Dissertações/Teses

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2016
Dissertações
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  • ANNE KARELYNE DE FARIA FURTUNATO
  • ESTRATÉGIAS DE PROMOÇÃO À SAÚDE DA PESSOA IDOSA INSTITUCIONALIZADA: DESAFIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA

  • Orientador : VILANI MEDEIROS DE ARAUJO NUNES
  • Data: 10/06/2016
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  • Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa realizado com profissionais que atuam numa equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF), no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e com idosos residentes em uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI) localizada na área de abrangência dessa ESF. O estudo tem como objetivo geral propor estratégias de mecanismos que aumentem a resolutividade da atenção à saúde da pessoa idosa institucionalizada e consequente promoção da qualidade de vida a partir de ações desenvolvidas pela Estratégia Saúde da Família. A população do estudo é constituída por todos os idosos residentes em uma ILPI, e para a identificação das ações realizadas pela ESF com os idosos residentes na instituição a população é constituída pelos profissionais que atuam na ESF Kellyson Ramalho, perfazendo um total de dezesseis profissionais. Foram aplicados dois instrumentos de coleta de dados sendo um deles para caracterização dos idosos e outro para os profissionais da ESF e NASF para a identificação de ações desenvolvidas pela ESF junto aos idosos. O instrumento aplicado aos idosos consta de um formulário para caracterização sócio demográfica, condições de saúde, além de conter a escala de Katz e o Mini mental. Para os profissionais, utilizou-se questões de múltiplas escolhas contendo informações referentes ao perfil do profissional, tempo de serviço na unidade, serviços de atenção ao idoso, conhecimento acerca da legislação destinada à pessoa idosa e ações desenvolvidas nas ILPI. Os dados coletados foram agrupados por categorias de sujeitos (idosos e profissionais) e analisados separadamente. O armazenamento dos dados foi feito no programa Microsoft Excel, sendo estes confrontados e corrigidos se apresentarem erros e inconsistências. Os dados foram discutidos à luz da literatura pertinente ao tema. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes e aprovado sob parecer de nº 1.144 em 09 de Julho de 2015. Foi verificada o déficit em conhecimento sobre os idosos institucionalizados por parte dos profissionais, como também a insuficiência e falta de padronização das ações de saúde realizadas com os idosos participantes do estudo. Desse modo, foi ministrada uma oficina sobre as especificidades da pessoa idosa institucionalizada aos profissionais, tendo como produto um instrumento de avaliação multidimensional para o idoso institucionalizado, sendo utilizado pelos profissionais da ESF, considerado de grande utilidade para o planejamento do cuidado destinado aos idosos residentes em ILPI.

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  • ZULEIKA DANTAS DO VALE TAVARES
  • UM NOVO OLHAR SOBRE AS QUEDAS EM IDOSOS: PROPOSTA DE DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E PREVENÇÃO

  • Orientador : VILANI MEDEIROS DE ARAUJO NUNES
  • Data: 10/06/2016
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  • O envelhecimento populacional implica na necessidade de um novo olhar para prevenção de quedas e segurança domiciliar do idoso, principalmente diante da evidencia que os idosos ficam a maior parte de seu tempo em casa. O objetivo principal deste estudo é implantar uma estratégia de ação para prevenção de quedas em pessoas idosas, a partir da elaboração de um guia de segurança ambiental e utilização da caderneta de saúde da pessoa idosa. Para tanto, foi realizado um estudo analítico, observacional do tipo transversal com abordagem quantitativa, em 288 idosos, com idade acima de 60 anos, de ambos os sexos, na zona rural de São José de Mipibu-RN, em 2016, através do método de amostra probabilística aleatória simples (p=0,30 e e=0,05). Utilizou-se o questionário de avaliação ambiental e quedas pertencente à caderneta de saúde da pessoa idosa. Capacitou-se os ACS no reconhecimento e identificação dos riscos ambientais de quedas do domicilio da pessoa idosa através de um Guia produzido palas autoras intitulado Lar seguro, idoso ativo. Verificou-se que o ambiente domiciliar do idoso é inseguro, grande parte das habitações são oriundas de projeto de habitação do governo federal e são entregues sem qualquer item de segurança ambiental. A avaliação ambiental quanto a iluminação se mostrou segura, apesar de apontar para interruptores de difícil acesso na entrada dos cômodos. O banheiro é o cômodo mais inseguro e a cozinha e o quarto cômodos menos inseguros. Observou-se que os idosos apresentavam algum tipo de redução da sua capacidade de deambulação, auditiva ou visual, porém apenas 10,42% deles relataram essa deficiência, fator que pode predispor a quedas. Foi observada queda em 24,65% dos entrevistados tendo a maioria ocorrido dentro de casa (63,38%). Verificou-se ainda que 23,94% das quedas resultaram em algum tipo de fratura e 21,13% dos idosos afirmaram ter paralisado suas atividades por medo de cair novamente, além de 15,49% terem caído mais de uma vez no ano. Os itens de segurança só foram encontrados em domicílios em que o idoso sofreu alguma queda, indicando que é possível a aquisição de itens de segurança, entretanto os idosos só os obtêm após a ocorrência de quedas, evidenciando a falta de prevenção, que pode ser feita não só com a aquisição de itens de segurança, mas com algumas orientações encontradas no guia.

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  • ANNE CHRISTINE DE MACÊDO SILVA GOMES
  • CUIDADORES DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: PERCEPÇÕES E PRÁTICAS DE SAÚDE BUCAL

  • Orientador : MAISA PAULINO RODRIGUES
  • Data: 29/07/2016
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  • As pessoas com deficiência apresentam, de modo geral, a higiene e a saúde bucal comprometidas, incidindo diretamente sobre o quadro clínico do paciente. Tal situação é agravada nos pacientes com comprometimento motor ou intelectual, necessitando, geralmente, de um cuidador ou responsável para auxiliá-lo na realização dos cuidados de higiene bucal no cotidiano. O objetivo desse estudo foi identificar a percepção e o conhecimento dos cuidadores de pessoas com deficiência acerca da saúde bucal, bem como conhecer a condição de saúde bucal destes e suas repercussões sobre sua qualidade de vida. Considera-se que essas percepções podem gerar ações positivas ou negativas na tarefa de cuidar. Foram entrevistados 50 cuidadores, que acompanhavam os pacientes especiais em tratamento no Centro de Especialidades Odontológicas da cidade de Currais Novos/RN. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória, seccional, com enfoque quantitativo e qualitativo, que tem como foco principal os cuidadores de pessoas com deficiência. Para a coleta de dados quantitativos foi aplicado um questionário, composto por duas partes: a primeira parte abordou os aspectos sociodemográficos; a segunda, foi composta pelo índice OHIP-14 que buscou identificar o impacto dos problemas bucais sobre a qualidade de vida dos cuidadores. Os dados qualitativos foram coletados através de entrevista semiestruturada feita com os cuidadores que se disponibilizaram a respondê-la. Os dados quantitativos foram analisados através do programa estatístico SPSS 22.0 e os dados qualitativos receberam tratamento de acordo com a técnica de análise de conteúdo à luz do referencial teórico de Minayo. Das falas surgiram três categorias temáticas: concepção de boca saudável, formas de cuidar da boca, concepção acerca do edentulismo. Estas categorias permitiram captar as percepções e o conhecimento dos cuidadores acerca da saúde bucal. Os resultados do estudo apontaram que os cuidadores possuem uma visão de saúde bucal associada à ausência de problemas bucais, desconsiderando os determinantes sociais envolvidos no processo saúde-doença. Fica clara a necessidade de implementação de programas educativos e motivacionais que envolvam os cuidadores e os pacientes sob sua responsabilidade, com vista ao empoderamento em saúde bucal.  

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  • JANAÍNE MARIA DE OLIVEIRA
  • OS SENTIDOS DE SER PRECEPTOR NAS EXPERIÊNCIAS DE INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO-COMUNIDADE DE UM MUNICIPIO DO NORDESTE BRASILEIRO: DESAFIOS A EDUCAÇÃO NA SAÚDE

  • Orientador : ANA KARENINA DE MELO ARRAES AMORIM
  • Data: 29/07/2016
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  • O processo de se pensar e fazer saúde passou por grandes mudanças desde a criação do Sistema Único de Saúde, o que, consequentemente, impulsionou mudanças nos processos de formação profissional em saúde, movidas pela necessidade de ter profissionais com uma visão voltada para a integralidade do cuidado em saúde. A partir dessa necessidade, a inserção do estudante nos serviços de saúde passa a ser mais valorizada. Tendo assim o preceptor um papel fundamental na aproximação do estudante com a população e o território, na consolidação da integração ensino-serviço-comunidade. Diante dessa importância, esse estudo foi impulsionado a questionar quais os sentidos que levam os profissionais do serviço a exercem a preceptoria? Eles têm dimensão do seu papel como articulador desse processo de integração? O que motiva esse profissional e quais suas fragilidades? Com essas questões em mente, este estudo objetivou investigar os sentidos de ser preceptor nas experiências de integração ensino-serviço-comunidade, a partir dos discursos dos profissionais preceptores na ESF, O estudo utilizou a abordagem qualitativa com alicerce na produção de sentidos presentes nos discursos dos profissionais preceptores, e tem como base teórica a abordagem das práticas discursivas no referencial construcionista e teve como atores 20 profissionais preceptores na ESF que recebem estagiários de graduações da saúde de instituições de ensino pública e privadas. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, posteriormente transcritas e analisadas, permitindo a construção dos sentidos do ser preceptor a partir de 4 eixos analíticos, a saber: 1. Motivações e potencialidades; 2. Limitações e críticas; 3. Relação ensino-serviço-comunidade; e 4. Ser preceptor. Como resultados foi percebido que o preceptor exerce a função de educador na sua atuação prática. Entretanto tem dificuldade de atribuir-se a função de educador e, apesar de limitações técnicas e educacionais, ele desempenha com compromisso a preceptoria, desejando qualificação e organização dessa prática de modo a não sobrecarregar seu trabalho na ESF. Percebeu-se também que o ser preceptor envolve o trabalho de articulação ensino serviço, mas não na sua dimensão coletiva e também sem a articulação com a comunidade e o território como contexto fundamental no processo saúde-doença. Conclui-se que na luta para normalização da função de preceptoria ainda há muito o que avançar, faz-se necessário, porém, refletir sobre os caminhos a serem trilhados no enfrentamento dos obstáculos, com estudos que venham a suscitar soluções para essa problemática, assim como progredir no sentido da qualificação do profissional preceptor para que este possa vim a cumprir essa função com maior propriedade, contribuindo para o fortalecimento do  SUS e reafirmação da ESF como cenário para formação em saúde.

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  • ANNA CRISTINA DA CRUZ BEZERRA
  • SAÚDE DA CRIANÇA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: ACESSO E QUALIDADE DO CUIDADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

  • Orientador : NADJA DE SA PINTO DANTAS ROCHA
  • Data: 01/08/2016
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  • O acesso e a qualidade do cuidado na primeira infância, no contexto brasileiro da Atenção Primária em Saúde (APS) são influenciados pelos princípios universais da APS e principais políticas de saúde da criança, representadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Política Nacional de Saúde da Criança e o marco legal da primeira infância. A Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem um papel central na reorientação de modelo de atenção voltado para a integralidade e melhor desempenho do cuidado infantil. O presente estudo tem como objetivo avaliar o cuidado à saúde da criança na APS, na perspectiva do acesso e da qualidade da atenção, em oito regiões de saúde do Estado do Rio Grande do Norte. Foram analisados 13 aspectos essenciais do cuidado infantil, nos componentes da oferta, da busca ativa e do registro, em dois momentos históricos, a partir do banco de dados da pesquisa multicêntrica do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da  Qualidade da Atenção Básica/PMAQ/AB. O PMAQ, lançado no ano de 2011, configura uma nova estratégia para melhoria assistencial através de avaliação, coordenação de ações e certificação enfocando o trabalho de equipes de Atenção Básica. Trata-se de um estudo avaliativo, descritivo transversal, com abordagem quantitativa, realizada com dados secundários do PMAQ/AB, dos dois ciclos do programa, no período de 2011 a 2014. O universo desta pesquisa compreende 407 equipes de saúde da família de 112 municípios do Rio Grande do Norte que fizeram parte dos dois momentos da pesquisa. A análise dos dados foi desenvolvida quantitativamente, através do Statistical Package for Social Sciences (SPSS®) na versão 22.0, com posterior linkage dos bancos de dados do primeiro e segundo ciclo. Os principais resultados demonstram heterogeneidades regionais, com similaridades e especificidades, com tendências de ampliação do acesso e qualidade do cuidado na primeira infância no âmbito da APS das 8 regiões de saúde. Porém, com desafios na busca ativa e na atenção aos grupos mais vulneráveis, como crianças prematuras, associado à não realização da semana de saúde integral, que ambos podem ser determinantes para o crescente aumento da mortalidade neonatal. O aumento das violências e acidentes na primeira infância, demonstra uma qualificação da APS neste registro, porém revela a necessidade de qualificação da oferta e da atuação dos agentes comunitários de saúde e equipe para intervenções preventivas e de promoção da saúde voltadas para a primeira infância no contexto familiar e comunitário. O desempenho quanto ao acesso e qualidade do cuidado na APS , na perspectiva do PMAQ, mostra um quadro diferenciado que revela a necessidade de serem adotadas intervenções precoces e oportunas para a primeira infância, apresentadas neste estudo.

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  • JULIANA FERREIRA LEMOS
  • “Programa Mais Médicos para o Brasil”:  construção e validação de instrumento para avaliação

  • Orientador : SEVERINA ALICE DA COSTA UCHOA
  • Data: 02/08/2016
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  • O objetivo do trabalho foi validar o conteúdo dos indicadores para avaliação do “Programa Mais Médicos para o Brasil".  O estudo foi metodológico, realizado em uma das capitais brasileiras, com coleta de dados no período de março a abril de 2016. As técnicas foram Delphi incluindo 10 especialistas em Avaliação da Atenção Primária à Saúde com apreensão da opinião através de escala de 0 a 10 e ponto de corte média < 7 e Desvio Padrão >1, seguida de Estudo Piloto com 4 médicos do programa, 2 supervisores, 1 tutor acadêmico e 1 gestor. O instrumento final validado contém as categorias: motivação através de incentivos financeiros e educacionais; processo de trabalho; fixação profissional, especialização, supervisão e tutoria. Concluiu-se que o instrumento é confiável, fácil de aplicar com potencial generalização para aplicação em outros  contextos nacionais do programa. 

