Banca de DEFESA: ROGERIO CAVALCANTE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROGERIO CAVALCANTE
DATA: 30/01/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Laboratório de Geologia e Geofísica do petróleo - LGGP
TÍTULO:

PETROLOGIA E GEOLOGIA ESTRUTURAL DO PLÚTON GRANÍTICO BARCELONA, PROVÍNCIA BORBOREMA, NE DO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

DOMÍNIO SÃO JOSÉ DO CAMPESTRE, PLÚTON GRANÍTICO BARCELONA, QUÍMICA MINERAL, PETROLOGIA, GEOLOGIA ESTRUTURAL

 


PÁGINAS: 155
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Geociências
RESUMO:

A presente dissertação procurou avançar no conhecimento geológico das rochas do Plúton Granítico Barcelona (PGB), corpo esse que está localizado na região que abrange o Domínio Rio Grande do Norte (DRN) na sua porção leste, no denominado Subdomínio São José do Campestre (SJC) (Província Borborema, NE do Brasil). O objetivo principal foi compreender a evolução geológica das rochas desse plúton, do ambiente de geração do magma até o ambiente em que o mesmo foi alojado. O Plúton Granítico Barcelona (PGB) localiza-se na porção oeste do Subdomínio São José do Campestre, porção leste do Domínio Rio Grande do Norte na Província Borborema, possui área aflorante de aproximadamente 260 km2, com idade Ediacarana presumida. O PGB é formado por três fácies petrográficas/texturais distintas: (a) granito porfirítico (biotita monzogranitos) dominante; (b) os diques e sheets de microgranitos (biotita granodioritos); e (c) rochas de composição máfica a intermediária (dioríticas a quartzo-dioríticas) que ocorrem essencialmente como enclaves. A fácies granito porfirítico possui plagioclásio (oligoclásio com An25-20%), K-feldspato (microclina pertítica) e quartzo compondo sempre mais de 70% modal. Biotita e anfibólio são os minerais máficos dominantes, epídoto, titanita, allanita, opacos, zircão e apatita, os acessórios.  As rochas do PGB possuem as seguintes estruturas: (i) uma trama magmática (Smag) dominante com direção NE-SW e NW-SE, acompanhado por uma lineação magmática (Lmag) mergulhando suavemente para NE-SW e NW-SE, principalmente. Na porção sul do PGB, destaca-se padrão concêntrico desta foliação com caimento médio a alto, e (ii) a foliação de estado sólido (S3+) possui aspecto milonitizado, localizada principalmente na borda leste do corpo granítico, com direção NE-SW e caimento suave a moderado para W. A sugestão do modelo de alojamento das rochas do PGB foi baseada na combinação do estudo das medidas estruturais de afloramentos e em dados gravimétricos. O alojamento desse corpo granítico é controlado por sistemas de zonas de cisalhamento transcorrentes, denominadas de ZCLP (Zona de Cisalhamento Lajes Pintadas) e ZCSN (Zona de Cisalhamento Sítio Novo) ambas de cinemática dextrógira e deformação em regime transcorrente com a segunda estando relacionada a ascenção do mesmo. A química mineral mostra que os anfibólios da fácies porfirítico é a hastingsita com moderadas razões Mg/(Mg+Fe), indicando formação em ambiente com moderada a elevada  ¦O2 e pressões de cristalização da ordem de 5,0-6,0kbar. As biotitas possuem composição com leve tendência para o pólo da annita (Fe), mostram um trend que partem do campo das biotitas primárias para o das biotitas primárias reequilibradas. Em diagramas discriminantes de séries magmáticas as biotitas se comportam como àquelas de afinidade subalcalina, coerentes com a afinidade geoquímica cálcio-alcalina potássica/subalcalina da rocha hospedeira (granitos porfiríticos). Os minerais opacos são essencialmente magnetitas, com alguns cristais martitizados para hematita, indicando condições relativamente oxidantes durante a evolução do magma que originou o PGB. Zonação em cristais de plagioclásio, K-feldspato e allanita, são indicativos que o processo de cristalização fracionada. A litogeoquímica mostra que as fácies granito porfirítico e microgranito plotam na maioria dos diagramas de campo e trend como rochas com afinidades transicionais entre subalcalina e cálcio-alcalina de alto K, e quanto ao índice de saturação em alumínio estão entre os campos meta a peraluminoso. Os dados de litogeoquímica sugerem que as fácies do PGB estudados tenham uma fonte magmática similar, mas com histórias evolutivas diferentes (co-magmáticos).


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADEJARDO FRANCISCO DA SILVA FILHO - UFPE
Presidente - 080.368.454-15 - ANTONIO CARLOS GALINDO - UFRN
Externo ao Programa - 346302 - JAZIEL MARTINS SA
Notícia cadastrada em: 13/01/2015 16:50
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