ABORDAGEM NÃO FARMACOLÓGICA DA DOR CRÔNICA MUSCULOESQUELÉTICA: um estudo na Atenção Primária à Saúde
Dor Crônica; Dor Musculoesquelética; Atenção Primária à Saúde; Tecnologia Aplicada à Assistência à Saúde
A dor crônica musculoesquelética (DCM) representa um desafio crescente na Atenção Primária à Saúde (APS), tanto pela alta prevalência quanto pelo impacto funcional e psicossocial nos indivíduos acometidos. No município de Serra da Raiz-PB, contexto mais imediato que dá origem a este estudo, observou-se uma demanda alta e constante por atendimentos relacionados às DCM, o que também se apresentou nos demais municípios componentes da 2ª Região de Saúde do Estado da Paraíba, revelando a necessidade de intervenções mais estruturadas e resolutivas. Diante desse cenário, o estudo foi orientado pela seguinte pergunta de investigação: "De que forma a utilização de práticas não farmacológicas pode gerar melhorias no manejo das dores crônicas musculoesqueléticas no âmbito da Atenção Primária à Saúde?”. Este estudo teve como objetivo desenvolver proposições técnicas assistenciais para o manejo da DCM na APS, integrando práticas não farmacológicas com base em evidências científicas e nas compreensões de profissionais da saúde. Tratou-se de uma pesquisa exploratório-descritiva, que adotou um viés metodológico com vistas ao desenvolvimento de uma tecnologia em saúde, com abordagem qualitativa, organizada em três etapas: (1) revisão de escopo; (2) coleta de dados com profissionais de saúde da APS, por meio de grupo focal; (3) elaboração de proposições técnicas. A análise qualitativa foi conduzida por meio da técnica de análise de conteúdo temática. Os resultados identificaram práticas e desafios no manejo da DCM na APS, subsidiando a elaboração de proposições técnicas com ênfase em práticas não farmacológicas. As recomendações apresentam potencial para qualificar a gestão clínica, ampliando a resolutividade e promovendo um cuidado mais efetivo e alinhado aos princípios do Sistema único de Saúde (SUS).