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  • LAIANNY KRÍZIA MAIA PEREIRA
  • ANÁLISE DA QUALIDADE DA INVESTIGAÇÃO DOS ÓBITOS INFANTIS E FETAIS NO MUNICÍPIO DE CAICÓ/RN

  • Orientador : KARLA PATRICIA CARDOSO AMORIM
  • Data: 05/08/2016
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  • A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) constitui-se num dos indicadores mais comumente empregados para a análise da situação de saúde da população. A identificação de fatores de risco relacionados a essa mortalidade pode auxiliar no planejamento de ações para a reestruturação e melhoria da assistência materno-infantil, visando à redução dessas mortes. Trata-se de um estudo de caráter descritivo, dentro de uma abordagem quantitativa, com objetivo geral de analisar a qualidade da investigação dos óbitos infantis e fetais no contexto do município de Caicó/RN. Como participantes da pesquisa, foram incluídos todos os óbitos infantis e fetais (N=55) de residentes no município de estudo, notificados e investigados no Sistema de Informação sobre Mortalidade - SIM no período de 2010 a 2015. Foram utilizados dados secundários sobre os óbitos infantis e fetais, provenientes do setor de vigilância de óbito do município e do SIM. Para melhor análise das investigações, a pesquisa seguiu dentro das seguintes dimensões: Completude, Consistência, Classificação de Evitabilidade e Tempo de Investigação, cada uma com as variáveis de estudo correspondentes. Os dados foram analisados através de frequências absolutas e relativas utilizando-se o programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0. Os resultados do estudo evidenciaram um baixo percentual de investigação (45,3%) no recorte temporal, com predominância de investigações ocorrendo muito após o prazo oportuno, estipulado pelo MS. Estas não foram realizadas de forma efetiva, uma vez que foi constatado uma baixa completude e presença de várias inconsistências. Do total de óbitos infantis e fetais investigados, predominaram neste estudo (64,8%) as causas evitáveis por ações dos serviços de saúde e, apenas 13,7% possuíram concordância quando comparados os resultados com base na classificação da Lista Brasileira de Evitabilidade e os obtidos na investigação realizada pelo município. De modo geral, o estudo apontou a fragilidade da vigilância do óbito no município de Caicó, principalmente no contexto do fechamento das investigações. Sendo assim, é importante reforçar o papel do comitê na investigação e ainda, destacar as fichas de investigação, como importantes ferramentas para a gestão na tomada de decisões e monitoramento da mortalidade infantil, necessitam de investimentos adicionais, como capacitação dos profissionais de saúde, com vista à superação dos problemas identificados.

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  • REJANE MARTA DE MEDEIROS
  • ÓBITO INFANTIL: QUALIDADE DAS INVESTIGAÇÕES DO MUNICÍPIO DE NATAL/RN

  • Orientador : KARLA PATRICIA CARDOSO AMORIM
  • Data: 05/08/2016
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  • A investigação da Mortalidade Infantil é uma importante estratégia que permite dar visibilidade ao perfil dos óbitos, e a boa qualidade das informações se faz necessária para garantir a eficiência da vigilância dos óbitos e subsidiar ações de controle e prevenção de novos eventos. Apesar de importantes avanços nos Sistemas de Informação, em especial o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), alguns estudos apontam fatores que comprometem a qualidade das informações, sobretudo os relacionados à completude e à consistência. Esse estudo tem o objetivo de analisar a qualidade das investigações dos óbitos infantis do município de Natal/RN, no período de 2010 a 2015. Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo transversal, de natureza exploratória e descritiva, que será realizado através de uma abordagem quantitativa. Foram utilizados os dados do SIM municipal, considerando o universo dos óbitos de menores de um ano, de mães residentes em Natal/RN, ocorridos entre os anos de 2010 a 2015. A completude e a consistência foram analisadas a partir das variáveis contidas na Declaração de Óbito (DO) e na Ficha Síntese (FS). Os resultados mostraram que ocorreu uma ascensão gradual na proporção de investigação dos óbitos notificados ao longo dos anos do estudo, no entanto foram observados atrasos significativos para sua conclusão. O preenchimento das variáveis contidas na DO e na FS foi considerado satisfatório, entretanto algumas inconsistências foram encontradas nos dados, mostrando a necessidade de melhorar a qualidade dos registros nas investigações.

9
  • ANDRELINA ALVES MANGUEIRA
  • A ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO E O PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DAS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA NO NORDESTE

  • Orientador : PAULO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 09/08/2016
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  • Com o objetivo principal de induzir a ampliação do acesso e a melhoria da qualidade da atenção básica, o Ministério da Saúde instituiu através da Portaria nº 1.654 GM/MS, de 19 de julho de 2011 o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ - AB).  E acreditando que estudos que avaliem o planejamento das ações nas equipes da Atenção Básica, podem favorecer o processo de trabalho, com consequente melhoria e fortalecimento da atenção básica, surgiu o interesse em desenvolver esse estudo, cujo objetivo geral é: analisar as dimensões relacionadas à organização do processo de trabalho e o planejamento das ações das equipes de atenção básica da Região Nordeste no 1º e 2º ciclo do PMAQ-AB. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo de análise de dados secundários. Utilizou-se para a pesquisa o banco de dados do 1º e 2º ciclo do PMAQ, do grupo de equipes participantes da avaliação externa, na Região Nordeste nos dois ciclos do programa, com estudo das variáveis relativas ao Módulo II – Entrevista com o profissional de Saúde na Unidade de Saúde. As variáveis foram analisadas através da estatística descritiva, com uso do Software IBM SPSS Statistics 24.0 e os resultados foram organizados e agrupados em duas dimensões: Ações da gestão para organização do processo de trabalho das equipes e o planejamento das ações e as ferramentas utilizadas pelas equipes. A pesquisa respeitou todos os preceitos éticos cabíveis tendo aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob o número 21904 em 13 de Março de 2012, estando em consonância com a Resolução nº 196/96, do Conselho Nacional de Saúde. Os resultados demonstraram o apoio da gestão na organização do processo de trabalho das equipes e no planejamento das ações, disponibilizando informações para análise da situação, com discussão dos dados e monitoramento do sistema de informação. Na dimensão relacionada ao planejamento das ações e as ferramentas utilizadas pelas equipes, observou-se que as equipes pesquisadas realizam atividades de planejamento, com uma periodicidade mensal. Realizam monitoramento e análise dos indicadores e informações de saúde. Quanto ao processo de autoavaliação, o instrumento AMAQ foi o mais utilizado, tanto no 1ºciclo quanto no 2º ciclo, sendo aplicado pelas equipes, como uma ferramenta de organização do processo de trabalho. A realização de reuniões constitui em um momento de discussão do processo de trabalho e planejamento das ações, sendo realizadas, em sua maioria mensalmente. Dessa forma, o estudo demonstrou que as equipes de atenção básica da Região Nordestes, desenvolvem o planejamento das ações e organizam o processo de trabalho, com a utilização dos recursos ofertados pela gestão, favorecendo o repensar das práticas em saúde, além de contribuir para o fortalecimento da Atenção Básica.

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  • ELIZANDRA PEREIRA TRINDADE
  • REDESCOBRINDO A EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE TRABALHO DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE

  • Orientador : JACILEIDE GUIMARAES
  • Data: 10/08/2016
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    A Política Nacional da Atenção Básica, instituída pela portaria GM 2.488/2011, traz como função específica do Agente Comunitário de Saúde (ACS) “desenvolver atividades de promoção da saúde, prevenção das doenças e agravos assim como de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade” (BRASIL, 2006, p.15). Define-se como objetivo da pesquisa: analisar as ações de educação em saúde desenvolvidas pelos Agentes Comunitários de Saúde da Unidade Saúde da Família Felipe Camarão I. O estudo se classifica como uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa exploratória. Foi realizada por meio da entrevista semiestrututrada, sendo desenvolvida pesquisador, no mês de março de 2016. A pesquisa respeitou todos os procedimentos éticos preconizados pelas legislações vigentes, com parecer aprovado no Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos com CAAE51325315.4.0000.5292. Os resultados foram trabalhados a partir da análise temática (MINAYO, 2010), abrangendo as seguintes categorias: O entendimento de “educação em saúde; Limites e possibilidades do desenvolvimento de práticas de educação em saúde Ações e sentimentos dos Agentes Comunitários de Saúde no desenvolvimento de ações de educação em saúde. Os achados da pesquisa apontam para uma tensão entre dois modelos educativos: o tradicional e o dialógico. Na realidade parecem co-existir no cenário da Estratégia Saúde da Família os elementos de ambos os modelos, sendo o primeiro hegemônico e o segundo, uma tentativa de consolidação dos pressupostos do Sistema Único de Saúde(SUS).  Entendemos que os profissionais, a partir das dificuldades sentidas, devem buscar novas formas de fazer educação em saúde, possibilitando refletir sobre o cotidiano e transformar as práticas naturalizadas; Os resultados obtidos sugerem a necessidade dos ACS repensarem a forma como vêm desenvolvendo suas práticas educativas em saúde, a fim de buscar junto a sua equipe condições para o seu empoderamento, fazendo com que ele possa se perceber enquanto protagonista junto a sua comunidade na perspectiva de transformação da realidade e fortalecimento do controle social. Fugindo da realidade hoje posta que é de repasse de orientações de caráter normativos que objetivam mudança de hábitos do sujeito em acordo com o que se espera dele, sem levar em consideração a singularidade de cada comunidade ou família


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  • MARCELA FERNANDES DE ARAÚJO BATISTA DE MORAIS
  • AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL NO NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : PAULO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 11/08/2016
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  • No processo de construção do Sistema Único de Saúde (SUS) se fortalece e se evidencia a importância da Atenção Primária à Saúde (APS). As equipes de atenção básica devem se responsabilizar pela população de sua área de abrangência, mantendo a coordenação do cuidado. Dentre as ações prioritárias da Estratégia Saúde da Família está o acompanhamento pré-natal, o qual visa assegurar o bom desenvolvimento da gestação, permitindo o nascimento de uma criança saudável. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atenção à saúde da mulher no ciclo gravídico-puerperal na região Nordeste do Brasil através dos dados do PMAQ-AB. Trata-se de um estudo avaliativo, com abordagem quantitativa, no qual foram utilizados dados secundários obtidos através do banco da avaliação externa do PMAQ-AB dos dois ciclos disponibilizados pelo MS a partir da dimensão voltada para o cuidado a mulher na gestação e puerpério, nos três módulos do instrumento de coleta, sendo: Módulo I – Observação na unidade, módulo II – Entrevista com Profissional da Equipe de Atenção Básica e Verificação de Documentos na Unidade de Saúde e módulo III – Entrevista na Unidade de Saúde com o Usuário. Para análise dos dados quantitativamente, as informações foram inseridas em um banco de dados do Statistical Package for Social Sciences (SPSS®) na versão 17.0. Em seguida realizou-se um linkage dos dois bancos de dados criados, um para o 1º ciclo e outro para o 2º ciclo, utilizando a variável CNES, na qual foram analisadas as mesmas unidades de saúde em ambos os ciclos, sendo 9296 unidades em cada ciclo. Participaram respondendo o instrumento, 5146 profissionais de saúde em cada ciclo de avaliação, e em relação aos usuários, responderam as questões voltadas ao pré-natal, 1732 mulheres no primeiro ciclo, e 2004 mulheres no segundo ciclo. Para as variáveis correspondentes ao puerpério, participaram 1743 mulheres no primeiro ciclo, e 1952 mulheres no segundo ciclo. Os resultados foram apresentados e discutidos em dimensões voltadas a estrutura, processo de trabalho no pré-natal e processo de trabalho no puerpério. Destaca-se a importante consistência das informações voltadas ao uso do cartão da gestante, exames do pré-natal, vacinação, realização da consulta no puerpério e visita do ACS na semana pós-parto, uma vez que são variáveis que se entrelaçam e são respondidas por diferentes atores do processo. Quando comparados o primeiro com o segundo ciclo do PMAQ-AB no tocante as variáveis da mulher no ciclo gravídico-puerperal, em relação à infraestrutura, processo de trabalho das equipes e percepção e satisfação dos usuários, percebem-se avanços. Apesar de existir algumas variáveis que regrediram ou se mantiveram de um ciclo para outro, é nítido que a proposta de indução de mudanças nas práticas dos serviços proposta pelo PMAQ-AB vai aos poucos se consolidando. Os ciclos de avaliação realizados proporcionam incentivar e acompanhar a evolução dos diferentes atores envolvidos em busca de melhoria na qualidade em saúde. Sugere-se que a cada ciclo o instrumento de coleta seja aperfeiçoado e critérios básicos para certificação sejam acrescidos.

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  • THÁZIA COSTA
  • Qualidade de vida dos idosos na Estratégia Saúde da Família: um estudo sob duas óticas

  • Orientador : ROSANA LUCIA ALVES DE VILLAR
  • Data: 11/08/2016
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  • A presente pesquisa aborda o tema da qualidade de vida do idoso na Estratégia Saúde da Família, considerando a participação de um grupo de idosos nas ações de promoção a saúde  desenvolvidas no bairro de Igapó em Natal-Rn. Teve como objetivos aferir a qualidade de vida de um grupo de idosos, em dois períodos distintos, tendo como base o instrumento SF-36 (Medical OutcomesStudy 36 – Item Short –  Form Health Survey); e analisar  a visão dos idosos sobre os efeitos das ações de promoção da saúde para sua  qualidade de vida.Trata-se de um estudo descritivo, transversal que foi desenvolvido em duas etapas, incorporando na primeira etapa uma abordagem quantitativa, mensurando a qualidade de vida, a partir de determinados parâmetros, e na segunda etapa, uma abordagem qualitativa  trazendo a visão dos idosos sobre o objeto analisado “vivido” e suas repercussões.Os dados foram coletados através da aplicação de questionários e realização de grupo focal, e analisados por meio de organização em banco de dados eletrônicos do aplicativo Microsoft Excel e em programa estatístico para análise descritiva e inferencial;    também foi utilizada a análise temática de conteúdo. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HUOL/UFRN (Parecer n. 562.318 e CAAE: 21996313.7.0000.5537.  Os resultados confirmam  melhoria na qualidade de vida dos idosos conforme os domínios do instrumento utilizado: aspecto funcional, aspecto físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspecto social, aspecto emocional e saúde mental e duas dimensões saúde física e mental. E conforme a escuta do grupo que vocalizou situações reconhedoras da melhoria da qualidade de vida. Espera-se que a pesquisa possa contribuir para o fortalecimento das ações de promoção a saúde  como potenciais impulsionadoras de mudanças de práticas direcionadas a melhoria da qualidade de vida.

