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Banca de DEFESA: DENISE EVELYN MENDONÇA PIMENTEL

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DENISE EVELYN MENDONÇA PIMENTEL
DATA : 04/08/2023
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência via PPGDem/UFRN
TÍTULO:

Seletividade marital por idade entre casais heterossexuais no Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

Seletividade marital ; Idade ; Gênero; Casamento ;   Mercado de casamento


PÁGINAS: 137
RESUMO:

O diferencial de idade entre cônjuges tem implicações importantes em uma série de contextos – nos padrões de uniões conjugais, nas relações de gênero, estabilidade dos casamentos e nas conformações das famílias. Este trabalho investiga os principais fatores associados aos diferenciais de idade entre os casais heterossexuais no Brasil, bem como, suas variações segundo as características sociodemográficas de homens e mulheres, por microrregiões. Utilizou-se dados do registro civil referente ao período de 1990 a 2019 e os Censos Demográficos de 1991 a 2010. A partir das diferenças de idade entre os cônjuges, os casais foram classificados em homogâmicos, hipergâmicos e hipogâmicos. As chances de homens e mulheres estarem em um relacionamento heterogâmico em comparação a um homogâmico foram analisadas considerando os seguintes fatores: idade, condição de migração, escolaridade, situação do domicílio, tipo de união, raça/cor, PIB e taxa de urbanização das microrregiões. Entre os principais resultados destaca-se a redução na proporção de casais nos quais os homens são os mais velhos, acompanhada de um aumento de casais cujas mulheres são mais velhas que seus cônjuges, independente do estado civil. Houve também um aumento da homogamia e hipogamia nos casamentos em que ambos os cônjuges são solteiros. A postergação dos casamentos foi identificada como um dos fatores que contribui para mudanças nos padrões de diferenças de idade. A hipogamia foi mais comum nas uniões consensuais. Ao analisar a variação de casais homogâmicos, hipergâmicos e hipogâmicos entre microrregiões, observou-se uma associação positiva entre o aumento na idade média ao casamento das mulheres e uma alta proporção da população feminina acima dos 25 anos com ensino superior completo para predominância de casais hipogâmicos. Outros resultados associados a indicadores de autonomia feminina e aspectos socioeconômicos indicam que a formação de casais hipogâmicos não está necessariamente relacionada a regiões desenvolvidas economicamente. A formação de casais homogâmicos foi negativamente associada a um alto percentual de homens e migrantes na população, enquanto o PIB per capita apresentou uma correlação positiva nessa formação. Casais hipergâmicos apresentaram uma associação positiva com a predominância de homens na população e alto percentual de migrantes. Em relação aos aspectos econômicos, observou-se uma relação negativa para o PIB per capita e taxa de urbanização. Considerando as características sociodemográficas dos cônjuges, os resultados indicam que homens e mulheres com ensino superior completo têm menos probabilidade de serem hipogâmicos e hipergâmicos em comparação aos homogâmicos. Mulheres migrantes têm maior probabilidade de se relacionarem com um homem mais jovem, enquanto homens migrantes são mais propensos a se relacionarem tanto com mulheres mais velhas quanto com as mais jovens, em comparação aos da mesma idade.    


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1016026 - JOSE VILTON COSTA
Interna - 1225734 - JORDANA CRISTINA DE JESUS
Interna - 1715284 - LUANA JUNQUEIRA DIAS MYRRHA
Interno - 1880578 - RICARDO OJIMA
Externa à Instituição - MARIA CAROLINA TOMÁS - PUCMinas
Externa à Instituição - GLAUCIA DOS SANTOS MARCONDES - UNICAMP
Notícia cadastrada em: 31/07/2023 17:21
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