Banca de DEFESA: NARELLE MAIA DE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NARELLE MAIA DE ALMEIDA
DATA: 21/02/2014
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Laboratório de Geologia e Geofísica do Petróleo - LGGP
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DO TALUDE CONTINENTAL ADJACENTE À BACIA POTIGUAR,

NE BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

morfologia, batimetria multifeixe, ravinas, bioclástico, siliciclástico  .


PÁGINAS: 101
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Geociências
RESUMO:

 

Ambientes profundos do nordeste brasileiro carecem de dados e conhecimento e representam um ambiente de importância econômica e ambiental. Esta dissertação apresenta os resultados do primeiro imageamento realizado no talude continental, em área adjacente a Bacia Potiguar, na margem equatorial brasileira (NE Brasil). Dados de batimetria multifeixe forneceu uma cobertura completa do fundo oceânico entre o talude superior e o talude intermediário (100-1300 m). Quinze canyons submarinos foram mapeados. A forma do talude reflete na distinta distribuição espacial dos canyons. A parte oeste apresenta perfis convexos o que implicou numa maior quantidade de incisões pelos canyons. Alguns deles possuem paredes com declividades maiores que 35°. Os canyons foram agrupados de acordo com a sua localização (A, B, C, D e E) e classificados de acordo com sua morfologia. As características dos canyons A4 e D1 (Tipo 1) como cabeceiras são entalhadas na plataforma, conexão com sistemas fluviais, altas sinuosidades, formas em ‘V’, terraços ao longo das margens, feições erosivas como deslizamento de massa e ravinas permitem deduzir uma sedimentação areno-cascalhosa. Estes canyons são associados à deposição de sistemas de leques submarinos que têm sido considerados reservatórios de hidrocarbonetos permeáveis. A presença de ravinas, ranhuras e dunas demonstram o papel das correntes de fundo na forma do talude. Os alargamentos dos canyons B2 e B4 e a mudança na direção do curso do canyon D1 onde eles cruzam a falha de borda da bacia implicam que a tectônica também influencia na morfologia dos ambientes profundos da bacia potiguar. A cobertura sedimentar apresenta uma diminuição da granulometria à medida que a profundidade aumenta e é representada por quatro fácies sedimentares: silte, silte arenoso, areia siltosa e areia com cascalho. O teor de carbonato de cálcio é considerado moderado a alto e o de matéria orgânica é baixo. O talude continental é considerado misto, pois os sedimentos possuem componentes siliciclásticos e bioclásticos. Dentre os siliciclásticos destacam-se calcita, dolomita, quartzo e os argilominerais. A presença de alguns minerais pesados tais como zircão, turmalina e rutilo, bem como bioclásticos fragmentados, indicam a maturidade dos sedimentos e a contribuição dos Rios Açu e Apodi para os sedimentos da área de estudo. A morfologia, classificação dos canyons e sedimentologia podem fornecer informações sobre possibilidade de prospecção petrolífera e gestão ambiental.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CLEVERSON GUIZAN SILVA - UFF
Interno - 350640 - FRANCISCO HILARIO REGO BEZERRA
Presidente - 2218779 - HELENICE VITAL
Notícia cadastrada em: 11/02/2014 18:19
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