Banca de DEFESA: LUCIANA DE SOUSA FRAZAO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCIANA DE SOUSA FRAZAO
DATA : 28/10/2016
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Geologia
TÍTULO:

MORFOLOGIA SUBMERSA DO CÂNION APODI-MOSSORÓ BASEADO EM DADOS IN SITU E GEOTECNOLOGIAS MULTIFONTES


PALAVRAS-CHAVES:

 batimetria; morfologia de fundo; cânion Apodi-Mossoró


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A plataforma continental adjacente a cidade de Areia Branca no estado do Rio Grande do Norte possui diferentes formas de fundo marinho, incluindo o vale inciso Apodi-Mossoró. O interesse de caracterizar esta feição se deu por ela abrigar as instalações do terminal salineiro de Areia Branca, mais conhecido como Porto Ilha de Areia Branca, que se constitui hoje no único meio economicamente viável de escoamento de grandes volumes de sal do Estado para as indústrias químicas do país e pelas indicações que esta área pode fornecer sobre variações morfológicas, assim como a possibilidade de espalhar e abrigar quantidades de hidrocarbonetos no cânion submerso em caso de vazamentos acidentais de óleo devido ao intenso tráfego de navios de grande porte para o embarque e desembarque de sal na região. De acordo com essa realidade o principal objetivo desta tese foi a detecção da batimetria submersa do Cânion Apodi-Mossoró utilizando dados “in situ” e geotecnologias multifontes, incluindo ferramentas do Sensoriamento Remoto para a estimação de batimetria a partir de imagens de satélite LANDSAT com sensores ETM+ e OLI. A metodologia utilizada incluiu o uso de cartas náuticas, dados batimétricos, interpolação dos dados por Krigagem e Vizinho Natural e a integração de imagens de satélite. Estatisticamente houve diferenças entre os dois métodos interpoladores usados, a Krigagem revelou uma associação linear positiva e superestimação dos dados de Batimetria in situ com os dados da Carta náutica, e uma associação inversa e subestimação de dados pelo método Vizinho Natural, porém ambos apresentaram mapas batimétricos com bons contornos visuais. Os resultados obtidos a partir dos mapas batimétricos indicaram que o vale inciso Apodi-Mossoró sofreu uma constante remobilização de sedimentos, evidenciando áreas com menores profundidades para a navegação de 2009 para 2010, incluindo a bacia de evolução do Porto Ilha e trechos de navegação principal, necessitando assim de dragagens periódicas para evitar a colisão e encalhe dos navios. A aquisição, processamento, integração e interpretação das imagens de satélite correlacionados com os mapas de morfologia de fundo possibilitaram confirmar que o vale inciso Apodi-Mossoró possui uma forma de letra "J", na saída ao norte, faz uma inflexão para Leste, devido um gradiente submerso bastante evidente no mapa. Entre a plataforma média e interna foi possível observar diferentes formas de fundo, incluindo fundo plano, recifes isolados e campo de dunas submersas, sendo formado também por dois canais, denominados de canal raso e canal profundo, que apresentam características morfológicas e sedimentológicas distintas. E finalmente, observou-se que o uso de dados para estimação de batimetria por imagem Landsat tem várias vantagens, neste estudo o sensor ETM+ forneceu uma cobertura bidimensional contínua melhor que a do sensor OLI, e a aplicação deste método, de fácil execução, pode ser de grande valia para regiões onde não existem dados batimétricos ou estes estejam desatualizados, ou mesmo sem a acurácia das cartas náuticas, mapas como os gerados neste trabalho são de utilidade tanto para o planejamento de estudos e para a modelagem ambiental, quanto para a segurança da navegação de embarcações de grande porte.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 350698 - VENERANDO EUSTAQUIO AMARO
Interno - 277437 - MARCELA MARQUES VIEIRA
Externo ao Programa - 347067 - EDUARDO HENRIQUE SILVEIRA DE ARAUJO
Externo à Instituição - MARCELO JOSÉ DO CARMO - UFC
Externo à Instituição - MICHAEL VANDESTEEN SILVA SOUTO - UFC
Notícia cadastrada em: 06/10/2016 09:01
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