Banca de DEFESA: VITOR PEIXOTO LUCAS RIOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VITOR PEIXOTO LUCAS RIOS
DATA: 03/07/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Geologia
TÍTULO:

REATIVAÇÃO TECTÔNICA E ARQUITETURA DEPOSICIONAL DO SISTEMA DE ILHAS BARREIRAS DA BACIA POTIGUAR


PALAVRAS-CHAVES:

Vibracorer, Georadar, Radiocarbono.


PÁGINAS: 129
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Mecânica
RESUMO:

Este estudo foi desenvolvido nos depósitos sedimentares holocênicos do sistema de ilhas barreiras e esporões arenosos peculiares do Nordeste do Brasil, onde o sistema de falhas de Carnaubais (NE-SW) e Afonso Bezerra (NW-SE) corresponde à principal estrutura que controla a sedimentação na Bacia Potiguar, assim como, a deposição dos sedimentos costeiros. O estudo tem como objetivo principal a caracterização sedimentológica e cronoestratigráfica dos depósitos sedimentares holocênicos, das paleoilhas barreiras e dos processos deposicionais atuantes nos dias atuais, por meio de amostragem com vibracorer, perfilagem por georadar e datação radiocarbono. O entendimento deste ambiente sedimentar holocênico associado ao controle tectônico permitirá correlacioná-lo a um sistema recente de trapas estratigráficas, onde fácies arenosas ocorrem intercaladas com fácies lamosas, fazendo analogia às formações petrolíferas da Bacia Potiguar, em uma escala muito reduzida. A investigação por datação radiocarbono das conchas presentes nos fácies de Planície de Intermaré (Intertidal Flat) dos testemunhos de vibracorer permitiu evidenciar na ilha barreira de Ponta do Tubarão camadas com idade de 820 +/- 30 AP a aproximadamente 0,5 metros de profundidade, e a pouco mais de 1,0 metro de profundidade 4500 +/- 30 AP. Enquanto que na barra arenosa do Fernandez (adjacente a Ponta do Tubarão, a leste), em uma mesma profundidade foram evidenciadas idades muito menores, registrando 450 +/- 30 AP. Ou seja, a ilha barreira de Ponta do Tubarão está submetida ao soerguimento do bloco, e apresenta, portanto, maior índice erosivo, já na barra arenosa do Fernandez a erosão é menos intensa, favorecida pela subsidência do bloco. Fato também observado nos perfis de GPR, onde se evidencia uma estruturação em dominó associada a ocorrência de falhas lístricas limitadas por complexos de horst e graben, estruturas típicas de sistemas distensivos reflexo da reativação holocênica do sistema de falhas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 350698 - VENERANDO EUSTAQUIO AMARO
Interno - 277437 - MARCELA MARQUES VIEIRA
Externo ao Programa - 1222082 - ADA CRISTINA SCUDELARI
Externo à Instituição - MICHAEL VANDESTEEN SILVA SOUTO - UFC
Notícia cadastrada em: 18/06/2015 11:02
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