graduação em Saúde Coletiva, a demanda das secretarias
estaduais e municipais de saúde do RN e de estados vizinhos por esses profissionais continuou
a crescer e a se diversificar, incluindo nos últimos anos, demandas do setor privado. Estas
demandas expressavam fortemente a necessidade de formar profissionais para a gestão em
saúde, tendo em vista que os cursos de administração não contemplavam as especificidades
do perfil do gestor necessário ao setor, evidenciando-se um amplo mercado.
Neste contexto, o Ministério da Saúde insistia na necessidade de se dar um passo
adiante no sentido da qualificação da gestão, componente indispensável para dar
continuidade aos processos complexos de uma política de descentralização e democratização
das instâncias de gestão, que se multiplicavam, no setor saúde, pelo país. Os problemas e as
necessidades de saúde, os grandes avanços tecnológicos do setor, as iniquidades na
distribuição e alocação dos recursos, as novas tecnologias de informação e comunicação, a
legislação sanitária em vigor, as diretrizes das políticas setoriais, as mudanças rápidas e a
incerteza que caracterizam o mundo contemporâneo, trazem enormes desafios para a gestão
em saúde e exigem uma formação compatível com a complexidade do contexto histórico.
Nesse sentido, a graduação em Saúde Coletiva ao assegurar vagas de forma contínua,
para um público alvo que não se restringe aos profissionais já inseridos na rede e contando
com uma carga horária maior que a dos cursos de especialização, atende de forma mais
adequada às necessidades e exigências de uma formação específica, continuada e consistente.
Em consonância com as propostas do REUNI, este curso representa um mecanismo de inclusão
social por ser predominantemente noturno, permitindo ao estudante conciliar estudos e
trabalho. Ao oferecer as bases materiais para a realização do curso, o REUNI permitiu que o
DSC inovasse e consolidasse a missão da UFRN de educar, produzir e disseminar os saberes
universais, contribuindo para o desenvolvimento humano e comprometendo-se com a justiça
social, a democracia e a cidadania. Através desse novo curso de graduação, a UFRN está
cumprindo o seu papel, contribuindo para a melhoria dos processos de gestão do setor saúde,
como também para a melhoria da qualidade de vida e de saúde da nossa população




Coordenação do Programa: ANA TANIA LOPES SAMPAIO

Telefone/Ramal: (84) 3342-2275/236

E-mail: coord.gestao@outlook.com

Título do Profissional: Nenhum conteúdo disponível até o momento Área de Conhecimento CNPQ: Ciências da Saúde Convênio Acadêmico : Nenhum conteúdo disponível até o momento Modalidade de Curso: Presencial
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  • 09/01/2019 - 18/01/2019 · Matrícula para o período 2019.1.
  • 11/02/2019 · Início do período letivo 2019.1.
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