Banca de QUALIFICAÇÃO: BÁRBARA FERREIRA RAPOZO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BÁRBARA FERREIRA RAPOZO
DATA : 16/07/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do LGGP I
TÍTULO:

Análise Estratigráfica, Estrutural e de Atributos Sísmicos do Levantamento 3D da Sub-bacia de Brejo das Freiras (Bacia do Rio do Peixe, NE do Brasil)


PALAVRAS-CHAVES:

Bacia do Rio do Peixe; Rifte; Atributos Sísmicos; Tratos de Sistemas Tectônicos


PÁGINAS: 30
RESUMO:

A Bacia do Rio do Peixe corresponde a um rifte intracontinental instalado na Província Borborema durante o Eocretáceo e pertencente ao Sistema de Riftes Interiores do Nordeste do Brasil. O semi-graben de Brejo das Freiras (sgBF) é um dos principais depocentros da bacia e apresenta uma evolução tectonoestratigráfica própria, desenvolvido sob um regime de distensão NW-SE, controlado pela reativação frágil de estruturas pré-cambrianas. O sgBF exibe uma geometria aproximadamente elíptica em planta, cujo eixo maior está orientado na direção NE-SW, e é limitado a SE pela falha de Brejo das Freiras, de rejeito normal, direção geral NE-SW e mergulho para NW (com variações para WNW e NNW). Em sua extremidade sul, a falha de Brejo das Freiras apresenta rejeito oblíquo (normal + direcional sinistral), funcionando como uma rampa oblíqua. A interpretação de dados sísmicos 3D provenientes na porção SE do referido semi-graben, que foi precedida por uma etapa de tratamento de dados empregando técnicas de filtragem e análise de atributos sísmicos, possibilitou uma caracterização mais detalhada do arcabouço estrutural e estratigráfico da região. A interpretação sismoestrutural visa a caracterizar em subsuperfície as estruturas frágeis relacionadas à implantação da bacia, bem como seu papel na deformação da seção sedimentar. A geometria, o arranjo em degraus da falha de Brejo das Freiras e o efeito da propagação e do arrasto nas camadas são responsáveis pelo desenvolvimento de dobras no bloco do teto da falha, essencialmente originadas pelo mecanismo de bending. A interpretação sismoestratigráfica baseou-se na análise de terminações dos refletores, padrões de sismofácies e sua geometria externa, permitindo reconhecer superfícies cronoestratigráficas importantes, interpretar processos e sistemas deposicionais, além de definir tratos de sistemas tectônicos. O entendimento dos episódios de progradação e retrogadação de sistemas provenientes da margem flexural e da borda falhada contribui para a compreensão da atividade tectônica da bacia, uma vez que nos riftes, a tectônica é o principal fator controlador das taxas de criação de espaço de acomodação e de aporte sedimentar. A geometria em cunha do sgBF fica evidente na seção analisada e o espessamento dos estratos contra a falha de borda revela o caráter sintectônico da deposição.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2490483 - ALEX FRANCISCO ANTUNES
Externa ao Programa - 1884342 - DEBORA DO CARMO SOUSA
Presidente - 1149363 - VALERIA CENTURION CORDOBA
Notícia cadastrada em: 02/07/2019 13:43
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