Banca de DEFESA: ELISSANDRA NASCIMENTO DE MOURA LIMA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: ELISSANDRA NASCIMENTO DE MOURA LIMA

DATA: 08/01/2011

HORA: 08:30

LOCAL: Auditório do Laboratório de Geologia e Geofísica de Petróleo - LGGP

TÍTULO:

Tectônica Pós-Rifte na Bacia Potiguar


PALAVRAS-CHAVES:

Tectônica, Bacia Potiguar, Mesozoico e Cenozoico.


PÁGINAS: 162

GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra

ÁREA: Geociências

RESUMO:

Os estudos sobre as bacias sedimentares brasileiras se concentram em sua fase rifte, enquanto a fase pós-rifte tem sido considerada um período de pouca atividade. A sequência pós-rifte da Bacia Potiguar, no extremo nordeste brasileiro, já foi considerada pouco deformada, contudo, inúmeros trabalhos vêm demonstrando como ela é afetada por importantes sistemas de falhas. A finalidade geral desta tese é caracterizar a tectônica pós-rifte na Bacia Potiguar. Os objetivos específicos são: caracterizar as unidades sedimentares cenozoicas aflorantes e a tectônica associada; evidenciar como o Sistema de Falhas de Afonso Bezerra deformou rochas aflorantes da Bacia; descrever deformação em sedimentos inconsolidados nos conglomerados dos Depósitos Aluviais quaternários do Rio Açu. Análises de fácies, estudos granulométricos, datação por luminescência, sensoriamento remoto, mapeamento estrutural, geofísica rasa (georadar), análises de paleotensões e petrografia foram realizados. O mapeamento estrutural e as secções de georadar indicaram que os sistemas de falhas Carnaubais e Afonso Bezerra formaram juntas, falhas silicificadas e não-silicificadas e bandas de deformação, afetando principalmente as formações Açu, Jandaíra e Barreiras. Os dados petrográficos indicam que a forte silicificação deu às falhas um caráter selante. O estudo de paleotensões indica dois campos de tensões afetando a Bacia: o primeiro, com compressão N-S, atuou do Neocretáceo ao Mioceno; o segundo, com compressão E-W, atua do Mioceno ao presente. Constatou-se que o Sistema de Falhas de Afonso Bezerra foi reativado em períodos pós-campanianos e afeta todas as unidades litoestratigráficas pós-rifte da Bacia Potiguar, inclusive as coberturas quaternárias. O estudo sobre deformação em sedimentos inconsolidados indica que esta é similar na morfologia e no tamanho aos exemplos modernos de estruturas de deformação sismicamente induzida em sedimentos grossos. Idades por TL e LOE indicam que a deposição dos sedimentos e a deformação associada ocorreram pelo menos seis vezes entre aproximadamente 352 Ka e 9 Ka. Enfim estes estudos demonstram quão recente é a tectônica na Bacia Potiguar.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DILCE DE FÁTIMA ROSSETTI - INPE
Presidente - 350640 - FRANCISCO HILARIO REGO BEZERRA
Interno - 1161652 - FRANCISCO PINHEIRO LIMA FILHO
Externo à Instituição - NOBERTO MORALES - UNESP
Externo à Instituição - PEDRO XAVIER NETO - PETROBRAS
Notícia cadastrada em: 23/12/2010 11:43
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