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  • ANA KARINA SILVA CAVALCANTI FONTELA
  • PERCEPÇÃO DAS ADOLESCENTES VACINADAS CONTRA O HPV QUANTO À PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO UTERINO

  • Orientador : ANTONIO MEDEIROS JUNIOR
  • Data: 12/08/2016
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  • Diante da necessidade de diminuir a incidência do câncer de colo de útero e as lesões causadas pelo vírus HPV, o Ministério da Saúde iniciou em março de 2014 a campanha de vacinação contra o HPV nas meninas de 11 a 13 anos em todo território nacional.  Em virtude da procura dessas jovens adolescentes ao serviço da atenção primaria, tornou-se importante desenvolver um estudo, tendo como objetivo analisar a percepção sobre a prevenção do câncer de colo uterino em usuárias vacinadas contra o HPV em uma Unidade de Saúde do Recife. Trata-se de uma pesquisa-ação na qual foram constituídos dois grupos focais e duas oficinas. Cada grupo foi formado por 01 moderador que conduziu a discussão, mediante um roteiro guia com os seguintes temas: conhecimento e compreensão sobre a infecção pelo HPV e sua ligação com o câncer do colo do útero; entendimentos e preocupações sobre a vacinação contra o HPV; experiência de vacinação; entendimentos sobre a importância do rastreio do câncer do colo do útero e conhecimento sobre as estratégias de prevenção ao câncer uterino na atenção básica. Participou 01 anotador/ registrador responsável por gravar o áudio e transcrever as discussões, número mínimo de cinco e número máximo de dez meninas na faixa etária entre 11 e 14 anos, que já tomaram a primeira dose da vacina, frequentam a Unidade de Saúde Professor Mario Ramos há pelo menos seis meses, e é acompanhada pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde. As reuniões ocorreram em um local confortável e neutro, o encontro foi quinzenal, em dia e hora combinados com as adolescentes, e as participantes foram convidadas pelos ACSs que as visitaram no dia anterior confirmando sua presença. A análise dos dados foi realizada através de Análise de Conteúdo de Bardin. Na direção de desenvolvimento de ações de educação em saúde e análise de situações de saúde, o estudo poderá qualificar o debate da educação permanente em serviço, bem como aperfeiçoar ações de integração ensino e serviço e promover ações que possam melhorar a atenção e gestão do cuidado com a vacinação e realização periódica do exame citológico dessas meninas para a diminuição dos casos e óbitos ocorridos pelo HPV.

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  • JOEL DÁCIO DE SOUZA MAIA
  • A FORMAÇÃO DE UM GRUPO DE HIPERTENSOS PARA O AUTO CUIDADO: UMA PESQUISA AÇÃO

  • Orientador : ANTONIO MEDEIROS JUNIOR
  • Data: 12/08/2016
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    Os modos de vida das pessoas mudaram consideravelmente nas últimas décadas em todo o mundo e, sobretudo em países em desenvolvimento como o Brasil. Essas mudanças trouxeram consigo novas formas de adoecimento, dentre as quais destacam-se as doenças crônicas e degenerativas. Uma das doenças crônicas de maior acometimento nas sociedades contemporâneas, inclusive na brasileira, é a hipertensão arterial sistêmica que possui alta prevalência e se configura como um grande risco para doenças do sistema circulatório.  A Estratégia de Saúde da Família está na primeira linha de enfrentamento dessa patologia e necessita de ações que tenham sustentabilidade nesse empreitada. Tendo isso, tornou-se importante desenvolver um estudo para detectar a percepção de uma equipe de Estratégia de Saúde da Família acerca da formação de grupos, do conceito e importância do autocuidado e da Educação Popular em Saúde, para a partir de então, fomentar a formação de um grupo de autocuidado para usuários portadores de hipertensão arterial à luz da Educação Popular em Saúde. Foi realizada uma entrevista como instrumento de coleta de dados para conhecermos a percepção desses profissionais acerca dos temas foco da pesquisa. Um diário de campo também se fez necessário para captação de outras informações. A análise dos dados colhidos foi feita com base na Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Ao final do estudo, observamos que os trabalhadores que compõem a equipe estudada tinham uma percepção limita da educação em saúde, entendendo-a basicamente como forma de prevenção de doenças, modo de educar e informar a população, desconhecendo o modelo proposto pela Educação Popular em Saúde. As práticas atualmente desenvolvidas pela equipe são basicamente palestras realizadas na comunidade sem cronograma ou regularidade. Problemas como: apenas parte da equipe desenvolvendo as ações de educação em saúde, alguns profissionais sem adesão as essas práticas e calendários de atendimentos muito apertados e incompatíveis são alguns entraves que existem na realidade pesquisada. Os trabalhadores da equipe apresentam certa experiência com o trabalho com grupos de usuários e tem boas expectativas quanto aos resultados que um grupo de usuários portadores de hipertensão arterial pode trazer, porém em sua maioria não conhecem a importância do autocuidado para essas pessoas. Se fez necessário o desenvolvimento de oficinas para a discussão desses temas junto a equipe, onde foi possível confirmar esses resultados, e observar que a equipe necessita de engajamento nas atividades de educação em saúde, de uma agenda de trabalho que dê condições para que esses momentos sejam respeitados, além de educação permanente para a discussão desses e de outros temas. Após as oficinas de capacitação, a equipe optou por organizar uma ação experimental seguindo os moldes da Educação Popular em Saúde pela equipe para os hipertensos da área de abrangência, demonstrando excelentes resultados e sustentabilidade no âmbito local. Acreditamos ser a semente plantada para a fundação do grupo de hipertensos com vistas ao autocuidado guiado pela Educação Popular em Saúde e também o início da mudança das práticas de educação desenvolvidas pela referida equipe.


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  • MARIA ISABEL SILVA GUILHERME
  • SAÚDE DA FAMÍLIA E SAÚDE MENTAL: POSSIBILIDADES DE ARTICULAÇÃO EM UM CONTEXTO DE ZONA RURAL

  • Orientador : JACILEIDE GUIMARAES
  • Data: 30/08/2016
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  • O cuidado na Atenção Básica é estratégico devido sua abrangência no contexto do SUS na organização dos sistemas de saúde, à medida que se constitui a principal porta de entrada dos usuários, demandando uma imprescindível articulação com a atenção de média e alta complexidade e com ações de vigilância em saúde, facilitando o acesso das equipes aos usuários e vice-versa. Por esta característica, é comum que os profissionais de Saúde se encontrem rotineiramente com pessoas em situação de sofrimento psíquico, uma vez que a saúde mental não está dissociada da saúde geral, fazendo-se necessário reconhecer que estas demandas estão presentes em diversas queixas dos usuários da Atenção Básica. Desse modo, aos profissionais da Atenção Básica, demanda-se o desafio de perceber e intervir sobre essas questões, que mais recentemente, contam com o apoio da prerrogativa do apoio matricial em saúde mental e da referência possível de ser articulada através dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) em localidades que dispõem desse dispositivo de atenção. O objetivo do presente estudo foi investigar possibilidades e limites de ações de saúde mental na Estratégia Saúde da Família (ESF) em um contexto de zona rural. Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória com abordagem qualitativa, realizada nas ESF localizadas na zona rural do município de Assú no estado do Rio Grande do Norte. Utilizou-se a entrevista semiestruturada para coleta e registro sobre a problemática investigada. No contexto estudado, verificamos que as dificuldades vivenciadas pelas equipes de saúde da família as colocam frente ao impasse de efetivar e garantir na prática os princípios norteadores do SUS e basilares da Reforma Psiquiátrica. Observamos uma fragmentação da rede de assistência à saúde e do processo de trabalho, onde o pouco investimento na qualificação/capacitação dos profissionais incide sobre o despreparo das equipes para lidar com a saúde mental dos usuários. Assim, é imprescindível a expansão do apoio matricial em saúde mental para maior e melhor possibilidades da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no contexto do estado do Rio Grande do Norte, particularmente, no município de Assú-RN.

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  • JEANE DE OLIVEIRA RAMOS DA SILVA
  • DANÇA CIRCULAR COMO PRÁTICA INTEGRATIVA E COMPLEMENTAR: contribuições para promoção da saúde

  • Orientador : ANA TANIA LOPES SAMPAIO
  • Data: 31/08/2016
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  • Considerando a reforma Sanitária brasileira, que institucionalizou através do Sistema Único de Saúde - SUS a Atenção Integral à Saúde, a Portaria GM/MS Nº 671/2006, que implantou as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no SUS, e a necessidade dos usuários do SUS, dos profissionais de saúde e da gestão de utilização práticas integrativas promotoras da saúde no serviço, este estudo, do tipo Pesquisa Ação Existencial-PAE, visa a analisar e descrever, à luz da abordagem sociopoética (Guathier, 2005), como os Ateliês de Dança Circular para profissionais de saúde poderão promover saúde, e contribuir com o reconhecimento e  expansão desta prática na rede de serviços do SUS. A pesquisa foi desenvolvida na cidade de Natal/RN com um grupo de 15 profissionais de saúde do SUS. Os dados foram coletados através de três instrumentos metodológicos: questionários, diário vivencial e grupo focal. Visou-se a conhecer os sentimentos e pensamentos expressados pelos profissionais da saúde participantes dos Ateliês de Dança Circular; identificar a influência das Danças Circulares na saúde dos participantes; e avaliar como as experiências vivenciadas na Roda de Dança Circular poderão contribuir para o reconhecimento e a expansão desta prática como uma PIC no âmbito da rede municipal saúde de Natal. Como referencial teórico principal, foram utilizados os estudos acerca da Dança Circular, o Paradigma da Salutogênese, as Políticas de Promoção da saúde, Práticas Integrativas, Educação Permanente e Saúde do trabalhador. Conclui-se que o Ateliê Dança Circular propiciou a construção de um ambiente saudável, o qual produziu sensações e sentimentos promotores da saúde, além de propiciar momentos de expansão da consciência que aprofundaram a compreensão de valores humanos importantes para uma convivência diária saudável, como, por exemplo:  igualdade, cooperação, união, paz e respeito às diversidades. Além disso, expandiu-se a utilização e reconhecimento da Dança Circular como Prática Integrativa e Complementar na rede de serviços do SUS, possibilitando a continuidade da expansão com a implantação da roda permanente de Dança Circular da SMS - Natal/RN: Roda Mandala de Luz.

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  • NATHALY SOPHIA ROCHA PHILLIPS DAVID
  • AUTOAVALIAÇÃO INTEGRATIVA DA GESTÃO DO CUIDADO: SENTIDOS E SIGNIFICADOS DAS PICS EM NÍSIA FLORESTA

  • Orientador : ANA TANIA LOPES SAMPAIO
  • Data: 31/08/2016
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  • A reforma sanitária, instituída no Brasil a partir de 1988, traz como um dos princípios basilares do Sistema Único de Saúde - SUS a atenção integral em saúde. Uma das políticas estruturantes para este cuidado integral é a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares-PICs, lançada desde 2006, que incorpora como dispositivo a Clinica Ampliada no âmbito da Atenção Básica. O Município de Nísia Floresta, situado no agreste do Rio Grande do Norte, encontra-se em processo de implantação da sua Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde - PMPIC. O presente estudo é uma pesquisa qualitativa do tipo Pesquisa-Ação de cunho analítico etnofenomenológico com abordagem sociopoética, que tem como objetivo descrever e analisar o processo de implantação da PMPIC/Nísia Floresta-RN, a luz dos sentidos e significados apontados pelos profissionais da Estratégia de Saúde da Família durante um Ateliê Humanopoiético de autoavaliação  

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  • VALESKA CAHU FONSECA DA NÓBREGA
  • As redes sociais de apoio para o aleitamento materno: uma pesquisa ação

  • Orientador : ROSANA LUCIA ALVES DE VILLAR
  • Data: 31/08/2016
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  • A pesquisa discorre sobre as Redes sociais de Apoio ao aleitamento materno (AM) em uma Unidade de Saúde da Família (USF) a partir de aportes teóricos sobre as redes sociais, considerada como teia de relações estabelecidas entre as pessoas e suas consequências nos comportamentos individuais e coletivo e a teoria da dádiva que desvenda a compreensão sobre interações sociais, vínculos, trocas e reciprocidades que fazem circular bens simbólicos essenciais a constituição de laços fortalecendo a rede e a pratica da amamentação. Teve como objetivo geral  analisar as redes sociais de apoio para o estimulo ao AM e desenvolver ações na perspectiva do seu fortalecimento; e como objetivos específicos: mapear as redes sociais de apoio de mulheres no ciclo gravídico puerperal, desenvolver ações educativas para o estímulo ao AM envolvendo as redes sociais de apoio e analisar os resultados das ações educativas conforme a visão dos participantes. A pesquisa foi do tipo pesquisa ação desenvolvida em quatro fases: a fase exploratória, a fase de planejamento, a fase da ação e a fase de avaliação, com abordagem qualitativa. Teve como cenário a área adstrita a USF – Centro, no município de Parnamirim, estado do Rio Grande do Norte, e os sujeitos da pesquisa foi constituído por oito mulheres em fase de amamentação exclusiva.  Os dados foram coletados nas diferentes fases através de entrevistas, registros do diário de campo e grupo focal.  Foram analisados através da elaboração de ecomapa; relato das ações desenvolvidas e utilização da técnica de analise temática de conteúdo.  Os resultados revelaram que a família nuclear possui uma relação muito forte com as nutrizes destacando o parceiro (pai) e a mãe (avó) como integrantes mais influentes na rede social das mesmas. As ações educativas realizadas se constituíram de três tipos de atividades que se complementaram: visitas domiciliares, rodas de conversas e interação de um grupo virtual com a utilização do aplicativo WhatsZap e foram motivadoras do fortalecimento da rede, contribuindo para incentivar a continuidade do aleitamento materno. A análise das vozes dos sujeitos participantes afirmaram a importância da rede apoio para a prática do aleitamento materno, envolvendo relações de trocas e pessoalidade nas quais circularam dádivas positivas, gerando sentimentos de reconhecimento, afeto, solidariedade e satisfação por terem vivenciado a experiência.

