Banca de QUALIFICAÇÃO: IGOR LEONARDO GUERRA GALVÃO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IGOR LEONARDO GUERRA GALVÃO
DATA : 11/07/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 01 PPGG
TÍTULO:

ESTUDO DA ELEVAÇÃO DO RIO GRANDE COM BASE EM MÉTODOS GEOFÍSICOS E DADOS DE SATÉLITE


PALAVRAS-CHAVES:

Elevação do Rio Grande; Lineamento Cruzeiro do Sul; Oceano Atlântico Sul; Métodos Potenciais; Dados Geofísicos Globais; Arcabouço Estrutural; Zonas de Fraturas Oceânicas.


PÁGINAS: 32
RESUMO:

A Elevação do Rio Grande (ERG) é um grande platô vulcânico, formado a partir da intensa atividade magmática associada à Pluma Tristão da Cunha- Ilhas Gough, que modifica de forma considerável o acamamento planar do domínio abissal oceânico na porção ocidental do Atlântico Sul. A ERG é cortada por um rifte de orientação NW-SE (denominado Cruzeiro do Sul), que se desenvolveu em uma zona de acomodação aos esforços extensionais provenientes da expansão do assoalho oceânico, e que possui cerca de 30 km de largura e profundidade de mais de 2.000 m. A pesquisa consiste numa cartografia geofísica regional da elevação com base em dados gravimétricos e magnéticos provenientes de bancos de dados globais produzidos por parcerias entre instituições de pesquisa ao redor do mundo. As interpretações preliminares mostram que a elevação é representada por valores de anomalias gravimétricas bouguer da ordem de 280 mGal, chegando até um valor de 445 mGal nas bordas dos segmentos oeste e leste da elevação. Esses valores indicam uma deficiência de massa comparada com as regiões adjacentes, que possuem altos valores de anomalias bouguer e estão associadas a distribuição das Bacias Oceânicas do Brasil e da Argentina. Os valores das anomalias bouguer nessas bacias oceânicas variam entre 480 mGal, nas porções mais distais dos principais depocentros das bacias, e 545 mGal, nas áreas mais profundas das mesmas. O lineamento Cruzeiro do Sul é representado por uma extensa anomalia ar-livre negativa (-130 mGal). Além disso, os dados magnéticos permitiram delinear a continuidade, em direção a margem continental brasileira, de algumas das inúmeras zonas de fraturas oceânicas que cortam a região da elevação e que são de difícil percepção (nos dados gravimétricos e batimétricos) em áreas com grandes espessuras sedimentares ou onde existam grandes feições fisiográficas que as mascaram, como na região da ERG. Esses dados evidenciaram inúmeras reativações de zonas transformantes preexistentes após a formação do rifte, visto que muitas dessas zonas de fraturas oceânicas coincidem com inflexões ao longo desse extenso rifte que se formou sobre a ERG.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1315614 - DAVID LOPES DE CASTRO
Interno - 350640 - FRANCISCO HILARIO REGO BEZERRA
Interno - 349684 - WALTER EUGENIO DE MEDEIROS
Notícia cadastrada em: 08/07/2016 13:34
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