Banca de DEFESA: ALANA TAMIRES FERNANDES DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALANA TAMIRES FERNANDES DE SOUZA
DATA : 31/08/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Webconferência
TÍTULO:

RACHEL CARSON E A PRIMAVERA SILENCIOSA: ANÁLISE HISTÓRICOEPISTEMOLÓGICA PARA UM SABER SOBRE CIÊNCIAS


PALAVRAS-CHAVES:

Rachel Carson; Primavera Silenciosa; Bruno Latour; Ensino de Ciências; Saber sobre ciências.


PÁGINAS: 162
RESUMO:

É possível enxergar nossa sociedade sem a interferência da ciência? É possível separar a ciência da política? Em tempos de pandemia, podemos ver como a ciência é capaz de apresentar soluções para problemas de saúde pública, além disso, perceber como essa atuação se dá de forma bastante imbricada com interesses políticos e econômicos. A área de educação científica tem modificado suas abordagens na tentativa de oferecer um ensino de ciências que supere a mera abordagem de conteúdos, trazendo aspectos contextuais históricos, filosóficos e sociológicos que elucidam outros elementos que compõe o fazer científico. Neste trabalho, nos ancoramos nos estudos que pautam um Saber sobre Ciências ou Natureza da Ciência (NdC) para pensar a utilização de um caso histórico que possibilite uma discussão históricoepistemológica sobre a prática científica. Para isso, recorremos ao episódio vivenciado pela bióloga estadunidense Rachel Carson (1907- 1964), que foi acusada de pseudocientista ao publicar o livro Primavera Silenciosa (1962). Ao denunciar os riscos por trás da utilização indiscriminada de agrotóxicos nos Estados Unidos do pós-guerra, Rachel é alvo de diversas críticas que buscavam deslegitimar a validade de seu trabalho, no entanto, a disseminação da obra se deu de maneira tão expressiva que até hoje Rachel é considerada como mãe do movimento ambiental moderno. Em nossa análise, nos orientamos pela perspectiva sobre as ciências defendida pelo filósofo Bruno Latour, que ao afirmar que jamais fomos modernos, abre margem para que as concepções de progresso e constituição de uma ciência neutra, dissociada da cultura e integralmente objetiva sejam questionados. As ideias de Latour nos ajudam a perceber outros elementos do caso Rachel Carson, ao propor sua Teoria Ator-Rede (TAR) como exercício de olhar para os eventos sociais incorporando atores humanos e não-humanos. Nossa análise é ampliada e corrobora os argumentos defendidos por Latour, quando trazemos, num segundo momento, algumas considerações defendidas pela ecofeminista Carolyn Merchant em diálogo com o Manifesto Ciborgue de Donna Haraway. Merchant apresenta sua concepção de morte da natureza ao esboçar as formas como a Revolução Científica e seus representantes mobilizaram formas distintas de lidar com a natureza, priorizando os ideais mecanicistas. O percurso que trilhamos nesse texto tem a intenção de estabelecer um diálogo analítico entre os autores consultados com a conturbada passagem de Rachel pelo universo das ciências. Compreendemos que esse caso é mobilizador de vários tópicos de discussão que interessam aos defensores de uma educação científica que paute o fazer científico de forma mais complexa e crítica, evidenciando as formas como a ciência se relaciona com aspectos da subjetividade, da política e do feminino.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - THIAGO DA SILVA PERON - IFMG
Presidente - 1451196 - ANDRE FERRER PINTO MARTINS
Externo à Instituição - ANDRÉIA GUERRA DE MORAES - CEFET/RJ
Externa ao Programa - 1169920 - BERNADETE BARBOSA MOREY
Externa ao Programa - 1678883 - CIMONE ROZENDO DE SOUZA
Notícia cadastrada em: 06/08/2021 16:27
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