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  • HENRIQUE GONÇALVES DANTAS DE MEDEIROS
  • SAÚDE DA FAMÍLIA E EDUCAÇÃO MÉDICA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DE UM CURSO DE MEDICINA NO SERTÃO PARAIBANO

  • Orientador : THIAGO GOMES DA TRINDADE
  • Data: 01/09/2016
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  • Considerando os processos de reforma da educação médica nos últimos anos e o debate atual sobre a interiorização da medicina, verifica-se a necessidade de estudar as experiências surgidas após as DCN de 2001. Assim, buscou-se analisar a experiência do curso de medicina da UFCG-Cajazeiras, bem como: fazer um relato histórico do curso; analisar os desafios atuais; reconhecer os fundamentos teóricos do PPC; descrever a inserção da Saúde Coletiva/MFC no currículo; analisar se esse PPC atende às exigências da APS; descrever como os aspectos referentes ao mundo do trabalho, projeto pedagógico, abordagem pedagógica, cenários de prática e desenvolvimento docente são vivenciados; reconhecer contradições entre PPC e condução real; e extrair generalizações que embasem políticas públicas. A pesquisa localiza-se no quadro referencial marxista, utilizando métodos de procedimento histórico, monográfico e comparativo, com abordagem qualitativa de caráter descritivo e exploratório, tendo, como técnicas de coleta de dados, a Documentação Indireta (pesquisas documental e bibliográfica) e a Observação Direta Intensiva - observação participante, inicialmente assistemática e, posteriormente, sistemática, seguindo instrumento desenvolvido por Lampert; e, enquanto técnica de análise de dados, o método hermenêutico-dialético. A história do curso revela a tensão entre baixa capacidade de absorção da rede de saúde local e características institucionais da UFCG (corpo docente e PPC). O primeiro aspecto foi pólo principal da contradição nos primeiros anos, parcialmente contornado com  redução de entradas anuais, viabilização do internato em outras instituições e instalação de serviços hospitalares próprios. Somente então o Desenvolvimento Docente ganha principalidade nos desafios atuais. Partindo de problemática comum à Medicina Rural, o PPC apresenta grande ecletismo: flerta com o Materialismo Histórico-Dialético via Epidemiologia Crítica Latino-Americana, que fundamenta sua compreensão da Medicina, e Metodologia da Problematização, subjacente à compreensão do aluno como sujeito e à diversificação dos espaços de aprendizagem; referenciando-se na Pedagogia das Competências, dialoga com correntes de cunho racionalista, individualista e neopragmatista; e, finalmente, a Pós-modernidade de Contestação de Boaventura de Sousa Santos e o Pensamento Complexo de Edgar Morin fundamentam uma compreensão ética do Ser Humano e da Ciência, que norteia os pressupostos de currículos baseados no humanismo e da pesquisa como eixo condutor do ensino. O curso está alinhado às diretrizes da ABEM/SBMFC para o ensino na APS. Inserido desde o primeiro ano, com o ensino de abordagens coletivas do processo saúde-doença, a formação na APS continua com ênfase, a partir do quarto período, na abordagem comunitária e familiar no território, dentro do qual se desenvolve a Residência em MFC e onde, nos anos intermediários seguintes e no internato, treina-se abordagem da clínica individual na APS. Nesse percurso são trabalhadas metodologias diferenciadas, como vivências, grupos tutoriais para acompanhamento de PTS, seminários, etc. O curso apresenta perfil Inovador com Tendência Avançada, sendo o Desenvolvimento Docente seu ponto crítico, revelando sua contradição fundamental: avanços no plano teórico, mas que não são expressos totalmente na prática. Conclui-se que as políticas de interiorização do ensino médico deve priorizar a análise da rede de saúde, e que mudanças na educação médica depende sobretudo da ação política na disputa de projetos.

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  • ALEXANDRE BEZERRA SILVA
  • DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER CERVICOUTERINO: UMA AÇÃO REALIZADA PELO ENFERMEIRO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE ASSÚ/RN?

  • Orientador : MAISA PAULINO RODRIGUES
  • Data: 09/09/2016
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    A elevada incidência e mortalidade por câncer cérvico-uterino no Brasil justificam a implantação de estratégias efetivas de controle da doença que incluam promoção à saúde, prevenção e detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos, quando forem necessários. As populações de mulheres das Unidades de Saúde da Família não são cobertas pelo exame de citologia oncótica na faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde. As ações do enfermeiro na Estratégia Saúde da Família (ESF) ainda são insipientes, não há rastreamento na faixa etária recomenda pelo Ministério da Saúde. Dessa forma o estudo em tela tem como objetivo geral analisar as ações do enfermeiro da Estratégia Saúde da Família voltada à detecção precoce e rastreamento do câncer cérvico-uterino na ESF do município de Assú e como objetivos específicos: identificar se há busca ativa, pelo enfermeiro, de mulheres na faixa etária de maior risco para câncer cérvico-uterino nas equipes da Estratégia de Saúde da Família; conhecer as ações de educação em saúde direcionadas a prevenção do câncer cérvico-uterino nas equipes da Estratégia de Saúde da Família. Trata-se de um estudo exploratório de natureza qualitativa. Após consentimento institucional e parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Onofre Lopes, Parecer  no 1.562.578 e CAAE 537532155.000.5292, a coleta de dados foi realizada no mês de junho de 2016.  Participaram da pesquisa 11 enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família do município de Assú/RN. Optou-se pela entrevista individual semiestruturada. Os dados foram analisados a partir do método de Análise de Conteúdo Temático de Minayo. Trazendo os principais resultados obtidos a partir da pesquisa, percebeu-se que é preciso que as equipes da Estratégia Saúde da Família estejam atentas na questão da periodicidade em que esses exames são feitos, a faixa etária em que são realizados esses exames, enfim, ao perfil das mulheres que devem realizar o exame de colpocitologia oncótica. O atendimento da demanda espontânea para a coleta da amostra citopatólogica deve continuar, mas é importante a priorização da faixa etária de maior risco para a doença. Destarte, a educação em saúde e a busca ativa devem constituir como ferramentas essenciais para a prevenção e controle do câncer do colo do útero.


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  • SAMIRAMIS SIMONE DE SOUSA REZENDE
  • Saúde bucal na atenção básica: estratégias para melhoria do acesso

  • Orientador : ELIZABETHE CRISTINA FAGUNDES DE SOUZA
  • Data: 30/09/2016
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  • No Brasil, apesar da expansão dos serviços de saúde bucal ocorrida nos últimos anos, a organização da demanda e o acesso à atenção integral ainda são desafios no SUS. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar o acesso às ações de saúde bucal na atenção básica e compor estratégias de intervenção na perspectiva de sua melhoria.  O estudo adotou abordagem qualitativa de caráter interventivo e foi realizado com uma equipe de saúde da família em unidade da rede básica do município de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil. Nas estratégias metodológicas, inicialmente, usou-se a técnica do círculo hermenêutico dialético (CHD) para identificar o entendimento dos profissionais da equipe de saúde sobre a temática abordada, havendo a construção/reconstrução de novos e velhos conceitos, a partir dos quais se definiram temáticas para aprofundamento. Foram realizadas oficinas com o intuito de dialogar com os participantes e buscar ferramentas/instrumentos que pudessem contribuir para a melhoria do processo de trabalho no que diz respeito ao acesso ao cuidado integral à saúde bucal. O registro de dados se deu por meio do Diário de Pesquisa e por gravação de áudio, previamente autorizada. As atividades propostas se desenvolveram de forma compartilhada com profissionais da equipe e as estratégias de ações foram compostas pelos participantes com base na literatura, considerando seus saberes e experiências práticas. A análise se produziu em processo analítico dinâmico e de construção coletiva de estratégias para qualificar a assistência em saúde.  Os participantes concluíram que para qualificar a assistência à saúde bucal não poderiam atuar isoladamente e que mudanças necessárias para a melhoria do acesso à saúde bucal devem incluir visão ampliada do cuidado integral e ação compartilhada entre sujeitos nos processos de trabalho. Os resultados da pesquisa indicam que o acesso à saúde bucal não se restringe à atuação do profissional/equipe de saúde bucal, mas se amplia e se articula à atuação de demais profissionais da equipe de saúde da família e à implicação de todos envolvidos nos processos de trabalho em saúde: trabalhadores, usuários e gestores.

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  • JOSEANE DA ROCHA DANTAS CAVALCANTI
  • A Tenda do Conto na Atenção Primária à Saúde: um espaço possível para o cuidado integral à saúde masculina?

  • Orientador : GEORGIA SIBELE NOGUEIRA DA SILVA
  • Data: 05/12/2016
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  • A pretensa invulnerabilidade masculina vêm se constituindo em fator de vulnerabilização ao adoecimento, acrescido ao fato da invisibilidade de suas demandas pelos serviços de saúde, no que diz respeito a organização dos serviços e as crenças em relação a masculinidade significar sinônimo de não cuidado. Temos nesse contexto, a necessidade de criação e intensificação de estratégias na atenção básica que contemple de maneira singular os homens. Diante desse cenário, realizamos uma pesquisa qualitativa de caráter interventivo visando compreender se a prática inventiva da Tenda do Conto pode se configurar como um espaço de cuidado humanizado e integral para a saúde dos homens usuários da Estratégia Saúde da Família. O estudo foi realizado com nove homens  em uma Unidade de Saúde da Família, no município de Cuité-PB. Como estratégia metodológica, utilizamos a entrevista, e a participação dos homens na Tenda do Conto, mediada pela pesquisadora;  e o diário de campo da pesquisadora e sua assistente. A Tenda do Conto se configura como um espaço aberto, através de encontros onde usuários e profissionais de saúde partilham sabedorias e experiências de vida, estimulando a co-responsabilidade na busca de soluções e superação dos desafios, constituindo uma estratégia de otimização no acolhimento e estabelecimento de vínculo alicerçado no princípio de humanização. Para a análise e interpretação das narrativas recorremos à Hermenêutica Gadameriana.  A partir do diálogo com as narrativas dos homens nas tendas e entrevistas obtivemos alguns eixos temáticos: 1) Ser homem é dar conta de tudo! Nesse eixo constatamos a centralidade do trabalho na construção das masculinidades, e a responsabilidade para com tudo e o ter caráter configurando a força do ser homem;  2) Concepções sobre saúde:  viver bem e não sentir nada.  Eles partiam da ausência de doença, indo ao bem estar, com destaque no decorrer das tendas para a presença da música, do lazer, e da convivência entre eles como aliados em sua saúde.  3) Concepções sobre bom atendimento: a busca pela resolutividade e acesso surgem ao lado do acolhimento e qualidade da comunicação. 4) Demandas de saúde e a tenda: revelando necessidades. Das demandas observamos: hipertensão arterial, gastrite, problemas de próstata, dor física e ansiedade. Eles evidenciam suas necessidades de recorrerem aos serviços de saúde e (re) conhecem  a  necessidade de dar visibilidade e cuidado as suas questões emocionais. 5) A tenda do conto e o reconhecimento do outro pela palavra.  Neste eixo, da timidez inicial ao (re)conhecimento e a alegria de poder falar, evidenciam os ganhos obtidos com a Tenda  para a expressão de suas singularidades e subjetividades. Por meio da contação desses homens, de suas histórias de alegrias e dores, constatamos o quanto foi possível cuidar da saúde masculina além da doença e do cuidado instrumental, no âmbito da ESF. Ao valorizar e acolher as dimensões da subjetividade masculinas, o protagonismo diante da saúde, e promover um encontro dialógico, a Tenda do Conto exerceu um lugar de cuidado humanizado e integral para esses homens e pode continuar inspirando mais práticas que favoreçam o acolhimento às dores existenciais e o reencontro com a potência dos encontros, por serem estas necessidades demasiadamente humanas. 

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  • RAFAEL SOARES CHAVES
  • PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR COMO FERRAMENTA DE GESTÃO DO CUIDADO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DO RN: desafios e possibilidades.

  • Orientador : ANA KARENINA DE MELO ARRAES AMORIM
  • Data: 19/12/2016
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    No Brasil, o uso e o desenvolvimento de instrumentos e tecnologias em saúde para a garantia do acesso a saúde como direito de todos, bem como a resolubilidade das diferentes e complexas demandas observadas nos territórios representam ponto chave para o desenvolvimento do SUS em seus princípios fundamentais nas diferentes regiões brasileiras. O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é uma prática atualmente ainda não incorporada na rotina da maioria das equipes de saúde na atenção básica e ainda pouco difundida e desenvolvida, apesar de seu grande potencial na produção de novas realidades, sobretudo no que diz respeito aos casos complexos. Em virtude disso, justificam-se estudos no sentido de lançar luz sobre a realidades das equipes em relação ao uso do PTS como ferramenta de gestão do cuidado em saúde no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF). Nesse sentido, o presente trabalho trata de uma pesquisa qualitativa exploratória a qual buscou investigar como uma equipe da ESF e uma equipe do NASF que a apoia utilizam o PTS no seu território, tendo como objetivos específicos: conhecer os sentidos atribuídos pelos profissionais (das equipes NASF e ESF) às noções de Clínica Ampliada, de Apoio Matricial e de Projeto Terapêutico Singular; identificar como as equipes se comunicam e se vinculam para a construção do PTS e realização do apoio matricial; e identificar as potencialidades e dificuldades vividas pelas equipes para o uso do PTS como ferramenta de gestão do cuidado. Para tanto, a abordagem metodológica foi desenvolvida através de entrevistas individuais semi-estruturadas e grupos focais com os profissionais das equipes de um município de pequeno porte do RN. Os dados produzidos pelas entrevistas e pelos grupos focais foram organizados e categorizados através da análise de conteúdo proposta por Bardin. Os três eixos de análise foram: 1) O multiprofissionalidade, co-responsabilidade e resolutividade; 2) Concepções de PTS, dificuldades, falta de experiência e o desconhecimento sobre PTS; e 3) Articulação e planejamento das ações. De modo geral, o estudo apontou que a construção de PTS como uma prática pontual, sendo uma ferramenta que pouco compõe o cotidiano das equipes e dos serviços de saúde na AB,  apesar de ser reconhecidamente importante para a ampliação das ações e resolutividade dos problemas dos usuários. Além disso, o PTS além de não ser uma ferramenta de uso cotidiano, é desconhecida por muitos e as equipes são carentes de experiências que potencializem o seu uso de forma sistemática e compartilhada nos espaços de produção do cuidado em saúde. Dessa forma, coloca-se como importante que ações de qualificação da atenção sejam desenvolvidas junto às equipes para o uso do PTS entre outras ferramentas para gestão do cuidado de forma integral e compartilhada.


2014
Dissertações
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  • JOSE ADAILTON DA SILVA
  • Promoção da Saúde: estratégias para a autonomia e qualidade de vida do sujeito com diabetes

  • Orientador : KARLA PATRICIA CARDOSO AMORIM
  • Data: 30/01/2014
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  • O diabetes é uma doença crônico-degenerativa de grande prevalência na população mundial configurando-se enquanto sério problema de saúde pública. Por ser crônico exige dos sujeitos autocuidado e autogoverno longitudinal. A autonomia é um direito fundamental e também um dos princípios da bioética mais discutidos na atualidade. Seu conceito é complexo e leva em conta a vida experimentada ao longo dos anos. Quando a discussão sobre autonomia se trata de diabetes, a dependência do outro e os conflitos no controle da doença, diante de novas regras e estilos de vida, nem sempre condizentes com os valores dos pacientes, torna-a fragilizada. Embora a autonomia seja claramente parte integrante do tratamento e alicerce para uma vida digna e de qualidade, observa-se que os sujeitos tornam-se ainda mais dependentes dos serviços de saúde quando se deparam com o diagnóstico e não têm confiança para tomar suas próprias decisões diante da patologia limitadora, daí a necessidade dos serviços de atenção primária à saúde traçarem estratégias para promover a saúde desses sujeitos. Os Grupos Estratégicos de Promoção da Saúde são estratégias recentemente utilizadas para influenciar no nível de autonomia dos sujeitos, pois possibilitam, respeitando os limites éticos, garantir participação decisória no grupo, através de estratégias e treinamentos de habilidades com competências claramente definidas, que favorecem o empowermet e o protagonismo dos sujeitos. Desse modo, este trabalho objetiva propor estratégias no âmbito da promoção da saúde na ESF, que contribuam para melhor autonomia e qualidade de vida aos portadores de diabetes mellitus, a partir de sua percepção. E, mais especificamente analisar o perfil clínico e socioeconômico dos portadores de diabetes da ESF; identificar as experiências, necessidades e expectativas dos diabéticos sobre autonomia, autocuidado e qualidade de vida; e estruturar em conjunto com os diabéticos propostas para implantação de um Grupo Estratégico de Promoção da Saúde – GEPS. Para isto, foi realizada uma pesquisa exploratória descritiva de abordagem qualitativa, com 65 sujeitos com diabetes acompanhados por uma Unidade de Saúde da Família do Município de Santa Cruz/RN. A pesquisa foi realizada em três etapas interdependentes: 1) coleta de dados clínicos e socioeconômicos, para o qual foi utilizado entrevista estruturada e análise retrospectiva dos registros feitos em seu prontuário; 2) a análise das experiências, necessidades e expectativas dos sujeitos sobre autonomia, autocuidado e qualidade de vida, que utilizou-se de entrevista semiestruturada com 6 sujeitos, sendo 3 com mais e 3 com menos complicações autorreferidas e verificadas no prontuário; e 3) a construção coletiva de propostas para melhor autonomia e qualidade de vida dos próprios participantes do estudo, por meio de roda de conversa. A análise dos dados foi feita utilizando-se software de estatísticas simples para os dados das questões fechadas e os dados qualitativos foram analisados quanto ao conteúdo.  Observa-se que o perfil clínico e socioeconômicos dos sujeitos com diabetes aproximam-se das estatísticas nacionais, embora exista variáveis, como cor da pele, com variação significativa. A autopercepção dos sujeitos diante de algumas complicações divergem de registros encontrados em seu prontuário o que aponta uma possível desvalorização de queixas como hipoglicemia e disfunção sexual, como também baixa adesão ao tratamento por, muitas vezes, não terem suas opiniões valorizadas. As categorias encontradas: vida, qualidade de vida, diagnostico e enfrentamento do problema, autonomia, limites e dependência e as práticas coletivas de promoção da saúde, apontam para a necessidade de estratégias por meio de grupos que considerem as crenças e valores dos sujeitos, favoreçam sua emancipação e torne-os protagonistas de sua própria história. A autonomia é fundamental para o exercício da cidadania efetiva, é por meio dela que os sujeitos transformam sua realidade e a si mesmo.

