Um olhar interseccional para as mulheres vítimas de violência e seus impactos na saúde mental: conhecimentos e práticas dos profissionais da Atenção Primária a Saúde- APS.
Violência contra a mulher; Saúde Mental; Atenção Primária à Saúde; Interseccionalidade; Prática profissional.
A violência contra as mulheres constitui um grave problema de saúde pública, com impactos significativos na saúde física e mental das vítimas. A Atenção Primária à Saúde (APS), como porta de entrada do SUS, ocupa papel estratégico nesse enfrentamento. No entanto, a complexidade do fenômeno, atravessado por marcadores sociais como raça, classe e sexualidade, exige uma abordagem interseccional que nem sempre está presente na formação e prática profissional. Este projeto tem como objetivo analisar os conhecimentos e as práticas de profissionais da APS no atendimento a mulheres em situação de violência, com vistas à elaboração de uma proposta de formação voltada à qualificação do cuidado. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de abordagem qualitativa, com realização de entrevistas semiestruturadas junto a profissionais das Unidades de Saúde da Família do Distrito Sanitário Oeste de Natal/RN. Os dados serão coletados presencialmente ou via plataforma Google Meet, gravados, transcritos e analisados por meio da análise de conteúdo, conforme Bardin. A pesquisa seguirá os princípios éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 e será submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do HUOL/UFRN. Espera-se identificar lacunas e potencialidades nas práticas profissionais, especialmente quanto à incorporação da perspectiva interseccional no cuidado. Os resultados subsidiarão a construção de estratégias de educação permanente, contribuindo para a qualificação do acolhimento e para o fortalecimento da integralidade e da equidade no cuidado às mulheres em situação de violência.