Banca de DEFESA: RENATO FERREIRA DE MORAES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RENATO FERREIRA DE MORAES
DATA : 20/10/2023
HORA: 10:00
LOCAL: on-line
TÍTULO:

Coronelismo em versão retrofit na TV: um estudo de caso do discurso assistencialista
neokitsch de Luciano Huck


PALAVRAS-CHAVES:

Luciano Huck; assistencialismo neokitsch; coronelismo retrofit; Análise de
Discurso; cabresto eletrônico;


PÁGINAS: 229
RESUMO:

Carências pessoais (materiais e afetivas) são expostas diuturnamente na televisão brasileira em
espetáculos interesseiros política e empresarialmente, uma violência simbólica com traços de
abuso de poder travestidos de ação social. É nesse ambiente midiático que se enquadra esta
pesquisa, que tem como objeto o assistencialismo praticado pelo apresentador Luciano Huck e,
como ponto de partida o seguinte problema: de que forma essa estratégia televisiva estabelece
relações materiais e afetivas com o público. O objetivo é identificar e analisar as características
do discurso do apresentador, que entre outras categorias propomos denominar assistencialismo
neokitsch, como um retrofit do coronelismo. Entendemos que o estudo pode contribuir para o
campo das pesquisas em comunicação ao propor, além de uma categorização estética do
assistencialismo, a discussão de conceitos como o cabresto eletrônico: um elo afetivo com
conexões políticas estabelecido com o público a partir da resolução de problemas de ordem
emocional e material, tal como fazia o coronel, personagem histórico de um período que Vilaça
e Albuquerque (1978) chamam de “feudalismo matuto”. Além disso, consideramos a
importância de analisar essa estratégia dentro do espectro dos estudos sobre discursos da mídia.
Adotamos ferramental metodológico adaptado, que inclui análises televisual, de discurso
(escola francesa) e análise crítica de discurso. Sobre o coronelismo, o referencial teórico tem
base em Leal (2012), Vilaça e Albuquerque (1978) e Vilela (2008). Sobre assistencialismo,
adotamos como referência Alayón (1995), Mota (2010) e Sitcovsky (2009). Tomamos como
referência, ainda, o conceito de dominação carismática de Weber (2004), além de reflexões
sobre programas populares na TV, de França (2006) e Araújo (2006). Sobre o viés político,
referência em Gomes (2004) e Aldé (2004). No exercício de ações assistencialistas, Luciano
Huck tem dificuldades no diálogo com pessoas mais pobres e com isso reverbera preconceitos
próprios de um discurso conservador (com ares de modernismo) e elitista. Com base nesse
panorama, sustentamos que esse discurso do coronelismo em versão retrofit se apresenta como
um projeto de cabresto eletrônico com base na solidariedade. Paradoxalmente, separa os dois
lados da questão, pois pouco ou nada contribui para a resolução dos problemas do assistido, do
ponto de vista estrutural.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1694773 - VALQUIRIA APARECIDA PASSOS KNEIPP
Interno - 3490575 - ADRIANO CHARLES DA SILVA CRUZ
Interno - 2178719 - MARCELO BOLSHAW GOMES
Interna - ***.794.654-** - MARIA DAS GRAÇAS GALVÃO PINTO COELHO - UFRN
Externa à Instituição - CHRISTINA FERRAZ MUSSE - UFJF
Externa à Instituição - MARIA ERICA DE OLIVEIRA LIMA - UFC
Notícia cadastrada em: 28/09/2023 11:35
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