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  • RICARDO HENRIQUE VIEIRA DE MELO
  • Análise de redes do cotidiano a partir do encontro entre usuários e profissionais da Estratégia Saúde da Família.

  • Orientador : ROSANA LUCIA ALVES DE VILLAR
  • Data: 14/02/2014
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    O presente estudo discute a formação de Redes Sociais no cotidiano da Estratégia Saúde da Família, a partir de aportes da teoria sociológica sobre redes, interações, dádiva e reconhecimento. O objetivo geral é analisar as redes sociais locais em saúde a partir da interação de usuários e profissionais da Estratégia Saúde da Família na Unidade de Saúde de Cidade Praia, em Natal, RN. Seus objetivos específicos são: Mapear as redes sociais locais em saúde existentes no território adscrito; Identificar os tipos de interações cotidianas entre os sujeitos; Compreender a percepção dos sujeitos sobre o processo de formação de redes sociais a partir das interações. Caracteriza-se enquanto pesquisa qualitativa exploratória cujos sujeitos foram profissionais e usuários vinculados à referida unidade de saúde.  Para a coleta de dados foram utilizadas entrevistas individuais semiestruturadas e debates em grupos focais, estimulados pela Metodologia de Análise de Redes do Cotidiano (MARES), pertinente para abordar a complexidade das relações sociais e mapear os diferentes conteúdos expressos e as formas de mobilização coletiva. A análise dos dados foi realizada através da Técnica de Análise Temática de Conteúdo, proposta por Minayo. Os resultados foram interpretados à luz das Teorias da Dádiva (Mauss) e do Reconhecimento (Honneth). Os sujeitos visualizaram: Rede Virtual (28,20%); Rede de Atenção à Saúde (25,64%); Redes de Usuários (17,95%); Rede Pessoal (10,26%); Conselho Comunitário (10,26%); Escolas (7,69%). Os participantes não perceberam os arranjos familiares enquanto Redes Sociais. Os tipos de interações sociais identificadas foram: Confrontação/Negociação (41.02%); Harmônicas (25,70%); Correlativas (17,90%); Definidas pela Organização (15,38%). A formação de redes sociais ocorre a partir de interações cotidianas entre pessoas, pela articulação inseparável de conteúdos e formas, catalisadas pelo contexto, experiência e cognição, valorizando a liberdade, a expressividade e a diversidade dos parceiros de significação. Foram encontradas duas categorias, na percepção dos sujeitos, sobre a formação de redes sociais do cotidiano: Diálogo e Encontro. A aposta no circuito da dádiva e do reconhecimento recíproco, durante o trânsito nas redes sociais em saúde, pode ser capaz de tecer uma práxis transformadora, pela busca e alcance de confiança, respeito e estima, nos espaços de encontro entre usuários e profissionais da Estratégia Saúde da Família.


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  • FRANCISCO GLERISTON VIEIRA
  • AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DAS USUÁRIAS SOBRE A ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : PAULO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 27/02/2014
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  • Este trabalho discute a avaliação da satisfação das usuárias sobre a atenção à saúde da mulher em relação à qualidade da Atenção Primária à Saúde (APS) no Estado do Rio Grande do Norte (RN).
    O objetivo geral da pesquisa é Avaliar a satisfação das usuárias acerca das ações empreendidas na área de Saúde da Mulher, no âmbito Atenção Básica, no Estado do Rio Grande do Norte, a partir das informações do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQAB). Tendo como objetivos específicos Avaliar aspectos relacionados à Saúde da Mulher; Avaliar as ações de acolhimento específicas às gestantes e; Avaliar as informações sobre o pósparto. Essa dissertação caracteriza-se enquanto pesquisa avaliativa realizada através de um estudo transversal e multicêntrico (tipo inquérito), com abordagem quantitativa, no qual faz parte da Avaliação Externa do PMAQ-AB no Estado do RN, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.  Foram utilizados dados secundários das entrevistas com usuárias presentes nas Unidades Básicas de Saúde durante a Avaliação Externa do PMAQ-AB no Estado do RN. A amostra se deu por conveniência a partir dos seguintes critérios: usuários que estavam presentes nas Unidades Básicas de Saúde para realizar qualquer tipo de procedimento, assim como ter frequentado o serviço há pelo menos 1 ano e se disponibilizar a participar da pesquisa. Foram excluídos os que tinham ido pela primeira vez na unidade de saúde e aqueles que não frequentaram a mais de 12 meses. Para a coleta de dados foi utilizado um quadro variáveis/indicadores contendo as seguintes dimensões de análises: Saúde da Mulher, Acolhimento Específico à Gestante e Informações sobre o Pós-parto. A análise descritiva dos dados foi realizada por meio de frequências absolutas e relativas das variáveis, através do programa Statistic Package for Social Sciences (SPSS) for Windows, versão 22.0.0. Os resultados desta pesquisa indicam um quadro positivo de satisfação das usuárias acerca da Atenção à Saúde da Mulher no Estado do Rio Grande do Norte perante as ações empreendidas pela APS. Outra análise importante é a integração da APS com outros pontos da Rede de Atenção à Saúde na tentativa de reorientação do Modelo de Atenção à Saúde enquanto porta de entrada para garantia do acesso e da qualidade dos serviços prestados aos usuários e como coordenadora deste conjunto de cuidado. Portanto, a avaliação da satisfação dos usuários nos serviços de saúde é fundamental entre todos os atores envolvidos no processo de consolidação do Sistema Único de Saúde – SUS, tendo a necessidade de se repensar às práticas profissionais, reorganizar os processos de trabalhos das equipes Multiprofissionais de Saúde, viabilizar recursos financeiros, insumos e materiais, planejar e sistematizar novas ações de atenção à saúde com o objetivo de garantir a atenção integral a saúde da população.

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  • MARISE SOARES ALMEIDA
  • AÇÕES EDUCATIVAS COM PORTADORES DE DIABETES MELLITUS ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE

  • Orientador : ANTONIO MEDEIROS JUNIOR
  • Data: 20/03/2014
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    A Educação Popular em Saúde, em sua dimensão libertadora, remete indivíduos e grupos à troca de saberes e experiências, permitindo-lhes associar a saúde ao resultado das suas condições de vida. Sob essa ótica, trabalhadores e usuários da saúde são sujeitos do processo educativo. Neste sentido, este estudo tem como objetivos identificar as principais características clínicas e sócio-sanitárias e promover ações educativas com portadores de Diabetes Mellitus (DM) em uma Unidade de Saúde da Família do Distrito Sanitário Oeste, no município de Natal/RN. Trata-se de uma pesquisa-ação na qual será utilizado, para a dinamização de três grupos educativos com reuniões periódicas mensais, o referencial teórico da Teoria da Educação Libertadora, que tem como base uma pedagogia problematizadora, emancipadora e que valoriza o diálogo no processo de compreensão de si mesmo e do mundo. Participaram da pesquisa trinta trabalhadores de saúde e trinta e seis diabéticos, moradores da área de abrangência da unidade de saúde. Cada grupo tinha, em média, doze participantes, e as ações foram organizadas no salão da unidade, no Espaço Eliane Laurentino, utilizando-se rodas de conversa, dinâmicas de grupo, narrativas de vida, relatos de experiências, exibições e discussões de filmes, músicas, explicitação de saberes, desejos, limitações, crenças e valores socialmente construídos. A coleta dos dados realizou-se durante o segundo semestre de dois mil e treze através da Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), gravações das rodas de conversa, observação participante, dinâmicas de grupo, depoimentos, questionários, narrativa de vida e fotografias. O material empírico foi organizado e submetido a três análises: conteúdo temático (Bardin), análise pelo software IRAMUTEQ (Ratinaud), e o método de análise fotográfica (Edmund Feldman). Essas análises dos dados originaram palavras, expressões, categorias, temas e situações criativas mostrando que a educação popular em saúde encontra-se em processo de construção, ainda muito incipiente na atenção básica. A Política Nacional de Educação Popular em Saúde nos mostra os caminhos necessários para a transformação das práticas de saúde e a construção de uma sociedade mais compartilhada e solidária. As reuniões de grupo vivenciadas poderiam ser espaços para reverter essa lógica normativa que vem acontecendo ao longo dos anos na atenção básica, mas isso, por se só, não basta. Assim, percebemos que a educação popular em saúde é vista com bons olhos pelo ministério da saúde, sendo incorporada timidamente no processo educativo dos sujeitos deste estudo e bem distante dos princípios de participação, organização de um trabalho político, ampliação dos espaços de diálogo, respeito, de solidariedade e tolerância entre os diversos atores envolvidos no enfrentamento dos problemas de saúde, fundamentais para o aperfeiçoamento na construção de práticas saudáveis da atenção básica.


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  • ANDREZZA KARINE ARAÚJO DE MEDEIROS PEREIRA
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    LIMITES E POSSIBILIDADES DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE PAU DOS FERROS/RN.


  • Orientador : MAISA PAULINO RODRIGUES
  • Data: 27/03/2014
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  • A Estratégia Saúde da Família (ESF) apresenta-se como um espaço privilegiado para a efetivação de práticas de educação em saúde orientadas pelo diálogo entre o saber científico e o saber popular, uma vez que é nesse espaço de saúde que profissionais e indivíduos/família se interrelacionam, criam vínculos, dialogam e constroem soluções para o enfrentamento dos problemas de saúde da população. O objetivo geral deste estudo foi analisar os limites e as possibilidades de efetivação da educação em saúde voltada para a coletividade na ESF de Pau dos Ferros/RN. Nesse sentido, buscou-se conhecer as concepções de educação em saúde dos profissionais de nível universitário da ESF; observar onde as práticas de educação eram desenvolvidas; conhecer os conteúdos e metodologias utilizadas para a efetivação das práticas de educação em saúde e caracterizar os espaços onde tais práticas eram desenvolvidas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo-exploratório, realizada junto a oito equipes localizadas na zona urbana do município. Foram investigados 18 profissionais que atuam nessas equipes, dentre os quais elencamos: quatro médicos, oito enfermeiros e seis odontólogos. Fez-se uso da entrevista semiestruturada e da observação baseada em princípios etnográficos. Os dados foram analisados com base na técnica de análise de conteúdo de Bardin (2010). O estudo obedeceu aos aspectos éticos contidos na Resolução 196/96 que regulamenta as Pesquisas Envolvendo Seres Humanos. Os resultados apontam que as concepções e práticas de educação em saúde dos profissionais da ESF são orientadas por uma “educação bancária”, pautadas pela transmissão e reprodução de conhecimentos. As temáticas são desenvolvidas de forma verticalizada, dissonantes da realidade de vida e saúde dos usuários. As práticas educativas são ofertadas majoritariamente por enfermeiros e estudantes de graduação em estágio na USF. Em sua maioria não são planejadas em equipe, e estão direcionadas à prevenção de doenças, distanciando-se da promoção da saúde. As principais dificuldades apontadas para a efetivação da educação em saúde dizem respeito à dificuldade de trabalhar em equipe, à falta de apoio da gestão, à estrutura física inadequada e a pouca adesão dos profissionais a práticas educativas. Portanto, a educação em saúde praticada na ESF não consegue instrumentalizar os sujeitos para que estes tenham autonomia e possam tornar-se sujeitos de suas vidas, de sua história. A prática educativa centrada na transmissão de conhecimentos ainda é uma realidade presente na ESF, constituindo-se em um desafio a ser superado.

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  • MARIA BETÂNIA DE MORAIS
  • PET-Saúde na Percepção de Estudantes: Contribuições para a Formação na Área de Saúde.

  • Orientador : KARLA PATRICIA CARDOSO AMORIM
  • Data: 14/04/2014
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  • Essa dissertação buscou analisar a percepção de estudantes acerca do Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (Pet-Saúde) para a Formação na área de Saúde. Discute a temática proposta a partir da percepção de estudantes egressos do PET-Saúde dos cursos participantes (odontologia, medicina, fisioterapia, enfermagem, nutrição, educação física) que desenvolveram suas atividades curriculares nas unidades de saúde da família do município de João Pessoa, entre 2009/ 2011.Propõe  caminhos de políticas indutoras de mudanças curriculares como uma via potencial de contribuições para formação na área de saúde. Chama-se atenção para as novas possibilidades de trabalhar a formação em saúde de forma contextualizada, eticamente embasada e socialmente referendada. Aponta-se nesse processo para a necessidade de adequar os perfis profissionais às demandas dos SUS. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, dentro de uma abordagem qualitativa, realizado no município de João Pessoa no âmbito dos cursos da área de saúde da Universidade Federal da Paraíba. O material empírico deste trabalho foi tratado pelo emprego da técnica Análise de “Conteúdo Categorial Temática” proposta por Bardin. Os resultados indicam perspectivas de incentivo a novas práticas e mudanças curriculares, em que se destaca o PET-Saúde, que vem apresentando experiências importantes no âmbito do ensino- serviço-comunidade com a inserção de estudantes na rede de saúde municipal. Conclui-se que o caminho percorrido desde a coleta à análise dos dados, corroborou com a literatura para reafirmar a importância e a urgência de mudança nos processos formativos com vistas a uma maior proximidade com as necessidades de saúde e com o SUS. O PET-Saúde é projeto incipiente e que demandam maiores investigações no que diz efetivação do caráter interdisciplinar e multiprofissional de sua proposta.    

