Banca de DEFESA: NITHAELA ALVES BENNEMANN

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NITHAELA ALVES BENNEMANN
DATA : 23/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: REMOTA
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: ACHADOS CLÍNICOS E RELEVÂNCIA DE PARÂMETROS TÉCNICOS DE AQUISIÇÃO DE IMAGENS


PALAVRAS-CHAVES:

composição corporal; tomografia computadorizada; espessura de corte; radiodensidade; músculo esquelético; tecido adiposo; câncer colorretal.


PÁGINAS: 56
RESUMO:

Introdução: A tomografia computadorizada (TC) é considerada uma ferramenta de referência para avaliação da composição corporal (CC). Apesar de sua precisão para esse propósito, parâmetros técnicos de aquisição de imagens de TC não são muito discutidos, o que dificulta a padronização do método. A espessura de corte das imagens de TC é um dos parâmetros envolvidos. Pacientes com câncer colorretal (CCR) frequentemente apresentam alterações na CC, as quais estão associadas a piores desfechos clínicos. Muitos estudos agrupam câncer de cólon e de reto, independentemente do estadiamento, o que pode afetar as estratégias de avaliação e tratamento. Objetivo: Dessa forma, o presente trabalho busca avaliar CC por TC para avaliar o impacto de diferentes espessuras de corte das imagens de TC nas medidas de CC e para identificar diferenças de CC em pacientes com CCR. Metodologia: Para isso foram produzidos 2 estudos transversais. O estudo 1, derivado de uma coorte retrospectiva multicêntrica, avaliou a CC por TC de pacientes com CCR atendidos em seis centros oncológicos do Brasil, comparando as variáveis de CC de acordo com o sítio tumoral (cólon ou reto) e a presença ou ausência de metástases. O estudo 2 avaliou o impacto de diferentes espessuras de corte de imagens de TC sob as medidas de CC em indivíduos jovens e saudáveis. As imagens foram adquiridas ao nível da L3 e reconstruídas em diferentes espessuras de corte (0,6; 1,25; 2,5; 5 e 10 mm). Em ambos, a CC foi analisada por TC ao nível da L3, foram quantificadas as áreas de músculo esquelético, tecido adiposo intermuscular, visceral e subcutâneo, e as radiodensidades teciduais, a análise dos tecidos foi realizada utilizando o modo semiautomático do software SliceOmatic® (TomoVision). As análises estatísticas incluíram testes comparativos e modelos lineares generalizados ajustados para potenciais fatores de confusão para o estudo 1, e ANOVA para medidas pareadas com teste post-hoc de Tukey avaliou as diferenças entre as espessuras de corte no estudo 2. Resultados: No estudo 1, foram avaliados 635 indivíduos, com idade média de 61,8 ± 12,4 anos, sendo 50,2% do sexo feminino. A maioria apresentava câncer retal como sítio primário (51,0%), e 23,6% tinham doença metastática. O primeiro modelo de regressão mostrou que o sítio tumoral e a presença de metástases foram fatores independentes que influenciaram o músculo esquelético (ME), o índice de músculo esquelético (IME) e a vi variabilidade do tecido adiposo visceral (TAV), (todos os valores de p < 0,05). O segundo modelo, ajustado pelo IMC, indicou o sítio tumoral como o principal fator associado às variações do IME (R² ajustado = 0,50; p < 0,001), sendo que tumores de cólon apresentaram associação inversa com o ME (β padronizado −2,15 [−3,3; −0,9]; p < 0,001). Um terceiro modelo, considerando todos os fatores de confusão identificados por meio dos grafos acíclicos direcionados, também foi construído, e a associação encontrada permaneceu independente. No estudo 2, um total de 550 cortes (de 110 indivíduos) foi analisado (56,4% mulheres). Diferenças de radiodensidade foram observadas entre as espessuras de corte para o tecido adiposo intermuscular e visceral (TAI e TAV em UH) e para a área de TAI (em cm²). As diferenças mais relevantes ocorreram entre os cortes mais finos (0,6 e 1,25 mm) e o corte mais espesso (10 mm), todos com valores de p ajustados < 0,001. Diferenças na área de ME não foram significativas em nenhuma espessura de corte. Esses resultados foram consistentes nas análises estratificadas por sexo e IMC. Conclusão: Os achados deste trabalho evidenciam que a avaliação da CC por TC apresenta relevância tanto do ponto de vista clínico quanto metodológico. Observou-se que pacientes com CCR apresentam variações significativas na composição corporal associadas à localização do tumor e à presença de metástases, destacando a importância de considerar essas características na tomada de decisões clínicas. Adicionalmente, foi demonstrado que a espessura de corte das imagens de TC, pode influenciar as medidas de radiodensidade de compartimentos adiposos, o que reforça a necessidade de maior padronização nos protocolos de aquisição e análise de imagens. Esses resultados contribuem para o aprimoramento do uso da TC como ferramenta para avaliação da CC em contextos clínicos e de pesquisa.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MIRKO SALOMÓN ALVA SÁNCHEZ - UFCSPA
Presidente - 1879430 - ANA PAULA TRUSSARDI FAYH
Externo à Instituição - NILIAN CARLA SILVA SOUZA - INCA
Notícia cadastrada em: 13/03/2026 19:10
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