Banca de QUALIFICAÇÃO: HEMMERSON DE VASCONCELOS ANDRADE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HEMMERSON DE VASCONCELOS ANDRADE
DATA : 16/12/2025
HORA: 14:30
LOCAL: AUDITÓRIA A DO CCHLA
TÍTULO:

Arte, educação e engajamento: a interseccionalidade e a arte como caminhos de enfrentamento às violências simbólicas contra mulheres negras


PALAVRAS-CHAVES:

: Interseccionalidade; Arte/Educação; Violência simbólica; Mulheres negras; Pesquisa-ação.


PÁGINAS: 124
RESUMO:

Este trabalho apresenta uma pesquisa-ação desenvolvida na Escola Municipal Alice Garcia Freire, em Bom Jesus/RN, que investiga de que maneira a perspectiva interseccional pode ser mobilizada no ensino de Arte para promover reflexões críticas entre os/as estudantes sobre as violências simbólicas que afetam mulheres negras no cotidiano escolar e social. Fundamentada em autoras como Akotirene, Collins, Gonzalez, Kilomba e Adichie, a pesquisa discutiu raça, gênero e cultura a partir da articulação entre Arte/Educação e epistemologias negras, reconhecendo que a compreensão dessas intersecções é indispensável para superar práticas naturalizadas de racismo e sexismo na escola. Metodologicamente, este trabalho está estruturado em dois ciclos de pesquisa-ação, que incluí planejamento, intervenção, observação e avaliação contínua, culminando na realização da Semana de Arte e Cultura em 2024 e da Semana de Arte, Cultura e Conhecimento em 2025, eventos que integraram diferentes linguagens artísticas e diálogos com o grupo cultural feminino quilombola de pau furado Flores do Quilombo, da comunidade de Capoeiras, em Macaíba/RN, ampliando as experiências estéticas e políticas das turmas envolvidas. A análise dos dados quantitativos e qualitativos evidencia um avanço significativo na compreensão das/os estudantes sobre discriminações interseccionais, permitindo que identificassem formas de violência simbólica muitas vezes naturalizadas em seu cotidiano, ao mesmo tempo em que fortaleceram sentimentos de pertencimento, autoestima e reconhecimento positivo de suas identidades raciais. Os resultados indicam que a arte, quando trabalhada criticamente e em diálogo com a realidade social dos sujeitos, produz deslocamentos epistemológicos e afetivos capazes de transformar a percepção das estudantes sobre si mesmas e sobre o mundo que habitam, contribuindo para uma educação antirracista comprometida com a justiça social. A pesquisa também demonstra que práticas pedagógicas que dialogam com saberes comunitários, particularmente com tradições afro-brasileiras, favorecem a criação de ambientes escolares mais democráticos, sensíveis à diversidade e abertos a narrativas historicamente invisibilizadas. O estudo conclui que a interseccionalidade, articulada ao ensino de Arte, configura-se como ferramenta para compreender e enfrentar opressões estruturais que incidem sobre mulheres negras, além de apontar possibilidades futuras de aprofundamento teórico-metodológico, como a aproximação entre interseccionalidade e violência simbólica, visando análises mais detalhadas de como práticas discriminatórias operam de modo velado no ambiente escolar.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1674934 - TANIA MARIA DE ARAUJO LIMA
Interna - 2669418 - CAROLINA CHAVES GOMES
Interna - 2141640 - RENATA VIANA DE BARROS THOME
Externa à Instituição - YANAEH VASCONCELOS MOTA - UFC
Notícia cadastrada em: 03/12/2025 08:18
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