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  • ANA CAROLINA DE SOUZA PIERETTI
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    Superando a aridez do semiárido: encontros entre saúde mental e saúde da família na formação de médicos no alto sertão paraibano


  • Orientador : ANA KARENINA DE MELO ARRAES AMORIM
  • Data: 15/04/2014
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  •    A atenção primária à saúde é um importante cenário para o cuidado em saúde mental por suas características e pelo trabalho no território contribuir para a superação do modelo manicomial de atenção. Esta pesquisa partiu do questionamento sobre como acontece a atenção em saúde mental na atenção básica nas unidades em que se desenvolve a Residência de Medicina de Família e Comunidade em um município do sertão paraibano. Objetivou investigar as demandas de saúde mental e práticas de cuidado no contexto de ESF e da RMFC do município de Cajazeiras a partir do discurso dos profissionais ali inseridos e discutir estratégias de qualificação do cuidado em saúde mental nessa realidade. Utilizou-se abordagem qualitativa em que foram realizados grupos focais envolvendo profissionais de duas equipes da ESF e uma equipe de NASF. Os dados produzidos nos grupos foram analisados a partir do referencial da análise do discurso de inspiração foucaultiana. Como resultados, evidenciou-se que os profissionais percebem a demanda em saúde mental na atenção básica principalmente na forma de sofrimento psíquico inespecífico e transtornos mentais graves. A atenção a essas pessoas não consegue superar a medicalização que é identificada por esses profissionais. A prática asilar persiste como alternativa para os casos de transtornos mentais graves, sendo limitada a incorporação do paradigma da desinstitucionalização como referencial para a prática profissional. Além disso, a relação com a rede de saúde encontra vários limites destacando-se a dificuldade de produção de continuidade e integralidade do cuidado. A partir disto, analisa-se a formação médica e sua capacidade de garantir o cuidado integral na atenção às demandas de saúde mental. No campo da pesquisa, dois modelos de formação se encontram. Os residentes participantes ou graduaram-se em Cuba ou em escola médica brasileira orientada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais. Percebe-se então que a graduação, ao incorporar questões relativas à integralidade do cuidado, não é suficiente para gerar bons profissionais para o SUS. Considera-se necessário somar às mudanças na graduação a perspectiva da Educação Permanente em Saúde no mundo do trabalho, o envolvimento dos profissionais com a transformação das práticas de atenção à saúde e a construção da perspectiva da integralidade e da atenção psicossocial por dentro da Residência de Medicina de Família e Comunidade como importantes estratégias para a formação de médicos generalistas aptos para a atenção às demandas de saúde mental.

     

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  • ADRIANA SANTOS LOPES
  • Acolhimento prescrito x real: uma análise sobre as relações entre trabalhadores e usuários na Estratégia Saúde da Família

  • Orientador : ROSANA LUCIA ALVES DE VILLAR
  • Data: 23/04/2014
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  • O acolhimento vem sendo proposto como uma ferramenta que contribui para humanizar o cuidado, ampliar o acesso dos usuários aos serviços, garantir a resolutividade das demandas, organizar os serviços e promover o fortalecimento de vínculos entre profissionais e usuários. No município do Recife, esta prática vem sendo incentivada pela gestão a sua implementação pautada em atos normativos, com matrizes de avaliação e proposição de metas, embasadas em um modelo próprio do município. Este estudo objetivou analisar a relação entre o acolhimento prescrito e o acolhimento real e suas interferências nas relações de reciprocidade entre trabalhadores e usuários nas unidades de saúde da atenção básica de Recife. Utilizou como campo de investigação quatro unidades da  Estratégia  Saúde  da  Família  do Distrito Sanitário IV do município  de Recife – PE. A investigação teve um caráter qualitativo e para sua operacionalização, realizou entrevistas com profissionais e usuários cujos discursos gravados pelo modo digital de voz e posteriormente transcritos manualmente de forma literal. Os discursos obtidos foram analisados em grande parte através da abordagem metodológica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), sendo também utilizada em menor escala a técnica da análise temática, de forma dialogada com aportes teóricos e documentos oficiais relacionados ao tema. Os resultados  apontaram que na maior parte das unidades de saúde os profissionais  executam os protocolos propostas e consideram que estes tem influencia positiva para o processo de trabalho no acolhimento, no entanto fatores como demanda excessiva, estrutura física das unidades, pouca resolutividade da rede de referência, singularidades das unidades, entre outros, apareceram dificultando o cumprimento do prescrito e desta forma gerando influencia negativa sobre o processo de trabalho do acolhimento. As relações recíprocas também sofreram influencias destes fatores, dificultando assim a circulação de dádivas. Entretanto, outros fatores como acesso, resolutividade, atitude acolhedora e responsabilização, potencializaram as trocas recíprocas entre profissionais e usuários. Os achados demandam que os atos prescritivos e as relações recíprocas do acolhimento são diretamente influenciadas pelas singularidades presentes nas comunidades, pelas variabilidades humanas e por fatores ligados a estrutura e processo de trabalho e portanto devem ser operados com cautela com vistas a proporcionar um acolhimento real de qualidade.

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  • ANDREA TABORDA RIBAS DA CUNHA
  • A HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE NO COTIDIANO DE USUÁRIOS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA


  • Orientador : ROSANA LUCIA ALVES DE VILLAR
  • Data: 24/04/2014
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  • A presente pesquisa parte do pressuposto de que para mudanças nas práticas em saúde  direcionadas ao cuidado integral é de fundamental importância a humanização , a participação e  a autonomia dos usuários.Neste sentido, investigou o tema da humanização envolvendo usuários da Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Mossoró, tendo como objetivos:analisar as percepções dos usuários sobre a humanização na produção do cuidado em saúde no cotidiano da Estratégia de Saúde da Família, a partir  da visão dos usuários sobre os significados de humanização na produção do cuidado ;identificar elementos que caracterizam práticas cotidianas humanizadas e não humanizadas ;relacionar percepções de usuários sobre humanização com as noções sobre clínica ampliada e participação social presentes na Política Nacional de Humanização(PNH);Identificar dificuldades e potencialidades na produção do cuidado em saúde na  perspectiva da humanização.Foi uma pesquisa de abordagem qualitativa  e para coleta dos dados  utilizou a Metodologia de Análise de Redes do Cotidiano (MARES), o que possibilitou a problematização das práticas de saúde através de uma discussão interativa envolvendo os sujeitos participantes. A análise do dados foi realizada através técnica de análise de conteúdo temática e seus resultados  foram interpretados tendo como referências  a clínica ampliada  e a participação do usuário dialogando com paradigma da dádiva discutido por Marcel Mauss.  Os resultados apontaram sentidos da humanização vinculados ao afeto, reciprocidade e honestidade, destacando-se como elementos essenciais as práticas humanizadas a confiança, o vínculo, a escuta, o diálogo e a responsabilização. Foram também mencionados outros elementos relacionados a organização dos serviços de saúde tais como acesso e bom funcionamento. As dificuldades e potencialidades demarcaram deficiências estruturais do sistema de saúde e mudanças no processo de trabalho.  A participação dos usuários desconstruindo e reconstruindo conceitos sobra a humanização na produção do cuidado em saúde é fator primordial para o a sedimentação do que propõe a PNH ,utilizando o espaço privilegiado da ESF,criando sujeitos mais partícipes e entendendo suas necessidades e demandas,sendo um caminho possível para a construção de uma gestão participativa.

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  • FRANCIJANE DINIZ OLIVEIRA
  • A Preceptoria na estratégia saúde da família: o olhar dos profissionais de saúde

  • Orientador : ANTONIO MEDEIROS JUNIOR
  • Data: 09/05/2014
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  • A proposta de integração ensino - serviço a partir de vivências no mundo do trabalho traz para os profissionais atuantes nos serviços de saúde um desafio, aliar a sua prática assistencial à preparação de novos profissionais em conformidade com o modelo de saúde nacional. Na cidade de Recife a rede de assistência é conhecida como rede escola, pois disponibiliza para as Instituições de Ensino Superior todos os seus equipamentos de saúde e, em especial, os profissionais que lá trabalham, para a prática de preceptoria, transformando essa atividade em um componente importante da rede de serviços. O presente estudo teve como objetivo apreender as representações sociais de profissionais de saúde sobre a preceptoria na residência multiprofissional em saúde da família. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, cujos sujeitos são trabalhadores que exerceram a preceptoria, por no mínimo, dois anos nas residências multiprofissionais vinculadas a duas Instituições de Ensino Superior. Como Instrumentos de pesquisa, foram utilizadas: a técnica de associação livre de palavras, a partir do termo indutor preceptoria na residência multiprofissional, e a entrevista semiestruturada, a fim de  acessar as representações sociais da preceptoria, os dados foram processados mediante o auxilio do software ALCESTE 4.9 e do Software Evoc 2000. As informações obtidas foram analisadas considerando-se os aspectos lexicográficos, as classes semânticas e os temas que emergiram do material textual, à luz da teoria das Representações Sociais. A pesquisa propôs uma identificação das representações sociais da preceptoria na Estratégia Saúde da Família, em sua abordagem estrutural. A estrutura da representação foi evidenciada através da proposta da teoria do núcleo central, onde apresentou os termos conhecimento e compromisso possivelmente como pertencentes ao núcleo central da preceptoria. O processamento do corpus realizado pelo software ALCESTE 4.9 resultou em 4 classes e suas relações de divergência e convergência. Os resultados apontam que os preceptores representam seu papel além da oferta de conhecimento clínico aos estudantes, o preceptor enseja a busca de mudanças no e do modelo de saúde através da formação, eles tentam um perfil que vai além da formação para a prática clínica no ambiente de trabalho, uma formação ética e compromissada com as possibilidades de transformações sociais. E que os problemas do processo de trabalho em especial a sobrecarga de atendimento assistencial, leva o preceptor a questionar a eficácia desse modelo de formação. A integração ensino serviço pode potencializar as propostas de mudanças relativas ao modelo de atenção praticado nos serviços, mas essa relação ainda é superficial. O preceptor é um ator em ato, trabalha na cena da vida real, e é nesse momento que ele torna-se essencial para a busca de uma formação com o perfil defendido nas propostas de formação de um profissional que seja capaz de aprender a aprender e se pauta em especial nas diretrizes de Educação Permanente em saúde no Brasil.

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  • ROBERVAM DE MOURA PEDROZA
  • Análise comparativa da tendência na Mortalidade Infantil em áreas cobertas e não cobertas pela Estratégia Saúde da Família no município de Garanhuns entre 2003 e 2012

  • Orientador : ANGELO GIUSEPPE RONCALLI DA COSTA OLIVEIRA
  • Data: 23/05/2014
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  • A mortalidade infantil é tida como um indicador sensível para descrever as condições de vida e de saúde de uma população, sendo, portanto, interpretada como a estimativa do risco de um nascido vivo morrer antes de completar o primeiro ano de vida. Esse indicador é considerado elevado quando atinge patamares superiores a 50/1.000 nascidos vivos, médios quando se encontra entre 20 e 49/1.000 e mais baixos quando está até 20/1.000. No Brasil, a Mortalidade Infantil tem evidenciado variações ao longo dos anos, e nas duas últimas décadas esse indicador tem sofrido um acentuado decréscimo, provavelmente devido à melhoria no acesso aos serviços de saúde, ao saneamento básico, redução da taxa de fecundidade, melhoria das condições de vida e implementação de tecnologias na atenção à saúde. O objetivo deste estudo foi avaliar a tendência na mortalidade infantil no município de Garanhuns no período de 2003 a 2012, segundo áreas cobertas e não cobertas pela estratégia saúde da família. Para atingir os objetivos, foi realizado um estudo de série temporal onde foram coletados os dados referentes aos nascidos vivos e óbitos de menores de 01 (um) ano através do Sistema de Informações de Atenção Básica – SIABE, nas áreas cobertas e não cobertas pela estratégia, a fim de estabelecer relação de causalidade entre a intervenção e o indicador. Os resultados foram apresentados em gráficos, com a curva da Mortalidade Infantil no município de Garanhuns entre os anos de 2003 e 2012 segmentado através das áreas cobertas e não cobertas pela estratégia saúde da família ao longo do mesmo período. Após a análise dos resultados, observou-se uma tendência de queda no coeficiente de mortalidade infantil tanto nas áreas cobertas pela estratégia da saúde da família quanto nas áreas cobertas pelo PACS, e que não foi possível estabelecer isoladamente uma maior redução da mortalidade infantil em áreas cobertas pela estratégia. No entanto, os resultados das ações desenvolvidas pela estratégia saúde da família são consistentes e plausíveis de causar impacto no declínio da mortalidade infantil, sobretudo as ações voltadas para a saúde da mulher e da criança.

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  • THALES JENNER DE OLIVEIRA FALCÃO
  • A Inserção do Técnico em Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família no Estado do Rio Grande do Norte

  • Orientador : ANGELO GIUSEPPE RONCALLI DA COSTA OLIVEIRA
  • Data: 23/05/2014
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  • Introdução - O Técnico em Saúde Bucal (TSB) é um dos profissionais da Odontologia que têm suas atribuições profissionais definidas através da lei federal 11889, podendo atuar na prevenção, promoção e recuperação da saúde bucal. Segundo o site do Departamento de Atenção Básica, do Ministério da Saúde, pode-se constatar através do histórico de cobertura da Estratégia Saúde da Família, que no Rio Grande do Norte existem atualmente apenas oito equipes com TSB implantadas. Objetivo - O presente estudo buscou elucidar os motivos da pouca inserção desses profissionais no serviço público, apesar da relevância do seu trabalho. Método - Trata-se de uma pesquisa quantitativa, sendo um estudo de caso do tipo exploratório, tendo em vista que não existem estudos semelhantes precedentes, e está dividida em duas fases distintas: a princípio foi realizado um mapeamento desses técnicos utilizando informações cadastrais das escolas formadoras e conselho de classe para descobrir quantos são e onde estão. E num segundo momento da pesquisa, foi feita uma análise do processo de implantação (ou não implantação) das equipes de saúde bucal para descobrir que fatores contribuíram para a efetivação (ou não efetivação) deste tipo de trabalho técnico nas equipes. Nessa segunda fase, os Coordenadores de Saúde Bucal municipais responderam a um questionário contendo questões abertas e fechadas através de ligações telefônicas. A amostra foi definida por sorteio levando em consideração a força potencial de trabalho contida nos municípios. Resultados – 1053 técnicos com 94,3% do sexo feminino, distribuídos por todas as Regionais de Saúde. Quanto as entrevistas, 96,9% dos coordenadores de saúde bucal acham importante um técnico em saúde bucal na Odontologia, 92,2% recomendariam a inclusão na Saúde da Família, muito embora 76,6% nunca tenha falado com o Secretário de Saúde sobre essa implantação em seu município, 40% disseram que a falta dessa implantação poderia estar relaciona a recursos financeiros e 31,7% citou a necessidade de melhorar a estrutura física para que fosse possível essa implantação. Conclusões – Os Técnicos em Saúde Bucal do Rio Grande do Norte estão sendo mal aproveitados pelo serviço público. Faz-se necessário uma maior sensibilização dos gestores quanto a importância deste profissional e investimentos em reforma e contratação de profissionais. 


