Banca de DEFESA: YARA MARIA SILVA DE MOURA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : YARA MARIA SILVA DE MOURA
DATA : 23/09/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

A PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO (PREP) NO COTIDIANO DA ATENÇÃO BÁSICA: EVIDÊNCIAS DA EXPERIÊNCIA DE NATAL–RN.


PALAVRAS-CHAVES:

profilaxia pré-exposição; HIV; atenção primária à saúde; retenção e adesão ao tratamento 


PÁGINAS: 93
RESUMO:

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) constitui importante estratégia de prevenção combinada, cuja ampliação na Atenção Primária à Saúde (APS) pode favorecer o acesso e a continuidade do cuidado. Este  estudo teve como objetivo analisar o acompanhamento de usuários da PrEP na APS do município de Natal, Rio Grande do Norte, considerando a retenção no cuidado e os fatores relacionados à continuidade  de sua utilização. Trata-se de estudo observacional de abordagem mista, constituído por um componente quantitativo retrospectivo, baseado em registros de três Unidades Básicas de Saúde; um componente transversal, mediante aplicação de questionário eletrônico; e um componente qualitativo, a partir da análise das respostas discursivas dos participantes. Foram analisados registros de 230 usuários, dos quais 223 utilizavam PrEP diária e foram incluídos na análise específica de retenção. Na etapa de dados primários, 83 usuários responderam ao questionário. Entre os usuários de PrEP diária, 46,2% apresentaram retenção compatível com o período observado, 21,5% acompanhamento inicial compatível, 20,6% perda precoce de seguimento e 7,6% retenção abaixo do esperado. Entre os participantes do questionário, 54,2% relataram já ter interrompido o uso da PrEP. A avaliação da assistência foi predominantemente positiva: 77,1% consideraram receber suporte adequado da equipe, 79,5% relataram sentir-se acolhidos e 81,9% afirmaram ter liberdade para conversar com os profissionais sem julgamentos. A interrupção da PrEP apresentou associação estatisticamente significativa com o acolhimento pela equipe (p=0,04), o comparecimento regular às consultas (p<0,01) e o uso concomitante de outros medicamentos ou tratamentos (p<0,01). Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre a interrupção e as características sociodemográficas investigadas. A análise qualitativa evidenciou experiências positivas de acolhimento e vínculo, mas também barreiras relacionadas aos horários, agendamento, deslocamento, fragmentação dos procedimentos, comunicação com os serviços e situações de julgamento e estigma. Os participantes apontaram como possibilidades de aprimoramento a ampliação dos pontos de oferta, maior divulgação da PrEP, flexibilização dos fluxos e fortalecimento da comunicação com os serviços. Conclui-se que a implementação da PrEP na APS apresenta potencialidades, mas a continuidade do acompanhamento depende também de condições organizacionais e relacionais dos serviços, reforçando a necessidade de estratégias que ampliem a acessibilidade, qualifiquem o acolhimento e favoreçam a permanência dos usuários no cuidado.  


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 421717 - MARIA ANGELA FERNANDES FERREIRA
Interno - 1576805 - THIAGO GOMES DA TRINDADE
Externa à Instituição - YONARA MONIQUE DA COSTA OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 14/09/2026 16:59
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