Banca de DEFESA: MARIA AUXILEIDE DA SILVA OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA AUXILEIDE DA SILVA OLIVEIRA
DATA : 27/03/2024
HORA: 15:00
LOCAL: platarforma de Webconferência
TÍTULO:
ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: CULTIVANDO NOVAS SEMENTES A PARTIR DAS HISTÓRIAS DE VIDAS DOS ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

PALAVRAS-CHAVES:
Ensino Superior. Acessibilidade. Estudante com deficiência.

PÁGINAS: 312
RESUMO:
Esta tese consiste em um estudo sobre acessibilidade e inclusão na educação superior, na
perspectiva do olhar do estudante com deficiência no âmbito da Universidade Federal do
Acre(UFac). Parte do entendimento que as pessoas com deficiência devem ser protagonistas da
própria história. Dessa forma, objetivou analisar as narrativas do estudante com deficiência na
sua trajetória acadêmica, levando em conta, as políticas de inclusão, dirigidas a eles, no âmbito
da Ufac. Trata-se de uma abordagem, de cunho qualitativo, através da pesquisa narrativa, tendo
como método a história de vida. Também empregamos no sentido de complementar e
proporcionar informações importantes para este estudo, a técnica de amostragem "Bola de
neve" (SNOWBALL). Participaram do estudo oito estudantes com deficiência, bem como, seis
participantes indicados por esses estudantes como facilitadores de seu processo de inclusão na
educação superior, via o snowball. Para análise das entrevistas empregamos a análise temática.
Foi realizada ainda análise dos documentos da instituição, como: PDI (2020-2024), Regimento
Geral da Ufac (2013) e Ufac em números (2022). Os resultados da pesquisa revelam para que
a cultura inclusiva possa ser incorporada na Ufac é importante que o PDI, exponha em suas
diretrizes e metas, respectivamente, ações que promovam acessibilidade em todas as suas
dimensões pelas diversas instâncias da administração (Pro-Reitorias, Centros acadêmicos,
Diretorias, entre outros). Para além da legalidade da questão, a Ufac precisa incorporar os
princípios da inclusão e da acessibilidade em suas políticas e práticas institucionais. Para isso é
preciso que a instituição esteja aberta ao diálogo e a transformação de paradigmas. Atinente as
ações adotadas pelo NAI para a permanência do estudante com deficiência na Ufac, as análises
manifestam, que as ações do NAI, estão atreladas ao Programa Nacional de Assistência
Estudantil (PNAES), que desenvolvem ações através dos programas: - Programa de Monitoria
e Tutoria para Apoio ao Estudante Público-Alvo da Educação Especial (PROMTAED);:
Programa de Apoio às Ações de Acessibilidade (Pró-Acessibilidade) ;Programa de Incentivo
ao Acadêmico Público-Alvo da Educação Especial (Pró-Pcd). Concernente o ingresso na
educação superior, as narrativas dos estudantes participantes, que os recursos solicitados foram
suficientes para a realização do Enem, e a lei de cotas contribui para a inclusão desse público
na educação superior. Ainda sobre os resultados é possível destacar as dificuldades dos
estudantes devido à ausência práticas pedagógicas inclusivas em sala de aula, o papel
fundamental dos alunos-monitores, o indício da necessidade de formação de professores e a
existência de capacitismo no cotidiano da universidade. Os estudantes verbalizaram sobre a
falta de material adequada, questões relacionadas a hábitos de estudos, à quantidade de
conteúdo e ao ritmo das atividades, bem como sugeriram um acompanhamento mais preciso
pelo NAI do trabalho dos monitores. Considerando a aplicabilidade das políticas públicas
inclusivas para a permanência do estudante com deficiência na educação superior, no contexto
da Ufac, conforme as narrativas dos participantes, não é possível assegurar que, temos uma
universidade inclusiva. Muitas barreiras, dificultam para que a inclusão se efetive de fato na
Ufac, mas os estudantes participantes da pesquisa relevaram seu protagonismo e sua resiliência
em meio às adversidades. Apesar das normativas estabelecidas no Brasil, a realidade
apresentada pelos estudantes entrevistados demonstra falhas importantes na efetivação dessas
ações no contexto da Ufac, principalmente no que se refere às dimensões de acessibilidades
atitudinal; arquitetônica; comunicacional e informacional e pedagógica. Destarte, a efetivação
da acessibilidade ao conhecimento não depende apenas de direitos garantidos em legislações,
mas, sim, na quebra de paradigmas e preconceitos que ainda permanecem nos meios
acadêmicos.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1756133 - RITA DE CASSIA BARBOSA PAIVA MAGALHAES
Interna - 1714249 - MARIA APARECIDA DIAS
Externa ao Programa - 1543230 - ELIANA COSTA GUERRA - UFRNExterna à Instituição - MARCIA TORRES NERI SOARES - UNEB
Externa à Instituição - SINARA MOTA NEVES DE ALMEIDA - UNILAB
Notícia cadastrada em: 27/03/2024 13:13
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