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  • DANIELLE CHACON DOS SANTOS
  • PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM CURRAIS NOVOS/RN:USO DE PLANTAS MEDICINAIS?

  • Orientador : MARIA ISABEL BRANDAO DE SOUZA MENDES
  • Data: 12/08/2014
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  • Este trabalho teve o objetivo de compreender como profissionais das Estratégias Saúde da Família e usuários do município de Currais Novos/RN lidam com a utilização (ou não) de plantas medicinais como uma das Práticas Integrativas e Complementares no SUS. A pesquisa é do tipo qualitativa e apresenta como instrumento de coleta de dados um roteiro de entrevista semi- estruturada, relacionada a questões que contemplaram o objetivo proposto. As entrevistas foram utilizadas com os profissionais e usuários, com base nas questões formuladas em um questionário e foram gravadas, com a anuência dos mesmos, sendo posteriormente transcritas em diário de campo. Foram sujeitos do estudo os profissionais médicos, enfermeiros, dentistas e agentes comunitários de saúde de equipes de estratégia saúde da família do município, totalizando 24 (vinte e quatro) profissionais de saúde, como também dez usuários identificados como pessoas que utilizam plantas medicinais para o cuidado de sua saúde que se mostrarem voluntários à pesquisa. Para a construção deste estudo, nos apoiamos na abordagem fenomenológica de Merleau-Ponty (1999), pois se direciona as experiências vividas, no sentido de compreendê-las. A partir deste estudo, pode-se perceber a importância atribuídas tanto pelos profissionais de saúde quanto pelos usuários à utilização de plantas medicinais, como também evidenciar que é na tradição familiar que se encontra a principal forma de disseminação do conhecimento a respeito da utilização das mesmas. A maioria das plantas medicinais tiveram indicações populares semelhantes às indicações científicas de uso, porém 70% dos usuários referiram nunca terem recebido de profissionais de saúde orientações e incentivo de utilização desta prática de cuidado. Metade dos profissionais entrevistados relatou não sentir segurança para prescrever plantas medicinais, apenas 25% relataram ter recebido durante a graduação informação sobre o assunto. Espera-se com o desenvolvimento deste estudo contribuir para incentivar e tornar possível a implantação de protocolos de atenção por parte dos profissionais de saúde, além de ampliar o cuidado integral, o acesso a outras opções terapêuticas, a participação dos usuários e o fortalecimento do vínculo no âmbito da atenção básica e da estratégia saúde da família.

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  • BENJAMIN BENTO DE ARAUJO NETO
  • UMA ANÁLISE DA INTEGRAÇÃO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE NOS ESTADOS DO CE, PI E RN.

  • Orientador : PAULO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 21/08/2014
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  • A pesquisa apresentada tem como objetivo analisar a integração das Redes de Atenção à Saúde, através do ordenamento e definição de fluxo de atendimento, na perspectiva do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica PMAQ-AB nos Estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Pretende Identificar se há registro dos usuários de maior risco encaminhados para outros pontos da atenção à saúde, assim como Estimar a disponibilização dos mecanismos e instrumentos de regulação na integração das Redes de Atenção à Saúde nesses Estados. O estudo é transversal, descritivo com uma abordagem quantitativa, fazendo parte da avaliação externa do PMAQ-AB no ano de 2013, do Ministério da Saúde que teve como base a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Os dados utilizados são todos secundários de todas as 1.702 Equipes de Saúde da Família que aderiram ao PMAQ-AB nos Estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, perfazendo um total de 422 Municípios dos mesmos Estados. A coleta desses dados será realizada no período de abril a junho de 2013. A análise dos dados será descritiva através do Statistical Package for Social Sciences ( SPSS ) versão 17.0.0. Espera-se que todo esforço desprendido na pesquisa possa contribuir para o fortalecimento do processo de monitoramento e avaliação na perspectiva de mudança de atitude de alguns gestores e, ou profissionais inseridos na Estratégia Saúde Família avaliadas, podendo visualizar a participação popular enquanto estratégia de controle social.

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  • LIGIANA NASCIMENTO DE LUCENA
  • Acolhimento na estratégia saúde da família: O que dizem os usuários?

  • Orientador : MAISA PAULINO RODRIGUES
  • Data: 29/08/2014
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  • Trata-se de um estudo quantitativo/qualitativo e avaliativo realizado no município de Recife-PE, em seis distritos sanitários. Foram entrevistados 297 usuários  que frequentam as Unidades de Saúde da Família (USF) para se investigar se o acolhimento produz vínculos e escuta qualificada.  Os dados foram coletados pela  Escala de Avaliação da Satisfação dos Usuários   visando identificar a satisfação dos usuários em relação ao acolhimento. Esta escala foi construída/adaptada a partir da Escala utilizada para verificar a satisfação de usuários com os serviços de saúde mental (Satis-BR). Os dados quantitativos foram analisados com o auxilio dos softwares Statistical Package for Social Science (SPSS) 17.0. Já os dados qualitativos foram analisados tomando-se por base o referencial teórico de Bardin.  Os resultados apontam que os usuários, de modo geral,  estão satisfeitos com o acolhimento dos profissionais nas USF investigadas. Entretanto, apontam fragilidades no serviço, principalmente no que toca a ambiência e infraestrutura dos serviços.  

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  • ROSANA MARIA FERREIRA DE MOURA LIMA
  • PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE:CONTRIBUIÇÃO PARA CONSTRUÇÃO COLETIVA DO SABER-FAZER

  • Orientador : ELIZABETHE CRISTINA FAGUNDES DE SOUZA
  • Data: 15/09/2014
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  • O reconhecimento da alimentação como determinante e condicionante do processo saúde-doença exige novas explicações e intervenções da ação política em alimentação e nutrição e demanda modelo de atenção à saúde pautado na integralidade das ações e centrado na promoção da saúde. Este estudo, caracterizado como pesquisa-ação de caráter intervencionista, buscou desenvolver estratégias para apoiar a inserção transversal das ações de promoção da alimentação saudável nas práticas de profissionais de um Núcleo de Apoio à Saúde da Família e uma Unidade da Estratégia Saúde da Família no município de Natal, capital do Rio Grande do Norte, a partir da análise das percepções e processos de trabalho dessas equipes. Foram adotadas várias estratégias metodológicas: Círculo Hermenêutico Dialético, Observação Direta, Encontros Temáticos Reflexivos e Oficina “Repensando as práticas educativas para promoção da alimentação saudável”. Para registro de dados, foram utilizados os Diários de Pesquisa-DP e de Momentos-DM. A análise  ocorreu de forma processual, em conjunto com os participantes da pesquisa, em constante movimento de reflexão-ação-reflexão, com base na hermenêutica-dialética. Quanto aos resultados, em relação à promoção da saúde, evidenciaram-se as seguintes percepções: promoção da saúde associada à prevenção de doenças e agravos; promoção da saúde relacionada à qualidade de vida e ao bem estar, em suas várias dimensões; promoção da saúde enquanto responsabilidade do Estado; promoção da saúde relacionada às ações de educação em saúde; promoção da saúde como expressão da resolutividade e acessibilidade aos serviços de saúde. Quanto à alimentação saudável, predominaram as percepções referentes aos aspectos nutricionais. No que se refere à educação alimentar e nutricional-EAN, observou-se predominância da percepção de EAN como informação, orientação e transmissão de conhecimentos para mudanças de práticas alimentares. No que diz respeito ao processo de trabalho, observou-se que entre as ações para promoção da saúde, predominam as atividades educativas, como palestras, rodas de conversas, que na maioria das vezes, ocorrem de forma fragmentada, sem planejamento conjunto entre as equipes, variando de acordo com os profissionais e o momento de trabalho em que são realizadas. Os resultados apontaram para a necessidade de reorganização dos processos de trabalho, na perspectiva da articulação intra e intersetorial e da construção de novas tecnologias, tais como: Projeto de Saúde do Território – PST, Projeto Terapêutico Singular-PTS, Clínica Ampliada e Compartilhada, práticas educativas com metodologias ativas de ensino-aprendizagem. A partir dos resultados consideramos que se faz necessário a “reforma do pensamento”, a partir de mudanças na formação profissional e do fortalecimento dos espaços de educação permanente, considerando a complexidade que envolve a alimentação, a educação alimentar e nutricional e a promoção da saúde. A reforma do pensamento deve estar articulada e imbricada à produção de saberes e práticas que favoreçam a intersetorialidade, a transversalidade, o diálogo e a postura democrática e solidária, com base na construção coletiva do saber-fazer. Esperamos que esse estudo possa contribuir com reflexões e iniciativas que estimulem a construção de práticas que promovam a alimentação saudável na Atenção Primária à Saúde, na perspectiva da integralidade do cuidado e da realização da Segurança Alimentar e Nutricional.   

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  • ADRIANA MARIA ALVES
  • Morbimortalidade materna no município de Mossoró: Desvelando seus fatores

  • Orientador : ELIZABETHE CRISTINA FAGUNDES DE SOUZA
  • Data: 19/09/2014
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  • O objetivo deste trabalho, caracterizado como uma pesquisa de abordagem qualitativa de caráter exploratório descritivo, é analisar os aspectos que contribuem para a morbimortalidade materna em Mossoró-RN à luz da bioética. As informações foram coletadas entre os meses de Novembro e Dezembro de 2013, por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com 16 profissionais de saúde, sendo metade deles trabalhadores de Atenção Primária à Saúde e a outra metade de urgência obstétrica, e 04 mulheres que tiveram gravidez de alto risco com internação em UTI. O número de profissionais e de mulheres foi determinado pelo método da saturação na coleta de informações em pesquisas qualitativas. As entrevistas foram transcritas e submetidas a técnica de análise de conteúdo, especificamente a análise temática, possibilitando um aprofundamento e ultrapassando o conteúdo das falas. Diante disso, foram construídas três categorias de análise, a saber: a atenção à gestante no município de Mossoró/RN; os fatores que contribuem para a morbimortalidade materna em Mossoró/RN; e a morte de perto: O  relato de gestantes de alto risco que foram internadas em Unidade de Terapia Intensiva. A interpretação das informações analisadas revelaram a realidade difícil da rede de atenção à gestante no município, nos seus três níveis, apontam alguns fatores que contribuem com o aumento da morbimortalidade materna e estes correlacionados  com os princípios da bioética de BEAUCHAMP & CHILDRESS e os princípios da  Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos da UNESCO, sugerem algumas ações que poderiam diminuir este índice, relatam como lidam e percebem a morte materna e os sentimentos envolvidos, e relatam também a vivência de mulheres que tiveram risco de morte  na gestação. Percebemos então, na fala dos profissionais a necessidade de pôr em prática o que já existe na teoria, nos protocolos, manuais e portarias do Governo Federal. Mais uma vez sabemos o que precisa ser feito para reduzir a mortalidade materna e melhorar a qualidade da atenção, porém não há iniciativa concreta para que se efetive tudo isso e tenhamos o resultado esperado. O que existe é negligência não de todos, mas de todas as partes. Precisamos inicialmente capacitar os gestores e sensibiliza-los para essa temática. Os cidadãos também precisam ser empoderados de seus direitos e conhecedores das políticas públicas, para que possam cobrar dos serviços e dos gestores seu cumprimento. Por último precisamos sensibilizar os profissionais na busca de conhecimentos e na luta por melhores condições de trabalho, recursos humanos suficientes  e de salário, para também cobrar deles a excelência no atendimento. Desta forma os profissionais entendem que teremos menores números da mortalidade materna e maior satisfação dos usuários do SUS, especialmente neste caso, das mulheres que necessitam do serviço de obstetrícia.

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  • FRANCISCO AMÉRICO MICUSSI
  • CUIDANDO DO NINHO DA CEGONHA: IMPLANTAÇÃO DA CADERNETA DA GESTANTE EM UNIDADE DE SAÚDE DA FAMILIA

  • Orientador : ELIZABETHE CRISTINA FAGUNDES DE SOUZA
  • Data: 19/09/2014
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  • A gestação é um período singular na vida da mulher, demandando atenção especial da família e dos profissionais de saúde (BRASIL, 2006).  No Brasil, o Ministério da Saúde adotou o Cartão da Gestante para acompanhamento do Pré-natal, o que não tem se mostrado instrumento capaz de contribuir para a melhoria da qualidade dessa assistência, considerando que os registros são falhos, dificultando a compreensão dos mesmos por parte das gestantes. O projeto de intervenção que resultou nesta dissertação teve por objetivo implantar uma Caderneta da Gestante visando o aprimoramento ao atendimento à mulher no ciclo gravídico-puerperal. O local da intervenção foi a Unidade Saúde da Família do Campo da Mangueira, no município de Macaíba/RN, Brasil. A Caderneta foi adotada como ferramenta tecnológica da gestão do cuidado, de modo inclusivo e participativo, incluindo gestantes e equipe em todas as fases da implantação. Foram selecionadas e acompanhadas 09 (nove) gestantes, na faixa etária entre 19 (dezenove) a 20 (vinte) anos, e no período gestacional compreendida de 07 (sete) a 11 (onze) semanas durante o período de abril a julho de 2014. No total foram realizadas 46 (quarenta e seis) consultas, dentre as quais 27 (vinte e sete) pelo médico, 19 (dezenove) pela enfermeira, além dos atendimentos realizados pelo dentista, imunização e visitas domiciliares. O registro do processo de implantação da caderneta constou de anotações em prontuários e relatórios dos momentos de encontros com gestantes e com equipe de saúde. Constatou-se que além de uma construção coletiva, humanizada e interdisciplinar houve a satisfação demonstrada pelas gestantes contribuindo dessa maneira para a adesão ao Pré-Natal - PN, maior estabelecimento de vínculos, melhora da autoestima das gestantes e melhoria na qualidade do PN. Considera-se que a implantação da Caderneta da Gestante na referida Unidade de Saúde contribuiu para mudanças nos modos de fazer a atenção materno-infantil na Estratégia de Saúde da Família e pode ser recomendada para implantação na rede municipal. 

