IMPLEMENTAÇÃO DA LINHA DE CUIDADO NO PERÍODO PUERPERAL EM UM MUNICÍPIO DO NORDESTE BRASILEIRO.
Período pós-parto; Alta hospitalar; Tecnologias em saúde; Longitudinalidade do Cuidado; Atenção Primária à Saúde.
Introdução: A mortalidade materna permanece como um grave problema de saúde pública, marcado por desigualdades sociais, econômicas e de acesso aos serviços de saúde, especialmente no período pós-parto, que concentra a maioria dos óbitos e ainda é negligenciado pelas políticas públicas e práticas assistenciais. A alta hospitalar sem critérios claros, a ausência de estratégias de transição do cuidado e a fragmentação da rede contribuem para a descontinuidade do acompanhamento da pessoa puérpera, comprometendo a detecção precoce de agravos e a efetividade das ações de promoção e prevenção. Assim, torna-se imprescindível a adoção de estratégias que promovam a articulação entre os níveis de atenção, valorizem o acolhimento e reconheçam a puérpera como sujeito central do cuidado. Portanto, este estudo pretende contribuir com esse processo, buscando qualificar a assistência no período puerperal por meio da implementação de uma linha de cuidado integrada, resolutiva e centrada nas usuárias. Objetivo: implementar a linha de cuidado no período puerperal em um município do Nordeste brasileiro. Metodologia: A intervenção seguirá o modelo de ciclo de melhoria, composto pelas seguintes etapas: a) identificação da oportunidade de melhoria; b) análise das barreiras para a alta compartilhada e cumprimento dos protocolos na APS; c) identificação da oportunidade de melhoria a partir da percepção das pessoas no puerpério; d) avaliação da qualidade (linha de base); e) planejamento e implementação de intervenções para melhoria da qualidade; f) reavaliação da qualidade (pós-intervenções); g) elaboração e validação do fluxograma da linha de cuidado. A linha de base será obtida por meio de instrumentos padronizados aplicados a puérperas com 42 dias ou mais, com amostra mínima de 60 pessoas no pós parto antes e 60 após as intervenções. Os dados serão coletados via instrumentos de coleta, entrevistas estruturadas e consulta a prontuários e cartão da gestante, contemplando critérios de qualidade da alta hospitalar e do acompanhamento pela APS.