Banca de DEFESA: IZAAC CABRAL NETO - (Retificação)

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: IZAAC CABRAL NETO

DATA: 25/02/2011

HORA: 09:00

LOCAL: Auditório do Laboratório de Geologia e Geofísica de Petróleo - LGGP

TÍTULO:

Beachrocks no Rio Grande do Norte: Correlação entre o Depósitos Costeiros e os de Zona Costa Afora com Base na Faciologia , Petrografia e Diagênese.


PALAVRAS-CHAVES:

beachrocks, microfácies, diagênese, variações do nível do mar, Rio Grande do Norte.


PÁGINAS: 125

GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra

ÁREA: Geociências

RESUMO:

 

Beachrocks são rochas sedimentares formadas pela cimentação de sedimentos praiais por carbonato de cálcio – em especial, calcita e/ou aragonita – em zona de estirâncio. A ocorrência dessas rochas é bastante comum em diversas partes do globo, sobretudo em regiões com latitudes inferiores a 40º. O Rio Grande do Norte possui grande quantidade de beachrocks, os quais afloram tanto em regiões costeiras quanto em zona costa-afora. Os depósitos de beachrocks de zona costeira do referido estado têm sido estudados por diversos autores, os quais abordaram os mais variados temas desde o início do século XX. Por outro lado, os depósitos de zona costa-afora – apesar de terem sido estudados por poucos autores – têm ganhado atenção apenas nos últimos anos. Porém, nenhum trabalho até o presente fez algum tipo de estudo comparativo de cunho geológico entre os corpos de beachrocks presentes em ambas as zonas: costeira e costa-afora. Sendo assim, a presente dissertação teve o intuito de correlacionar os corpos de beachrocks que afloram em zona costeira aos que estão atualmente dispostos em zona costa-afora, próximo a isóbata de 25 m, levando em consideração seus aspectos petrográficos, diagenéticos e sedimentológicos. Para isso, foram percorridos cerca de 260 km de litoral, correspondendo ao trecho entre os municípios de Extremoz e Tibau, em busca de afloramentos de beachrocks. Seções colunares foram confeccionadas e amostras coletadas em estações de amostragem representativas da zona costeira, ao passo que da zona costa-afora apenas seções delgadas foram analisadas. Trabalhos disponíveis na literatura sobre o tema e área em pauta também foram utilizados. A partir dos dados levantados, observou-se que os beachrocks são formados por diferentes camadas ao longo de um perfil vertical. Estas camadas são claramente identificadas em afloramento pela diferença existente na composição, textura e estruturas sedimentares peculiares a cada uma delas. Seções delgadas foram confeccionadas e analisadas a partir de amostras coletadas nas diferentes camadas de diversos afloramentos. Um afloramento foi escolhido como “afloramento modelo” – sendo este o de São Bento do Norte – por apresentar a maior espessura de rocha aflorante (1,9 m). Este tem sido muito bem estudado tanto no corrente trabalho quanto em trabalhos de outros autores. A este foram comparados todos os outros afloramentos analisados. A partir da análise micropetrográfica, foram identificadas 03 microfácies para os beachrocks do Rio Grande do Norte, sendo elas: Quartzarenítica (< 2,9% de bioclastos), Quartzarenítica Bioclástica (entre 3 e 9,9% de bioclastos) e Bio-quartzarenítica (> 10% de bioclastos). Associando essas microfácies às análises sedimentológicas realizadas foi possível propor que as microfácies Quartzarenítica e Bio-quartzarenítica foram depositadas em zona de foreshore enquanto que a microfácies Quartzarenítica Bioclástica foi depositada em zona de shoreface superior. A história diagenética dos beachrocks estudados é marcada por quatro principais processos: compactação mecânica, cimentação, dissolução e geração de porosidade secundária, e oxidação. Dentre esses, o processo de cimentação é o mais importante, sendo caracterizado por precipitação de cimento de calcita rica em Mg sob cinco morfologias, a saber: cutículas criptocristalinas, franjas prismáticas isópacas, calcita espática microcristalina, calcita espática equante e agregados pseudo-peloidais. Todas estas morfologias foram formadas durante o estágio de eodiagênese, nas zonas freática marinha ativa ou freática meteórica ativa, corroborando assim com a idéia de que beachrocks têm sua litificação completa a pequenas profundidades. Associando as análises microfaciológicas às diagenéticas foi possível sugerir que a sucessão vertical de camadas vista em alguns beachrocks costeiros representam registros variações de mais alta frequência do nível do mar durante o Holoceno. A partir daí, baseando-se em informações obtidas através de curvas de variação do nível do mar no Holoceno no Rio Grande do Norte, disponíveis na literatura, e na correlação aqui realizada entre os beachrocks costeiro e aqueles de zona costa afora, foi possível inferir que estes últimos representam uma antiga linha de costa formada a idades relativas superiores a 8.000 anos A.P.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2218779 - HELENICE VITAL
Externo à Instituição - LUCIANO HENRIQUE DE OLIVEIRA CALDAS - PETROBRAS
Externo ao Programa - 277437 - MARCELA MARQUES VIEIRA
Presidente - 1149363 - VALERIA CENTURION CORDOBA
Notícia cadastrada em: 02/02/2011 11:13
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