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  • CLARISSA ANDIRA XAVIER E SILVA
  • A ARTICULAÇÃO ENTRE A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA E O CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: ANÁLISE DE EXPERIÊNCIA EM MUNICÍPIO DO NORDESTE BRASILEIRO

  • Orientador : ANA KARENINA DE MELO ARRAES AMORIM
  • Data: 26/09/2014
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  • A reforma psiquiátrica antimanicomial consiste num processo que busca desconstruir a lógica excludente provocada pelas internações, proporcionando aos sujeitos estratégias de reinserção social. Nesse sentido, a atenção básica, através da Estratégia de Saúde da Família - ESF vem, progressivamente, tornando-se espaço estratégico nas intervenções em saúde mental, se configurando como campo de práticas e produção de novos modos de cuidado. Nesta perspectiva, em Areia Branca-RN vem ocorrendo um processo de implementação dessa proposta, através da articulação da rede de Atenção Psicossocial e da Estratégia Saúde da Família/ESF. Porém, este processo não tem sido capaz de provocar mudanças nas práticas. Ao partir da concepção de que a articulação entre saúde mental e atenção básica é um desafio a ser enfrentado atualmente, que a melhoria da assistência prestada e a ampliação do acesso da população aos serviços com garantia de continuidade da atenção dependem da efetivação dessa articulação, estabeleceu-se como objetivo de pesquisa: Investigar como se dá a relação entre as equipes de ESF e a equipe de CAPS na atenção a saúde mental no município de Areia Branca – RN a partir dos discursos dos profissionais. E teve-se como objetivos específicos: 1) Conhecer a demanda em saúde mental existente no município de Areia Branca – RN atendida pela ESF; 2) Identificar limites e dificuldades na relação entre as equipes da ESF e do CAPS; 3) Identificar potencialidades para articulação entre as equipes da ESF e do CAPS para a constituição da RAPS local. Tratou-se de um estudo descritivo-exploratório, com desenho metodológico de natureza qualitativa, cujos sujeitos foram profissionais da Estratégia Saúde da Família, profissionais do Centro de Atenção Psicossocial e o responsável pela condução/gestão da saúde mental no município. Como instrumentos de pesquisa foram utilizadas observações informais, entrevista semiestruturada e grupos focais. As informações obtidas foram analisadas considerando a análise de conteúdo de Bardin, o que possibilitou discutir a pertinência do referencial teórico com os dados obtidos através da observação e interpretação da articulação entre a Estratégia de Saúde da Família e a rede de Atenção Psicossocial no município de Areia Branca-RN. Por um lado, registrou-se intensa demanda em saúde mental advinda de usuários e de seus familiares e/ou cuidadores. Por outro, verificaram-se que apesar de existir alguns avanços com relação a percepções sobre saúde mental, existem ainda práticas, histórica e contextualmente arraigadas, que atuam como obstáculos para a resposta efetiva a essa demanda na perspectiva da desinstitucionalização. Nesse sentido, considera-se importante ressaltar que as equipes da Estratégia de Saúde da Família devem ser capacitadas para garantir a prática de saúde com integralidade e a incorporação à rede de saúde mental do município.

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  • NAYARA SANTOS MARTINS NEIVA DE MELO
  • MESTRADO PROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA: O CURSO SOB A PERSPECTIVA DOS MESTRANDOS

  • Orientador : MARIA ISABEL BRANDAO DE SOUZA MENDES
  • Data: 24/11/2014
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  • Os mestrados profissionais foram criados no Brasil na década de 1990 em resposta às transformações sociais ocorridas no mundo do trabalho e têm como objetivo formar profissionais de alto nível com perfil próprio para diversas atividades da sociedade e para o setor produtivo. Constituem-se, na mais inovadora modalidade de pós-graduação brasileira, e carecem, portanto, de legitimação de sua identidade, o que suscita a necessidade de discussões para obter maiores esclarecimentos e delinear as características dessa modalidade de pós-graduação. Deseja-se construir novos entendimentos sobre suas peculiaridades partindo da ótica dos discentes do curso de Mestrado Profissional em Saúde da Família da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família, e não apenas de acordo com as semelhanças e diferenças em relação ao mestrado acadêmico. O presente estudo tem como objetivo apreender os significados atribuídos pelos estudantes à formação no Mestrado Profissional em Saúde da Família da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família. Trata-se de um estudo qualitativo e exploratório. Os sujeitos são os cem discentes em formação no ano de 2013, distribuídos entre as seis instituições nucleadoras da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família. Para a coleta de informações foi realizada pesquisa documental nos registros institucionais de todos os discentes, assim como entrevistas. Foram entrevistados 15 discentes, distribuídos nas seis instituições nucleadoras. As informações obtidas por meio de entrevistas gravadas, foram transcritas e resultaram em dois corpus de análise, posteriormente submetidos ao software Alceste© 4.9 para identificação das classes semânticas. Pode-se concluir que o curso proporcionou uma ressignificação de práticas profissionais na Estratégia Saúde da Família, considerando o contexto organizacional da Atenção Básica na região Nordeste e as especificidades do trabalho em saúde. Mesmo diante de dificuldades do alunado relacionadas à apropriação dos métodos de pesquisa, e à própria metodologia ativa da aprendizagem baseada em problemas, contribuiu efetivamente para o aprimoramento dos processos de trabalho na Atenção Básica, valorizando o trabalho em equipe e permitindo a aquisição de novos conhecimentos científicos.

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  • NEUMA MARINHO DE QUEIROZ SANTOS
  • A TERAPIA COMUNITÁRIA E A VIVÊNCIA DE ESTUDANTES DE MEDICINA: UMA ESTRATÉGIA DE ENSINO APRENDIZAGEM DO CUIDADO HUMANIZADO NA ESF?

  • Orientador : GEORGIA SIBELE NOGUEIRA DA SILVA
  • Data: 19/12/2014
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  • Diante de um cenário repleto de críticas a um modelo médico que privilegia a doença e não o doente são muitos os argumentos que defendem a necessidade de resgatar a relação humanizada entre médico e paciente, direcionando a escuta terapêutica não só para os relatos objetivos da doença, mas para todos os aspectos que permeiam o adoecer. Tornou-se imprescindível formar durante a graduação médica um profissional com formação geral, humanística, crítica e reflexiva, capaz de realizar uma abordagem integral do ser humano; no entanto, apesar dos avanços do projeto pedagógico do curso de medicina, ainda nos deparamos com inúmeros desafios no processo de formação. O presente estudo teve como objetivo principal investigar se a vivência do estudante de medicina com a Terapia Comunitária Integrativa (TCI) na Atenção Primária- APS /Estratégia Saúde da Família- ESF, apresenta potencial para se configurar enquanto estratégia de ensino-aprendizagem para o cuidado integral e humanizado. Realizou-se uma pesquisa qualitativa com estudantes do curso de medicina do décimo ao décimo segundo período que tiveram vivência com a TCI, como parte do Internato de Medicina de Família e Comunidade. Utilizamos entrevistas em profundidade com roteiro e recorremos para análise das narrativas à Hermenêutica Gadameriana. Os alunos até ingressarem no internato de MFC desconheciam a TCI e suas pré-concepções revestiam-se de caráter depreciativo. A vivência do método possibilitou reavaliação dos preconceitos e construção de novos conceitos comprovando a importância da estratégia. Evidenciamos um hiato entre o “ensino” de conceitos teóricos do cuidado humanizado, mal compreendidos, durante a graduação médica e a aplicação prática desse cuidado a partir de modelos que privilegiem a escuta qualificada, a construção de vínculos, a autonomia do paciente dentre outros. Estagiar na ESF e participar da TCI favorece o aprendizado de conhecimentos “inexplicáveis”, demonstrando que só a vivência os consolida. Experimentar sentimentos de dores e alegrias através do enfrentamento de dificuldades e gratificações, neste cenário, contribui para o aprendizado. A TCI revelou potencialidades para o aprendizado de condições como resiliência, habilidade de comunicação, abordagem integral da pessoa e escuta. Questões como dificuldades estruturais, baixo número de pessoas com formação em TCI e pouco tempo de vivências com a TCI, aparecem como limitações para utilização do método como ferramenta pedagógica. Consideramos que a participação dos alunos na TCI, significa poder oferecer aos estudantes muito além de uma estratégia de ensino-aprendizagem para o cuidado humanizado, representa a possibilidade de ampliar os horizontes destes futuros médicos em um olhar bem mais consciente das dificuldades e potencialidades de um profissional na ESF. Acreditamos estar contribuindo para a formação de profissionais mais sensibilizados e preparados para realizar uma abordagem integral e humanizada da pessoa e de sua comunidade. A TCI enquanto estratégia de ensino permite ao participante realizar reflexões críticas, mostrando ser um instrumento capaz de possibilitar uma visão mais ampliada do estudante diante de sua prática profissional e capaz de conduzi-lo a mudanças de atitude, o que se refletirá em uma APS/ESF, mais resolutiva e gratificante para todos.

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  • MARCOS OLIVEIRA DIAS VASCONCELOS
  • O ENSINO DO LIDAR COM A MORTE NO CONTEXTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA.

  • Orientador : GEORGIA SIBELE NOGUEIRA DA SILVA
  • Data: 22/12/2014
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  • Ao longo do tempo, os avanços na ciência e na tecnologia biomédica foram cada vez mais incrementados, contribuindo para a falsa ideia sobre a possibilidade de controle e domínio da morte. A morte é um tema interditado, evitado tanto na sociedade leiga quanto no diálogo entre médicos e pacientes, pois é encarada como um fracasso profissional na área da saúde. O ensino do lidar com a morte na educação médica tem sido objeto de atenção de alguns autores, mas mudanças na formação médica com o aprofundamento dessa temática ocorrem muito lentamente. O objetivo desta pesquisa foi compreender os caminhos do ensino do lidar com a morte no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de uma pesquisa qualitativa feita a partir da colaboração de professores do curso de medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), escolhidos entre os docentes envolvidos em experiências curriculares na APS. Foram combinadas duas estratégias tecno-metodológicas: entrevistas em profundidade com roteiro e oficina com utilização de “cenas” projetivas. Para análise e interpretação das narrativas recorremos à Hermenêutica Gadameriana. Nos resultados, apontou-se que o ensino do lidar com a morte na UFPB é insuficiente e hegemonicamente tecnicista, apesar de, nas práticas pedagógicas em APS, haver uma proposta de ensino-aprendizagem ativa, baseada na problematização de situações concretas, que busca diminuir a distância entre a formação técnica e humana. Para os docentes, o ensino do lidar com a morte deveria acontecer, a partir de uma abordagem multidimensional, ao longo de toda a formação médica. Identificamos quatro habilidades ou competências para o cuidado humanizado no lidar com a morte na APS: tentar salvar, promover qualidade de morte, estar presente até o fim e valorizar a dimensão da espiritualidade. São limites dos espaços curriculares na APS para o ensino do lidar com a morte: práticas de ensino tecnificadas, fragmentadas, com avaliações e metodologias tradicionais; a falta de aprofundamento pedagógico e de integração no currículo médico; e as fragilidades dos serviços de APS. São potencialidades dos espaços curriculares na APS para o ensino do lidar com a morte a aproximação com as dinâmicas de adoecimentos e lutas da população, através de práticas mais dialogadas e que incentivem o protagonismo estudantil e o trabalho interdisciplinar. A metodologia de utilização de “cenas” projetivas mostrou ser uma ferramenta interessante para o ensino do lidar com a morte. Conclui-se que esta pesquisa permitiu identificar elementos capazes de iluminar novos modos de saber-fazer para um cuidado humanizado diante do adoecer e morrer.

2013
Dissertações
1
  • MARSILENE GOMES FREITAS
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE  DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DA CRIANÇA NO  RIO GRANDE DO NORTE:  VISÃO DAS USUÁRIAS

  • Orientador : SEVERINA ALICE DA COSTA UCHOA
  • Data: 19/12/2013
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    O presente estudo tem por objetivo avaliar o acesso e a qualidade dos  processos de trabalho das equipes do ESF( Estratégia de Saúde da Família) referentes   a atenção integral   à saúde da criança na percepção dos usuários no Estado do Rio Grande do Norte. Trata-se de uma Pesquisa Avaliativa Observacional transversal, com abordagem quantitativa o qual faz parte da Avaliação Externa do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A coleta de dados foi realizada no período de setembro a novembro de 2013 na Base de Pesquisa Estudos em Saúde coletiva da UFRN em Natal /RN. Serão utilizados dados secundários do total de 412 EAB ( Equipes de Atenção Básica) distribuídas em 116 dos 167 municípios do Estado do Rio Grande do Norte que participaram da Avaliação Externa do PMAQ em Natal/RN. Para Avaliação Externa a amostra foi de conveniência a partir dos seguintes critérios: usuários que estavam presentes na Unidade Básica de Saúde (UBS) para realizar qualquer tipo de procedimento e que consentisse em participar da avaliação. Foram excluídos os que tinham ido pela primeira vez na unidade, aqueles que não a frequentavam há mais de 12 meses e consulta com médico, enfermeiro ou dentista no dia da entrevista. Será elaborado um protocolo de pesquisa com  as dimensões de Crescimento e Desenvolvimento (CD), amamentação e alimentação, e problemas de saúde e variáveis a estas relacionadas. A análise dos dados será descritiva através do Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 17.0.0. Acredita-se que a pesquisa possa contribuir, sobretudo, como ferramenta para a análise das práticas de saúde locais, fornecendo subsídios  para o planejamento de ações e tomada de decisão da gestão local e dos profissionais das equipes de saúde do Estado do Rio Grande do Norte.


2
  • MÁRCIA CUNHA DA SILVA PELLENSE
  • Satisfação dos Usuários e a Qualidade da Atenção Primária à Saúde no Rio Grande do Norte

  • Orientador : SEVERINA ALICE DA COSTA UCHOA
  • Data: 19/12/2013
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    O presente estudo tem por objetivo avaliar a satisfação dos usuários em relação à qualidade da Atenção Primária no Estado do Rio Grande do Norte (RN). Trata-se de uma pesquisa avaliativa observacional transversal, com abordagem quantitativa, a qual faz parte da Avaliação Externa do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A coleta de dados foi realizada no período de setembro a novembro de 2013 na Base de Pesquisa Estudos em Saúde coletiva da UFRN em Natal /RN.  Foram utilizados dados secundários de todas as entrevistas com usuários das equipes que participaram da Avaliação Externa do PMAQ no Estado do RN. Para Avaliação Externa a amostra foi de conveniência a partir dos seguintes critérios: usuários que estavam presentes na Unidade Básica de Saúde (UBS) para realizar qualquer tipo de procedimento e que consentisse em participar da avaliação.  Foram excluídos os que tinham ido pela primeira vez na unidade e aqueles que não frequentaram há mais de 12 meses. Foi elaborado um protocolo de pesquisa com identificação do usuário/perfil socioeconômico, dimensão organizacional (acesso e coordenação do cuidado); dimensão interpessoal (interação usuário-serviço-equipe, vínculo e subjetividade) e estrutura (dimensão objetiva). As variáveis relacionadas a cada dimensão A análise dos dados foi realizada por meio da distribuição de frequência, através do Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 17.0.0.  Acredita-se que a pesquisa possa contribuir, sobretudo, como ferramenta para a análise das práticas de saúde vigentes, fornecendo subsídios científicos para o planejamento de ações e tomada de decisão da gestão e dos profissionais das equipes de saúde. Por fim, pretende-se que o estudo seja capaz de fornecer informações que possam se traduzir em intervenções concretas na melhoria da qualidade dos serviços ofertados à população.


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